Sunday, May 07, 2006
  ALIF TREE "FRENCH CUISINE"
Pouco se sabe deste jovem francês, mas no seu curriculum contam-se participações com Bugge Wesseltoft, Akosh, Helen Merril ou Rona Hartner, a escrita de bandas sonoras para cinema e televisão e que esteve em Portugal no festival Cosmopolis aquando da edição do segundo álbum de originais “Spaced” em 2002. “French Cuisine”, editado via Compost Records, é o terceiro trabalho de Alif Tree que, como qualquer chef francês, faz da mistura de sabores a prerrogativa para a preparação de uma refeição requintada.
O novo álbum explora o elo perdido entre o nu-jazz e o acid-jazz, e o resultado é no mínimo interessante. A música é de uma eloquência evidente, bem como algumas das suas influências, não se tentando sequer disfarçar alguns princípios da escola clássica do jazz ou do blues, muito menos dissimular as vozes sampladas de divas da soul como Shirley Horn, Anna Karina ou Nina Simone, que vão timbrando a composição, havendo ainda espaço no fim para uma vénia á música de Steve Reich.
O bom trabalho de pesquisa, recolha e produção é o suficiente para reconhecer a seriedade e a qualidade da obra, tornando desnecessário o comentário sobre a vaga vontade do francês em procurar soluções para as divagações e redundâncias em que caiu o nu-jazz em compasso downtempo. "French Cuisine” é um preparado que resulta, não tanto pelos ingredientes, mas principalmente porque nasce num tempo em que os principais intervenientes em torno das novas linguagens do jazz, procuram na dinâmica de palco, ou na capacidade de diálogo dos músicos em estúdio -e não tanto na manipulação do sampler – motivo para adquirirem conhecimento técnico e simultaneamente a motivação para seguirem em frente. Alif Tree prova ainda ser possível acreditar na programação sem cair obrigatoriamente em fórmulas, não procurando explorar as existentes, mas sim criar as suas.
Por ser um trabalho pessoal e sem grandes preocupações de futuro, mas longe de ser inconsequente, o ouvinte mergulha numa calda confeccionada com a sabedoria de quem quer viver e sentir o presente, procurando retiro espiritual na eloquência das notas.
 
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    Friedrich Nietzsche In Nietzsche Contra Wagner.


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