<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-22671531</id><updated>2011-12-14T18:36:52.214-08:00</updated><title type='text'>r.b.S - 2006</title><subtitle type='html'>.....::::: r.b.S :::::..... (c) 2006 Phaenomenon</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://rbs-2006.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22671531/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rbs-2006.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>r.b.S</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12035987248499265783</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_l4tkoYa3rwo/SHtuXHafv_I/AAAAAAAAAW0/cR0WZIcOG4o/S220/rbs..jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>56</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22671531.post-8455012928445029335</id><published>2007-02-23T07:39:00.000-08:00</published><updated>2008-12-09T03:13:40.263-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_l4tkoYa3rwo/SGJbAE0tfrI/AAAAAAAAAV0/7DvhBMRp7Wc/s1600-h/R.I.P+james+brown.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5215831375301410482" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_l4tkoYa3rwo/SGJbAE0tfrI/AAAAAAAAAV0/7DvhBMRp7Wc/s320/R.I.P+james+brown.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;R.I.P.&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;color:#cc0000;"&gt;&lt;em&gt;James Brown (1933-2006)&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;-----------------------------------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#cc0000;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;2006 #1&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;OS ELEITOS...&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;1. BURIAL &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;"BURIAL"&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Existem personagens misteriosas. Personagens do sub-mundo que preferem as sombras da noite, a escuridão do desconhecido, que preferem movimentos discr&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_l4tkoYa3rwo/RZkpgyBo2UI/AAAAAAAAACw/9UVnGQn5C1U/s1600-h/burial.jpg"&gt;&lt;/a&gt;etos mas incisivos&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_l4tkoYa3rwo/RZkjOyBo2TI/AAAAAAAAACM/ZSPYQG9VA2s/s1600-h/burial.jpg"&gt;&lt;/a&gt;.O ambiente soturno acaba por ser o mais atraente neste universo peculiar &lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_l4tkoYa3rwo/RZkeJCBo2OI/AAAAAAAAABk/XUtpR6C-XqU/s1600-h/burial.jpg"&gt;&lt;/a&gt;e único. Poderá se considerados por muitos como o primeiro e último grande disco dubstep, apesar da quase supremacia de texturas negras 2step. É certo que o dubstep ganhou este ano verdadeira visibilidade graças a este disco, mas também certo que o seu autor afastou-se da matriz elementar do género e gerou um universo próprio. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;É perturbador, negro e dos raros casos em que a música está em sintonia com o presente e simultaneamente consciente do futuro. É o verdadeiro produto fruto dos nossos tempos, onde os receios, medos e incertezas – talvez resultantes do 11 de Setembro – se identificam e se sentem. Burial um dos misteriosos arquitectos do amanhã e a sua música um espelho que reflecte a pouca luz das nossas cidades. Os baixos são quase subsónicos, os ritmos residuais e arquitectados parecem esqueletos afilados e proporcionados. As harmonias dub alienígenas pintam um manto negro de mistério onde nos deixamos envolver com naturalidade. Burial é, sem dúvidas, o disco do ano!!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;2. REKID &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;"MADE IN MENORCA"&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;É de difícil catalogação toda esta música mas a house parece ser um dos géneros que mais revela a sua personalidade. O fantasma de Theo Parrish também paira por aqui, mas mesmo assim não é possível encontrar aquela alma característica do músico de Detroit. As cadências lentas caracterizam os ritmos, as melodias evoluem com os ecos do dub, o electro e o funk também marcam ocasionalmente presença...O caldeirão sonoro poderá não vir a ser consensual, por um lado por ser um resultado feito de padrões estranhos ou fragmentos de muita coisa que simultaneamente parecem não ser nada de concreto. Por outro, o que uns poderão achar estranho ou confuso, outros encontrão nesta substância dissoluta, corrupta e sombria a fonte de jubilo que faltava neste ano de 2006. Mais um grande disco! Essencial!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;3. DOUBLE D FORCE &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;"ENFORCE THE FUNK"&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Provavelmente condenado a ser um dos discos portugueses do ano. Enforce The Funk força a ideia aventureira de quem procura no electro-funk o ideal que concretize a esperança no hip-hop nacional. Que a aventura compense e possa abrir mais portas a quem tem ideias ambiciosas. Poderemos sempre encarar este trabalho da dupla D-Mars e D-Fine como um dos melhores exemplos em Portugal de uma visão estética muito definida, um exercício de estilo que encontra no electro-funk de 80 a fonte de inspiração e nos meios de produção actuais uma concretização de um velho sonho: uma linguagem própria, madura e com substancia natural que permita colocar o nosso som ao nível do que de melhor se vai produzindo por esse mundo fora. E com esforço e sabedoria tudo torna-se possível...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;4. BURAKA SOM SISTEMA &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;"FROM BURAKA TO THE WORLD"&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;O confronto directo das cadências vigorosas do kuduro e do techno estimulam a esfera do &lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_l4tkoYa3rwo/RZkiJSBo2SI/AAAAAAAAACE/VpZoyst4Fk8/s1600-h/BSS.jpg"&gt;&lt;/a&gt;pensamento humano e incentivam os corpos ávidos por prazer físico. A catalogação não é fácil, mas também acaba por não ser o mais importante, porque a frescura experimental desta música espicaça o íntimo.Buraka Som Sistema é um projecto onde a tecnologia e a tradição não encontram estorvo, antes pelo contrario, deparam-se com frontalidade, extraindo um do outro os elementos necessários que permitam a erecção de uma personalidade com sentido de existência singular. A mais-valia acaba por ser o encontro com um nova essência, uma nova realidade estética nascida em terras lusitanas. Algo invulgar nos dias que correm...«From Buraka To The World» é a prova cabal que nos permite dizer com segurança que há vida própria nas margens da industria musical portuguesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;5. KODE9 + THE SPACEAPE &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;"MEMORIES OF THE FUTURE"&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Depois da experiência de Burial, Kode 9 &amp;amp; The Spaceape confirmam a tendência para a exploração sonora obscura em torno das linguagens do dubstep. Serão memórias de um futuro apocalíptico ainda por viver? The Spaceape, entre a sanidade e a loucura, parece enuncia-las num tom assombroso enquanto que a música de Kode 9 reforça a ideia enigmática de poderemos vir a ser possuídos por um vírus alienígena. Qual dos dois estará perdido nos mais belos sonhos da paranóia? Provavelmente os dois. Porque a delírio é colectivo e capaz de gerar as ideias mais improváveis, algumas delas expostas com eloquência por entre o negrume dos sons e palavras de The Memories of The Future.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;6. JUNIOR BOYS &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;"SO THIS IS GOODBYE"&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;É a prova evidente que é possível viver sem os revivalismos ortodoxos de 80, de viver vida própria sem ser refém de maneirismos de outros tempos. Esta música subsiste com referências electro-pop indiscutíveis como OMD, Soft Cell, The Human League ou Depeche Mode, mas a necessidade dos Junior Boys em abrir novas portas e compreender o presente e o mundo que os rodeia, revela alguma sabedoria autodidacta na disposição cerimoniosa dos sons, na forma como gerem o tempo e o espaço e na capacidade de escrever e exprimir os sentimentos. E essa ideia com que ficamos depois de algumas escutas, reflecte uma qualidade na estrutura de pensamento – no que diz respeito à inteligência da composição – que viabiliza toda a operação para além da beleza imediata de todos os temas. E quando me refiro a beleza ponho de parte a ideia de leviandade a que estamos habituados a ver associado o substantivo. Sem espaço para excessos, aqui tudo é belo, sério e melancolicamente doce.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;7. NINO MOSCHELLA &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;"THE FIX"&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Stevie Wonder, Billy Preston e os Sly and The Family Stone poderão ser os primeiros nomes a virem à tona da memória de quem toma contacto pela primeira vez com este di&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_l4tkoYa3rwo/RZkfPCBo2PI/AAAAAAAAABs/GoCe_9URJx8/s1600-h/NINO+MOSCHELLA.jpg"&gt;&lt;/a&gt;sco e concluir que, sem grandes margens para dúvidas, que estes nomes são as principais inspirações para o jovem músico de 29 anos Nino Moschella.O ponto de partida é o funk, mas esta música é bem mais abrangente não deixando por mãos alheias a tarefa de explorar as sensações que só a soul e o blues poderão proporcionar. A amalgama é estimulante e a fricção entre uma orgânica acústica e um sincretismo electrónico recorda que a experiência de Multiply de Lidell à um ano atrás não foi um caso isolado e que abriu-se uma nova frente criativa. Apesar da grande maioria dos registos serem lo-fi, ou seja somente o essencial tem espaço para actuar, a irreverencia sobressai quando a matéria clássica é pervertida, uma atitude especulatória que ressalta e sobressai num momento em que todos procuram recriar uma determinada época de perfeição artística.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;8. VISIONEERS &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;"DIRTY OLD HIP-HOP"&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Marc Mac, cara-metade do projecto 4Hero, sabe o que faz. É um produtor com conhecimentos suficientes para rodear-se, não só dos instrumentos certos, como dos músicos mais competentes - talvez os mais profissionais para darem forma ao que a sua mente arquitecta - e usar a sua técnica e capacidade única de erguer a música certa no tempo certo, para construir uma série de temas que em nada devem à ingenuidade ou à ignorância.A música não soa conceptual, apesar de o ser. É orgânica, com vida, espírito empreendedor e não se fica por um hip-hop sujo e velho embrulhado em novidades passageiras… Não! Soa convincentemente verosímil, verdadeira no espírito que procura evocar, séria na forma como respeita as tradições tanto do jazz como do hip-hop. Se é sujo ou velho, visionário ou não, ainda bem que seja de tudo um pouco porque da contradição extrai-se uma certeza: ainda há muito a aprender com o passado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;9. SPANKY WILSON &amp;amp; QUANTIC SOUL ORCHESTRA &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;"I'AM THANKFUL"&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Em I’am Thankful, Spanky entrega-se de corpo e alma a toda a música e expõe uma voz segura e de tom portentoso – e que voz esta senhora ainda possui! – enquanto Will recorre a todos os seus conhecimentos do velho filão soul, jazz e funk, tentando assegurar-se que todos os momentos são arrebatadoramente eficazes. Este álbum inclui na sua matriz todos os elementos que, jogados e integrados no tempo e espaço certos, permite concluir que toda a operação é um sucesso encantador onde tradição colide com modernidade. Não se estranhe por isso que Will e companhia ainda estejam na linha da frente de uma linguagem funk de inteligência rara. Muitos poderão achar que a fórmula, além de datada, estará esgotada mas depois de ouvir I’am Thankful é pouco provável que todo o dinamismo live de Spanky e do conjunto liderado por Will Holland, não seja alvo de aplausos, mesmo dos mais cépticos, porque além de um encontro histórico entre duas gerações é mais um marco – como foi Sharon Jones &amp;amp; The Dap Kings e Lefties Soul Connection há pouco tempo – na revitalização estética do género. Já só falta James Brown juntar-se aos Breakestra para o quadro estar completo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;10. TWINSET &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;"LIFESTYLE"&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;É precisamente de um estilo de vida de que se trata, tanto na metodologia da elaboração sonora, na recolha e inspiração de referências e na maneira como se apresentam. Distinguem-se essencialmente na maneira como olham a música, as tipologias, sincronizando um ideal jazz que, apesar de clássico, consegue trazer até si a pureza do swing, o calor da bossa e a atitude irreverente do funk num poderoso, apesar de calmo e elegante, manifesto de jazz moderno pensado para o século 21. E é talvez isso torna este álbum tão merecedor da nossa atenção. Não que traga uma mensagem nova ou seja um facto com envergadura de cortar a respiração, mas é precisamente na possibilidade de se poder respirar simplicidade enquanto se ouve a dinâmica e o exercício conceptual de três músicos na forma de encarar o presente, ignorando estereótipos, a proporcionarem ao ouvinte, o prazer de encontrar uma mais-valia estética...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;11. BUGZ IN THE ATTIC &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;"BACK IN THE DOGHOUSE"&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;«B&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_l4tkoYa3rwo/RZkf_yBo2QI/AAAAAAAAAB0/Uanjhm3r3yo/s1600-h/BUGZ+IN+THE+ATTIC.jpg"&gt;&lt;/a&gt;ack In The Doghouse» é um verdadeiro exemplo da experiência profissional e das capacidades de produção dos seus autores. Uma paródia onde a descontracção, o ambiente de confiança entre os elementos e a escrita criativa tornam-se a mais valias que permitem que toda a operação não se perca em futilidades conceptuais ou em facilidades linguísticas.Coerência e consistência acabam por assegurar a sobrevivência de uma obra que já teve melhores tempos para ver a luz do dia. Não estará deslocado do tempo por completo, mas o terreno fértil do broken beat começou a revelar algumas dificuldades e limitações. «Back In The Doghouse» não revitaliza o género, mas essa também não deverá ter sido a prioridade destes senhores, que essencialmente criaram pelo prazer que têm em estar no estúdio e pela honra de explorarem --á sua maneira-- o rico filão que é a música negra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;12. LEFTIES SOUL CONNECTION &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;"HUTSPOT"&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;"Hutspot" Poderá não ser na essência um trabalho conceptual, com principio meio e fim, poderá perder um pouco por ser uma antologia, e paradoxalmente ser uma obra maior sem ser a obra-prima do funk actual, fundamentalmente deixa a porta aberta para quem queira continuar a explorar as dinâmicas que o género exige, acabando, acidentalmente, por ser mais uma lição de criatividade artística, num tempo em que as amarras da pop dominam a força da liberdade conceptual e artistica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;13. GNARLS BARKLEY &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;“ST. ELSEWHERE”&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;St Elsewhere é um produto do seu tempo, concebido por quem está atento aos tempos da tecnologia. Desperta atenções pela capacidade de captar ideias pequenas e inseguras e transforma-las em substâncias robustas, fundir géneros uns com os outros a um nível quase sub-atomico e por fim revelar alma evitando a exposição excessiva das suas personagens.Há quem possa dizer que se trata da pop do futuro, eu não iria tão longe. Ainda não será o facto estético do ano, apesar de em alguns casos andar bem perto. Poderá é ser uma das agradáveis surpresas de 2006 pela forma como decidiu captar o seu público…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;14. FUJIYA + MIYAGI &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;"TRANSPARANT THINGS"&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;A eloquência é um trunfo que acaba por triunfar de forma arrebatadora. Por vezes parece música feita por adolescentes, com algum toque de ingenuidade e pureza, jovens que descobrem agora uma forma de homenagear os seus heróis. Na verdade, e repito, os rapazes sabem o que fazem. David Best poderá não ser o melhor vocalista do mundo, mas os seus sussurros sóbrios, atribuem a toda a música uma ideia indubitávelmente firme e confiante. Transparentes e seguros de si, os Fujiya + Miyagi erguem o monumento pop do ano. E digo sem receio de utilizar o rótulo mais indesejado deste milénio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;15. HERBERT &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;"SCALE"&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Os diários sonoros primorosamente produzidos com a habitual perícia manipuladora mantéem-se, recordando-se os melhores momentos de Dr Rockit. A electrónica torcida e retorcida, trazendo à memória as experiências de Wishmoutain, concretiza-se com naturalidade e com a habilidade típica. As melodias acabam por ser características de quem procura à anos, em conjunto com Dani Siciliano, o ideal pop e a inventividade melódica como estímulo para o trabalho quotidiano. O ideal jazz volta a ser revisto à luz de um velho sonho de Big Band.Scale vive muito do conceptualismo em busca do prazer carnal e acaba por não ser uma ruptura com o passado, mas sim um passo em que toda a matéria periférica sucumbe para um centro. Todo o trabalho de anos une-se num único ponto, dando-se assim um nó... Não há falta de inventividade ou de inspiração, apenas a vontade de colocar no centro da acção todas as ideias que motivaram Herbert nos últimos anos, mesmo que para isso tenha de soar mais pop que o habitual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;16. RADIO CITIZEN &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;“BERLIN SERENGETI”&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Será caso para elogiar a capacidade de empreendimento e a força aplicada&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_l4tkoYa3rwo/RZkhNyBo2RI/AAAAAAAAAB8/KHVhpLTtr20/s1600-h/radiocitizen.jpg"&gt;&lt;/a&gt; na forma de tratamento de toda a matéria-prima. O tempo investido nos pormenores é evidente, apesar da sonoridade propositadamente suja e rude sugerir o contrárioO nu-jazz já contou com melhores dias. Mas é evidente que quando o regresso ás raízes devolve a clarividência perdida, o poeta volta a compor rimas com a fluência de outros tempos. Chama-se também de inspiração. E não será outra a palavra que melhor descreve Berlin Serengeti. Bajka é extraordinária, e como se fosse necessário mais, devolve com dedicação o esforço de Niko Schabel, que em permanente convulsão consegue construir um admirável conjunto de temas impecavelmente conscientes dos tempos que vivemos. Um raro momento de iluminação criativa e um dos raros casos onde, uma vez mais, o passado se envolve com o futuro numa promiscuidade invejável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;17. SAM THE KID &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;"PRATICA(MENTE)"&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Eis a confirmação: Sam The Kid é agora o grande senhor do hip-hop tuga. Pratica(mente) revela uma consistência invulgar num género que em Portugal teimava em não revelar todo o potencial. Consciente da sua verdade e da sua poesia urbana, Samuel expõem sem constrangimentos a sabedoria de quem cresceu na rua e nela aprendeu a destituir o bem do mal. Sem ambiguidades e sem receio de experimentar, o passo seguinte foi dado, elevando se agora a fasquia da qualidade para os próximos intervenientes. A brincadeira casual terminou, agora devem entrar os profissionais. A produção nacional não podia ter terminado de melhor forma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;18. ROOT 70 &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;“HEAPS DUB”&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Entre o primeiro e último tema, vislumbramos pelo meio a selecção cuidada de algumas produções incluídas em Can´t Cool, Midnight Sound ou Inner Space/ Outer Space que, perante uma nova estratégia de pensamento, ganham nova vida, nova substância e nova envergadura onírica. Heaps Dub é uma viagem séria, profundamente comprometida com os originais, mas distante o suficiente para permitir novas abordagens modernistas e várias visões alternativas para um reportório conhecido pela qualidade do songwriting. No fundo, mais um momento iluminado pela sabedoria e pelo gosto da aventura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;19. SPANK ROCK &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;"YOYOYOYOYO"&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;A promiscuidade começa antes de mais por ser uma arma, um meio de ideias soltas e díspares. Poderá dizer-se que da confusão mais cedo ou mais tarde nasce a ordem. E se tivermos a imaginação como caldeirão onde tudo turbilha de um lado para o outro, acabará sempre por ser na mente humana que tudo começará a fazer sentido... mais cedo ou mais tarde. De hip-hop se trata, sem dúvida. YoYoYoYoYo é um desses objectos nascidos de ideias díscolas, da confusão e por fim da fusão de tudo o que inicialmente podia não fazer muito nexo. Arriscar torna-se imperativo desde que haja iniciativa e coragem para concretizar o que outrora se sonhou. Os Spank Rock são um dos nomes essenciais do panorama hip-hop actual e um dos nomes a reter do ano de 2006.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;20. SIR SCRATCH &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;“CINEMA: ENTRE O CORAÇÃO E O REALISMO”&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Mais um exemplo de boa produção nacional. Raramente o hip-hop tuga consegue sair de um certo gueto em que os seus protagonistas entraram de forma não intencional. É certo que o boom deu-se e que finalmente o hip-hop produzido em terras lusitanas começa a ser reconhecido e escutado sem qualquer preconceito ou desprezo e que lentamente surge uma linguagem própria, mas a muita produção raramente tem trazido a qualidade que começa a fazer alguma falta nesta fase. A evidente falta de investimento na produção e a excessiva aposta nas rimas tem provocado um desequilíbrio que acaba no entediamento do ouvinte. Sir Scratch parece, logo no primeiro tombo, encontrar o equilíbrio certo. A riqueza da palavra, das rimas, da mensagem acentam de forma ideal numa estrutura rítmica vigorosa que acompanha fielmente uma melodia que evita o loop excessivo. Dos samplers extrai-se a riqueza que vai dando sentido a toda a operação: indagar a realidade com o coração nas mãos.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;color:#cc0000;"&gt;2006 #2&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;color:#cc0000;"&gt;&lt;em&gt;SE A MEMÓRIA NÃO ME FALHA...&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Dubstep&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;: Ano de consagração de um dos mais interessantes fenómenos musicais nascidos nos underground’s de Londres. Não é a cura, mas sim um exemplo de inventividade num meio com pouca vontade de criar. Além de Burial e Kode 9, Benga, Skream, Loefah, Digital Mystik e a colectânea The Roots of Dubstep também marcam o ano. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;A resposta ineficiente do estado no combate á corrupção&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;. Ineficiente por incompetência? Ineficiente por realmente não ser uma verdadeira prioridade? Um estado sem moral corrompe um país. E assim não vamos lá. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Ubiquity Records&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; é provavelmente uma das editoras do ano. Revelou uma vez mais conhecimentos de mercado e ecletismo na escolha de músicos e produtores para o seu catálogo: Nomo, Nino Moschella, Radio Citizen ou Owusu &amp;amp; Hannibal. Exemplos de revelações em 2006.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Penalização da pirataria musical&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;. John Kennedy da Federação Internacional da Industria Fonográfica e a SPA chegaram e decretaram o disparate: alertaram os pilhantes que estão sujeitos a receber na caixa de correio um convite para pagar uma multa por desrespeito aos direitos de autor. Talvez a solução passe primeiro por criar-se legislação própria antes de gastar-se dinheiro em selos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;A nova música urbana portuguesa&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; começa a dar passos seguros para um novo nível: a segura experimentação de novas linguagens. Buraka Som Sistema e Double D Force são prova disso. O hip hop tuga conheceu finalmente dois excelentes discos: Cinema... de Sir Scratch e Pratica(mente) de Sam The Kid. Lentamente chegamos lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;A&lt;em&gt;&lt;strong&gt; Flur&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; voltou a revelar-se como uma das melhores lojas de discos em Portugal. O atendimento é simpático e competente. O leque variado de cd´s e vinil permite uma tarde bem passada enquanto desfrutamos das últimas novidades ou recuperamos raridades perdidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;O lento desaparecimento da imprensa musical profissional&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;. Com excepção dos pequenos suplementos semanais e de bons sites ou blogs, a imprensa musical praticamente desapareceu. O fim do Blitz em jornal semanal e o início de uma ineficiente revista mensal é mais um infeliz episódio de como a qualidade começa a escassear.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Big Apple Rappin&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;: Compilações assim têm de ser obviamente elogiadas, tanto pelo conteúdo propriamente dito, tanto pelo profissionalismo de quem, com um excelente trabalho de investigação, nos proporcionou um documento que agora retrata um determinado período que mudou inevitavelmente o rumo da música popular deste planeta. Uma grande salva para o bom gosto da Soul Jazz Records.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Televisão&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;. O ano Floribella num país de morangos enchafurdados só revela que temos, infelizmente, mais perfil para nação de terceiro mundo do que para país evoluído. Programas sobre música na TV, para variar, são praticamente inexistentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Daft Punk no Sudoeste&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;. Na memória de muitos ainda está bem presente o magnífico espectáculo multimédia da dupla francesa. Poderão ter passado o tempo a jogar Playstation, mas o espectáculo foi intenso e majestoso.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;a href="http://www.bodyspace.net/artigos.php?rub_id=95&amp;amp;idart=3"&gt;PUBLICADO ORIGINALMNTE NO BODYSPACE&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;SKREAM&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;color:#cc0000;"&gt;&lt;em&gt;SKREAM!&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;E uma vez mais o dubstep. Da obscuridade para a ribalta, o género tem-se revelado ao mundo como uma das mais interessantes tipologias a imergirem dos undergrounds londrinos. Figuras como Benga, Kode 9, Digital Mystik, Burial ou Skream passaram para a linha da frente, e como principais inovadores estéticos do dubstep, revelaram-se produtores hábeis capazes produzir algumas das mais estimulantes bizarrias sonoras contemporâneas. Certo que os primeiros a atingirem o estatuto de porta-estandarte – Burial e Kode 9 – foram também os primeiros a exporem um dubstep personalizado, com carácter suficiente para atraírem algumas franjas de mercado que olhava com alguma desconfiança, senão mesmo com algum desprezo, para uma série de putos de bairros suburbanos de Londres que brincavam ora com um &lt;em&gt;404 bassliner &lt;/em&gt;ou uma Playstation.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um desses putos era e é Olli Jones, conhecido agora mundialmente por &lt;strong&gt;Skream,&lt;/strong&gt; que aos 15 anos abandona a escola católica que frequentava em Croydon e decide vender discos na Big Apple Record Shop. A vontade de viver da música já lá estava e, um pouco contra a vontade dos pais decide enveredar pela produção. Depois de conhecer Benga decide levar a tarefa mais a sério e começa compulsivamente a experimentar sons no seu computador. O fascínio por uma sonoridade garage/ 2step obscura, minimal e hipnótica, onde o baixo, a transmitir em baixas frequências, entorpece mais o corpo do que propriamente o tímpano, leva Skream a insistir na fórmula que mais tarde viria a ser a base de “Midnight Request Line”, um dos temas mais influentes na divulgação dubstep ao mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois da experimentação e de investidas algo irregulares expostas nos dois volumes &lt;em&gt;Skreamizm&lt;/em&gt; é agora a vez da confirmação. E a única forma possível de elaborar trabalho, reunir o pertinente e posteriormente expô-lo como obra conceptual, como obra possuidora de coluna vertebral é com a edição de um trabalho de longa duração. Skream teve naturalmente de esperar pela conjuntura certa para o fazer. Mais, tinha de &lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_l4tkoYa3rwo/RY2MIwul91I/AAAAAAAAAAs/EAv-n72xKgY/s1600-h/skream.jpg"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;ter a certeza do que trazia ao mundo e de que forma. &lt;strong&gt;Skream!&lt;/strong&gt; É o álbum de estreia e é também possivelmente&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt; uma direcção que poucos teriam dúvidas que fosse diferente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao contrário de Burial e Kode 9, Skream investe tempo no lado mais radioso do dubstep. Em vez de explorar o lado negro, o vórtice para onde converge toda luz e energia, o jovem Olli prefere expor a força do ritmo, a prepotência do sub-baixo e as melodias inspiradas no dub ou no ragga. E apesar de na primeira escuta tomarmos consciência que por aqui não existe o nervo conceptual de Memories of The Future ou a visão de um Burial, há no entanto um esforço de captar as atenções exteriores para o dubstep através da simpatia, através da descontracção daqueles que apenas pretendem uma noite variada, descongestionada, sem grandes pressões intelectuais. Simplesmente mover o corpo e a mente sem necessariamente ficar possuído pela repetitividade brutal e minimal que por exemplo caracteriza o álbum de estreia de Benga “Newstep” – editado este ano. Por aqui não haverá grandes dúvidas sobre o que deverá ser o futuro do dubstep. E a visão de Skream, apesar de curta, abre porta a outras experiências essenciais para a sobrevivência do género e, claro, do próprio Skream. Não haverá grandes surpresas neste disco, muito menos labirintos enigmáticos ou ideias fortes que tombem os desprevenidos. Mas há alguma espontaneidade inocente de quem se esforçou para trazer á luz do dia um conjunto de temas desenhados para proporcionar prazer. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:78%;"&gt;&lt;em&gt;PUBLICADO ORIGINALMNTE NO BODYSPACE&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;SPANKY WILSON &amp;amp; THE QUANTIC SOUL ORCHESTRA&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;I'M THANKFUL&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Porque na história da música em geral ainda rezam alguns feitos de outrora, haverá poucas figuras históricas hoje em dia que necessitarão de grandes introduções formais. Spanky Wilson ainda é uma lenda viva, ainda inspira novas gerações e ainda é capaz de contribuir para o aperfeiçoamento de alguma música produzida actualmente. Ela colaborou com alguns dos mais importantes nomes ligados à soul, jazz e blues dos anos 60 e 70 e a sua presença ao lado de digníssimos como Marvin Gaye, Sammy Davis Jr., Lalo Schifrin, Jimmy Smith, The Duke Ellington Orchestra, Pretty Purdie ou Willie Bobo não passaram despercebidos aos anais da história e, mesmo vivendo hoje em dia uma vida recatada em Paris e admitindo que o seu tempo já lá vai, ainda entusiasma uma série de jovens músicos, produtores e DJ que, fartos da programação do sampler, passaram a olhar para os clássicos de outra forma e a erguer a sua música com outra dinâmica. É o caso evidente do Sr. Will 'Quantic' Holland que não esconde – nem nunca escondeu – as suas referências, ou heróis de adolescente, nomeadamente Spanky Wilson. Não se estranhe por isso que da boca de Spanky tenha saído recentemente um comentário a revelar algum espanto: &lt;em&gt;“I was shocked by this new found interest from new young folks in me”.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;O sentimento de admiração de Will levou-o em 2003 a convidar a diva a colaborar em “Dont Joke With a Hungry Man” incluído em &lt;em&gt;Mishaps Happening&lt;/em&gt;. Com a certeza que o curto contacto foi um sucesso, esse mesmo sentimento impeliu-o a convidar a senhora uma vez mais. Na mente de Holland estava num trabalho de longa duração. Depois de um momento menos feliz este ano – coma a edição de &lt;em&gt;An Announcement To Answer&lt;/em&gt; – Quantic, acompanhado agora pela sua Quantic Soul Orchestra, volta a revelar o talento que tem para a composição, mas especialmente para a forma engenhosa como consegue captar o espírito de outros tempos e enquadrar tudo numa matriz contemporânea. Com o melhor de dois mundos acaba por edificar o seu próprio universo sonoro onde diversas tipologias fazem sentido num único momento. Do choque de gerações é possível extrair-se a mais-valia que acaba por enriquecer não só a música mas a arte em geral. E Quantic sabe disso, daí que a sua habilidade aliada à escrita criativa tenha sido já amplamente reconhecida e hoje admirada por muitos.&lt;br /&gt;Em &lt;em&gt;I’am Thankful&lt;/em&gt;, Spanky entrega-se de corpo e alma a toda a música e expõe uma voz segura e de tom portentoso – e que voz esta senhora ainda possui! – enquanto Will recorre a todos os seus conhecimentos do velho filão soul, jazz e funk, tentando assegurar-se que todos os momentos são arrebatadoramente eficazes. Este álbum inclui na sua matriz todos os elementos que, jogados e integrados no tempo e espaço certos, permite concluir que toda a operação é um sucesso encantador onde tradição colide com modernidade. Não se estranhe por isso que Will e companhia ainda estejam na linha da frente de uma linguagem funk de inteligência rara. Muitos poderão achar que a fórmula, além de datada, estará esgotada mas depois de ouvir &lt;em&gt;I’am Thankful&lt;/em&gt; é pouco provável que todo o dinamismo live de Spanky e do conjunto liderado por Will Holland, não seja alvo de aplausos, mesmo dos mais cépticos, porque além de um encontro histórico entre duas gerações é mais um marco – como foi Sharon Jones &amp;amp; The Dap Kings e Lefties Soul Connection há pouco tempo – na revitalização estética do género. Já só falta James Brown juntar-se aos Breakestra para o quadro estar completo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger2/4267/2767/1600/970304/DUBSTEP.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger2/4267/2767/1600/901068/DUBSTEP.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger2/4267/2767/320/339303/DUBSTEP.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;DUBSTEP&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;color:#cc0000;"&gt;&lt;em&gt;Se estivéssemos bem no presente será que era necessesario ter memorias do futuro? &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;A Hyperdub e o dubstep acabam por marcar o ano 2006. O que começou por ser um movimento underground como tantos outros nascidos nos bairros suburbanos de Londres transformou-se num fenómeno envolto tanto em mistério como em curiosidade. Com a edição do enigmático e soturno &lt;strong&gt;Burial&lt;/strong&gt;, a atenção e as expectativas em torno do dubstep cresceram exponencialmente – não se estranhe por isso que o álbum de estreia de Kode 9 fosse um dos discos mais aguardados do ano. É curioso que de um género como o dubstep, pelo qual poucos davam um chavo, surjam dois dos mais evidentes marcos de inventividade do ano. Dois estímulos negros – e por vezes feios – que nos inquietam a alma e simultaneamente proporcionam um raro prazer de descoberta. Dois futuros clássicos que para já terão de ser classificados como quase obra de arte&lt;br /&gt;Apesar do movimento já contar com quatro ou cinco anos, e ter nascido de um evidente cruzamento entre reminiscências 2step, dub, techno e grime, só em 2005 foi considerado efectivamente um género com potencial suficiente para permitir a impressão de uma marca de autor na matriz e partir para patamares mais ambiciosos que os significativos volumes de vinis de 12” que vão invadindo as lojas especializadas – Hatcha, Youngsta, Skream ou Digital Mystik - ou as meras antologias temáticas – Skreamizm, The Roots of Dubstep ou Dubstep All Stars – que por vezes entram numa espiral repetitiva sem interesse.&lt;br /&gt;Com a edição de &lt;strong&gt;Memories Of The Future&lt;/strong&gt; começamo-nos a aperceber um traço em comum não só com os registos da Hyperdub mas em geral no dubstep: uma linguagem que assenta nos pressupostos inscritos nos títulos dos temas e que desenvolvem uma ideia de tensão urbana, surreal&lt;/span&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger2/4267/2767/1600/587310/DS.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;ista e virtual. Ideias capazes de redireccionar os sentimentos negros da alma humana para um estado ainda mais sinuoso e simultaneamente rogarem por um mundo em declínio enquanto que a sugestão de um futuro já vivido nos assalta a continuidade temporal.&lt;br /&gt;Uma vez mais o universo descrito por Philip K. Dick em "Do Androids Dream of Electric Sheep?" volta a ser o cenário que nos assola a memória. Burial foi dos primeiros a sugerir espaço próprio e a visionar essa memória de forma eficaz, introduzindo novas nuances ao género. Lentamente novos elementos são acrescentados á matriz. Evoluções que desafiam os primeiros traços genéticos para além da estrutura que as &lt;strong&gt;Dubstep All Stars&lt;/strong&gt; nos habituaram e que só mesmo um trabalho individual de longa duração pode proporcionar de forma evidente. Até ao momento poucos se têm-se aventurado para além do formato de 12” - Vex'D, Burial, Boxcutter, Skream e Kode 9 + The Sapceape - mas os poucos que o fizeram evidenciaram estudo, direcção, sensibilidade suficiente para erguer um conjunto de peças capazes de interagir umas com as outras. Das editoras ligadas ao dubstep, apenas a Hyperdub, comandada por Kode 9, têm sido capaz de complementar a lacuna e implementar uma sonoridade onde o objectivo primordial é mistificar o género e mais, atribuir-lhe carácter suficiente para que as redundâncias comecem a soar a um sincretismo eloquente onde presente e futuro assemelham-se ao consciente e inconsciente, ao real e sobrenatural.&lt;br /&gt;Mas será que se trata de uma miscelânea de tensão urbana actual reflectida no dia seguinte? A especulação levada a um extremo onde torna-se difícil a ressurreição dos paradigmas da música actual? No caso da Hyperdub diríamos que sim. Apesar da verdade aparentemente absoluta das mensagens difundias pela editora, e enunciadas num tom fantasmagórico, existem dúvidas naturais sobre, não só os objectos finais, mas o que acaba por sugerir a editora com os elementos erráticos que lança da sua base para o resto da música actual. Burial fá-lo com uma evidência surpreendente e Kode 9 acompanha. Estaremos então perante a desconstrução d&lt;/span&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger2/4267/2767/1600/100284/dw.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;a tradição e a consequente erecção de novos paradigmas ou devemos encarar o trabalho da Hyperdub como pontuais exercícios criativos em torno do próprio dubstep? Questão que o futuro nos responderá com a brevidade que entender ser necessária para classificar uma obra como intemporal ou inconsequente.&lt;br /&gt;Se encaramos a certeza da novidade inscrita nas linguagens do próprio género teremos a satisfação de descobrir um mundo novo, ignorando o impacto da música na cultura urbana actual, mas se o efeito e casualidade forem considerados como indiscutíveis e resultado de uma investigação extensa – como parece ser o caso – ao alongo dos últimos anos, teremos a mesma satisfação, mais a convicção que estaremos perante obras que sobreviverão para alem do sufoco criativo do dubstep.&lt;br /&gt;Para já debrucemo-nos com pouco mais de cuidado sobre a matéria em mãos e retirar algumas conclusões para o imediato. Será inegável que as expectativas foram superadas no que diz respeito aos álbuns de estreia da Hyperbub. Bem como prazer na actual música de dança renovado e, mesmo deixando para depois a resposta à questão sugerida por muitos – sobre o valor da pedrada no charco que ambos os discos representam – o certo é que ambos os discos são factos estéticos nascidos no mesmo laboratório mas com fórmulas idealizadas por gente diferente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger2/7758/1731/1600/721087/BURIAL.jpg"&gt;&lt;/a&gt;BURIAL &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;BURIAL&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Existem personagens misteriosas. Personagens do sub-mundo que preferem as sombras da noite, a escuridão do desconhecido, que preferem movimentos discretos mas incisivos. Directos, criativos, enigmáticos. Burial perfere explorar o sentimento melancólico de uma cidade embebida na inexistência de esperança, num lado negro da alma sem resistência para vírus maléficos resultantes do stress. Mais empenhado na arquitectura 2step idealizada no início da década, a misteriosa personagem canaliza as poucas imagens de beleza da noite para um vórtice complexo, hipnótico e virtual. Sobrevoa as plantas da canalização do conhecimento urbano com a mesma facilidade que um bimotor sobrevoa uma cidade sem vento. Esforçando-se na mistificação do seu som, sensibiliza-nos para a possibilidade de um iminente apocalipse. Tudo o resto é singular, único, desusado. Os baixos são quase subsónicos, os ritmos residuais e arquitectados parecem esqueletos afilados e proporcionados. As harmonias dub alienígenas pintam um manto negro de mistério onde nos deixamos envolver com naturalidade. &lt;strong&gt;Burial&lt;/strong&gt; é provavelmente o disco do ano. E isso é trabalho de génio louco.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger2/7758/1731/1600/40203/memory.gif"&gt;&lt;/a&gt;KODE 9 + THE SPACEAPE&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;MEMORIES OF THE FUTURE&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Em &lt;strong&gt;Memories of the Future&lt;/strong&gt;, Kode 9 e Spaceape, num escape iminente para uma dimensão alternativa, sentem uma necessidade, ao contrário de Burial, da viagem para além do interior, uma viagem no &lt;em&gt;continuum&lt;/em&gt; temporal. O relato sombrio cataliza a cápsula, atirando-a entre o presente e o futuro. A fricção dos baixos subsónicos sugere uma viagem atribulada. O dub narcótico define o tom misterioso. As cadências, num tom dubstep mais evidente, fazem a indulgência enigmática e determinam a gestão do espaço, da palavra e da melodia. Kode 9 regula-nos os sentidos para estarmos receptivos ao negrume frio e alienígena de quem já se apercebeu que o mundo caminha para o abismo. Podíamos estar perante mais uma banda sonora de qualquer filme sci-fi pessimista e que anuncia o lento fim de tudo o que é vivo, restando máquinas possuídas por rancor e que ficcionam nas entrelinhas das dúvidas e medos tudo o que gostariamos de bom para o porvir. Com o medonho sussurrar de palavras de Spaceape, e do tom catastrófico como anuncia as memórias do futuro, o sopro desconfiado acaba por nos acalentar alma como se, em pleno transe, aceitássemos o &lt;em&gt;aftermath.&lt;/em&gt; Talvez o talento inscrito nestas linhas esteja aí: na capacidade de interpretar o futuro e dele extrair sabedoria.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;color:#cc0000;"&gt;KOOP&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;color:#cc0000;"&gt;&lt;em&gt;KOOP ISLANDS&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Será possível estar em dois sítios ao mesmo tempo? As leis da física diriam que não, mas se a nossa imaginação se mantiver fiel ao princípio &lt;em&gt;the sky is the limit&lt;/em&gt;, de certo que não haverá qualquer limite para fantasia. O importante será mesmo ignorar as fronteiras delimitadoras entre a realidade e a ficção e deixarmo-nos envolver com os sonhos. Se for possível encontrar a banda sonora que acompanhe um retrato tanto melhor. A música sempre enriqueceu as imagens…&lt;br /&gt;Volvidos cinco anos sobre a edição de 'Waltz for Koop', o duo escandinavo regressa com mais um inocente manifesto fantasioso onde é mesmo possível estar em dois locais diferentes sem sair do mesmo lugar. Uma vez mais isso torna se possível muito graças a extraordinária capacidade de Oscar Simonsson and Magnus Zingmark em compor música que desafiam as leis da física convencional. Ainda bem que alguém o faz, caso contrario teríamos de ficar encalhados para o resto da eternidade num universo excessivamente formatado, quadrado e cinzento e onde todos falam a mesma linguagem.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Koop Islands&lt;/strong&gt; é um convite dos &lt;strong&gt;Koop&lt;/strong&gt; para embarcarmos numa curta viagem de meia hora com destino à ilha onde tudo se passa de forma quase surrealista. Onde fantasiar acaba por ser um acto praticamente incontrolável. Existe uma estranha onda de calor com origem nas terras frias da Escandinávia que nos aquece o coração numa altura em que o Verão nos abandonou por mais uma ano. Tudo resulta da extraordinária capacidade de compor canções, onde um sincretismo pragmático se transforma numa ferramenta essencial para a transformação de diversas matérias como o swing ao velho estilo big band anos 30, a pop dos anos 60 ou a soul dos anos 70 numa única massa sonora moderna possuidora de uma eloquência formal que literalmente nos deixa siderado.&lt;br /&gt;Será impossível resistir aos encantos de um 'Come To Me' porque não só nos deparamos com a voz irresistível e inocente de Yukimi Nagano, como nos sentimos embalados por um swing hipnótico que nos arrasta para um vórtice temporal onde nos vemos sentados num velho club jazz caratristico da Nova Iorque dos anos 30 instalado numa das praias das Caraíbas. Ou de 'Koop Island Blues' que nos mergulha nas águas quentes do mediterrâneo enquanto no horizonte imaginamos uma cena de amor entre um jovem siciliano e uma qualquer Bond-Girl dos anos 60.&lt;br /&gt;Koop Island mantêm as características de todos os álbuns anteriores dos Koop. Podemos mesmo admitir que não existe diferenças de relevo entre os encantos de Waltz for Koop e este terceiro álbum, mas a forma como nos capta uma vez o espírito, nos conquista a atenção ou revela um natural enlevo místico, deixa nos imbuidos numa luxúria voluptuosidade. Koop Island fará com que ignoremos os princípios elementares de evolução artística que separam os álbuns uns dos outros da mesma maneira como ignoramos as leis da física num universo fantástico, surreal, onde tempo e espaço correm ao sabor dos ventos e marés. Certamente as mesmas brisas e correntes que assolam uma ilha imaginaria algures nos mares do norte. Às vezes o melhor é mesmo deixarmo-nos envolver com os sonhos e esquecermos a realidade…&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:78%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;PUBLICADO ORIGINALMNTE NO &lt;a href="http://www.bodyspace.net/album.php?album_id=762"&gt;BODYSPACE&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:78%;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://i113.photobucket.com/albums/n224/RBSANTOS/langoth.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;LANGOTH&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;color:#cc0000;"&gt;&lt;em&gt;GROUNDING&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Viena ainda parece estar a recupar da crise. A falta de objectividade e alguma desorientação estética, aliada a um refrear criativo das principais mentes, atiraram a música austríaca dos últimos tempos para um marasmo onde nem o sol se põe nem a alvorada soa. Os Tosca provaram que, depois de «Suzuki» (2001), não acrescentaram nenhuma mais-valia ao reportório. Os Madrid Del Los Austrias, que em busca de mais amor atormentaram-nos a alma em 2005, decidiram em comum acordo a união de facto com Dorfmeister e mais uma série de outras personagens que lançaram escavadelas em busca de mais minhocas, provaram definitivamente que o toldar da visão de escape eloquente com uma razão pragmática jamais seria solução para um beco sem saída. Kruder afastou-se de Viena e preferiu parcerias em Munique, Stereotyp encontrou em 2004 nos Al-Haca o estímulo para produzir – e agora na soul a vontade de viver –, o Dub Club diminuiu o seu domínio sobre o dub. Raras foram as excepções que, de aos quatro anos para cá, evidenciaram substância e produziram música com matéria de estudo suficiente para captar as atenções dos melhores – e mais atentos – alunos.&lt;br /&gt;Michael &lt;strong&gt;Langoth&lt;/strong&gt; editou em 2003 o seu primeiro álbum. «Sentimental Cooking» foi um dos discos saídos dos laboratórios vienenses que passou despercebido a muitos e que se encaixava na definição alternativa dos downtempo tipicamente Kruder &amp;amp; Dormeister que caracterizavam na altura a cidade banhada pelo Danúbio. Apesar de revelar algum encanto pelos ritmos desacelerados, os embalos jazzisticos e pelos efeitos narcóticos dos dub (em pequena escala), Langoth sonhava com a soul, descomprometida e em busca de novos prazeres. Acrescentando alguns delírios electrónicos eloquentes redefinia à sua maneira a sua própria paisagem. Nem em todos momentos o conseguiu de forma evidente, mas a vontade estava lá. Volvidos três anos edita o seu segundo álbum e, apesar de não se afastar significativamente dos pressupostos iniciais, volta-nos a conquistar a atenção, obrigando-nos, no fim de umas quantas escutas, a um elogio, não muito grande, mas um elogio expressivo. Um indicativo de um resultado satisfatório que revela a mesma alma e vontade em escrever com sentido.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;«Grounding»&lt;/strong&gt; demonstra essencialmente uma música produzida para agradar exclusivamente ao seu autor, ignorando o resultado do impacto num mundo exterior. Não será obrigatório agradar a massas. Antes pelo contrário. O segredo continua a estar na forma como a verdade interior é catapultada para a música e nela integrada o que de melhor sentimos da vida. Por aqui encontramos o gosto pela descoberta de novas ideias, apesar de inovação nem sempre ser um carácter em manifestação. Langoth alarga definitivamente o espectro da sua música á pop e, sentindo-se simultaneamente atraído pela soul com traços mais europeus, renova-se com a espontaneidade necessária. Não atinge todos os patamares com a uniformização exigida, mas o importante será constatar a coerência mínima com que nos confronta num período onde este tipo de sonoridade, num evidente namoro com linguagens jazz, hip-hop, soul e pop, pouco tem revelado senão a preguiça sabática de quem sentou-se no sofá e dele ainda não quis sair.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:78%;"&gt;&lt;em&gt;PUBLICADO ORIGINALMNTE NO &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.bodyspace.net/album.php?album_id=774"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:78%;"&gt;&lt;em&gt;BODYSPACE&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://i113.photobucket.com/albums/n224/RBSANTOS/karma.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;KARMA&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;color:#cc0000;"&gt;&lt;em&gt;LATENIGHT DAYDREAMING&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;A mudança faz parte do processo da vida. Em vários momentos, todos nós já sentimos a necessidade de alterar o percurso de forma a evitar a rotina maçadora. A música, ao longo da historia, provou por várias vezes que ou se muda e evolui-se ou então acaba-se condenado por um sistema que corrói tudo o que é novidade e adapta-se a tudo o que seja pragmatismo cego e corrupto. E mesmo quando a novidade não parece trazer nada de verdadeiramente significante para a humanidade, a simples tentativa de correr algum risco pode ser meritório. Todas as transformações, mutações e metamorfoses na música devem sempre ser alvo de alguma reflexão. Por várias vezes elas foram benéficas na revitalização de determinados projectos, noutras foram o passo decisivo para o abismo da vulgaridade e para o fim de um sonho nascido em dias de sol.&lt;br /&gt;Depois de um período de recolhimento e, perante significativas transformações no seio familiar, os alemães Karma decidiram regressar á produção de música depois de cinco anos de um inesperado silêncio. E o reflexo das mudanças nas suas vidas está bem patente na música que agora trouxeram ao mundo. Primeiro poderá ficar o espanto e depois algum amargo de boca. Latenight Daydreaming é tudo o que não esperávamos de Lars Dorsch e Tom Dams, um álbum light, pop e com poucas sensações. É certo que os Karma sempre demonstraram algum fascínio pelos mecanismos da pop. Thrill Seekers de 2000, apesar do sampler ser ferramenta para a costura de várias memórias jazz, reflectia alguma luminosidade pop enquanto as restantes tipologias acrescentavam envergadura estética á obra. Mas nunca, mesmo nesses momentos de aproximação, davam a entender que o seu futuro passaria por uma investida tão clara pelo formato de canção que agora encontramos em Latenight Daydreaming. A transformação podia exigir-se mas com uma noção de que o reportório anterior teria uma imagem, um som e um carácter. Ou seja, mudar mas manter a identidade que tantos momentos de felicidade proporcionaram no passado. E nesta situação será caso para dizer que a evolução foi precipitada, desmesurada e o fim de um projecto que tinha como motivação desbravar o jazz perante uma óptica modernista. Agora, para que não haja dúvidas, é vez da pop dominar.&lt;br /&gt;Os Karma sempre demonstraram grandes sensibilidades na produção e, apesar do sampler ter sido guardado sem margem para um regresso nos próximos tempos, a dupla demonstra que além das capacidades de organizadores de sons, também são compositores de canções fantasiosas. Em vez da colecção jazz em vinil para base de inspiração, o virtuosismo da canção clássica de 60 e 70 aliada á folk e a alguma neo-soul, transforma os Karma em viajantes sentimentalistas. Os Zero 7, os Air, Braian Wilson ou Terry Callier parecem ser algumas das actuais referências estéticas e, esperando-se mais de quem sabe, que essas referências não fossem tão obvias. Alem da descaracterização de um projecto, fundamental na implementação de novas ideias em torno do jazz, estamos também perante um regresso que nada trás de relevante ao cenário actual da pop. As canções são bonitas, talvez excessivamente polidas, mas raros são os momentos onde existe aceleração cardíaca ou emoções exasperadas. Os momentos são bem orquestrados, mas no fim acaba por haver uma sensação de inconsequência e de desilusão. Mudanças sim, mas assim tantas também não.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:78%;"&gt;&lt;em&gt;PUBLICADO ORIGINALMNTE NO &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.bodyspace.net/album.php?album_id=783"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:78%;"&gt;&lt;em&gt;BODYSPACE&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;RADIO CITIZEN&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;color:#cc0000;"&gt;&lt;em&gt;BERLIN SERENGETI&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;O nome do projecto e do álbum começam por sugerir o que motivou o seu autor. Uma certa ideia de globalidade que torna um homem num cidadão do mundo através das ondas do ainda principal motor de divulgação musical. E ainda a uma ideia de que a música será sempre um universo sem fronteiras, onde uma cidade europeia – para onde convergem diversas ideias e tipologias com proveniência bem evidente – pode ser palco para um espectáculo onde tradição colide com modernidade. Berlim será uma dessas cidades e Niko Schabel um dos cidadãos dispostos a incluir na sua música tudo o que de bom veio ao mundo.&lt;br /&gt;Não será obrigatoriamente uma necessidade empírica incluir tudo no mesmo caldeirão, mas é indiscutivelmente uma sensação única quando isso acontece. Mais, quando alguém com desdém, sabedoria e poder síntese o consegue sem inventar nada de verdadeiramente novo mas, num mesmo golpe, exibir-se como produtor tecnicamente inventivo e músico entendido no ofício, aí estamos perante talento puro e possivelmente perante uma obra memorável. Talvez a determinação seja mesmo o que acaba por se destacar nesta viagem sofisticadamente tecnológica pela tradição africana chamado Berlin Serengeti.&lt;br /&gt;Temos de tudo e, quase numa jogada de mestre, tudo faz sentido. Mulatu e Coltrane co-habitam no mesmo estúdio. O funk, dub, Afrobeat, Etno-jazz, post-bop, modal jazz, rock, soul, Brasil, hip-hop e bandas sonoras de filme noir são algumas das tipologias que inspiram o alemão a produzir. Poder conceptual para erguer um facto estético. Será caso para elogiar a capacidade de empreendimento e a força aplicada na forma de tratamento de toda a matéria-prima. O tempo investido nos pormenores é evidente, apesar da sonoridade propositadamente suja e rude sugerir o contrário.&lt;br /&gt;O nu-jazz já contou com melhores dias. Mas é evidente que quando o regresso ás raízes devolve a clarividência perdida, o poeta volta a compor rimas com a fluência de outros tempos. Chama-se também de inspiração. E não será outra a palavra que melhor descreve Berlin Serengeti. Bajka é extraordinária, e como se fosse necessário mais, devolve com dedicação o esforço de Niko Schabel, que em permanente convulsão consegue construir um admirável conjunto de temas impecavelmente conscientes dos tempos que vivemos. Um raro momento de iluminação criativa e um dos raros casos onde, uma vez mais, o passado se envolve com o futuro numa promiscuidade invejável.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;PLAN B&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;color:#cc0000;"&gt;&lt;em&gt;WHO NEEDS ACTIONS WHEN YOU GOT WORDS&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;O amor, o sexo, a família, descriminações raciais e a violência urbana são tópicos habituais no hip-hop. Foi um dos propósitos por detrás da sua génese: proporcionar à gente da rua o direito a expressar-se, dando voz à sua indignação. Todos opinaram, falaram, cantaram ou bradam aos céus as mensagens que achavam pertinentes. E ainda hoje em dia o se faz, para que não haja dúvidas. O que resta saber ao certo é o motivo porque o fazem: será por uma questão de facilidade de comunicação com um público-alvo receptivo a determinadas mensagens ou será porque em todo discurso proverbial existe um conteúdo existencial com figuras e situações reais que perturbam a alma de todos? Será uma questão de fazer rap para o prestígio em vez do diálogo interior perante realidades cruéis? Tudo volta a ser uma questão de postura. Todos pretendem reflectir o estado das ruas desprezadas pela política ou as atitudes violentas ignoradas pela sociedade. É honroso faze-lo enquanto a verdade for uma necessidade do íntimo em vez do mero aproveitamento circunstancial.&lt;br /&gt;No álbum de estreia, Plan B, de guitarra na mão, pregoa ao longo de uma hora, fala de tudo e de forma impressionante acaba por não falar de nada. No entanto fá-lo com a convicção de quem está a transmitir ao mundo – que o quer ouvir – uma mensagem pertinente. E será mesmo a convicção que o salva do desastre completo? Na veemência do palavreado expressa-se com força capaz de fazer parar o trânsito, no entanto existirá algumas dúvidas quanto ao conteúdo. Who Needs Actions When You Got Words revela de boa vontade que a atitude de pregador fica-lhe mal. A preconização excessiva retira-lhe alguma sensibilidade e em vez da mobilização do público com um conteúdo sensivo, impressiona apenas com a forma rude como tenta ser exageradamente incisivo.&lt;br /&gt;A estrutura rítmica, em evidente textura hip-hop, revela-se competente ao ponto de suportar uma guitarra em acordes repetitivos e desinteressantes. Ben Drew – a cara por detrás de Plan B – revela-se assim um músico com poucos recursos técnicos na manipulação do instrumento. O dedilhar das cordas ficaria bem enquanto servisse como mais um elemento gerador de melodia e não um suporte evidente para toda a operação. Na escrita de rimas pode revelar algum talento mediano, o mesmo não se podendo dizer do resto. Alem disso sobressai uma evidente contradição em Who Needs Actions When You Got Words, premeditada pelos vistos, ao tentar atribuir calor humano ao grime. Uma perversão de algo que por natureza nasceu frio e agreste e que seria perfeitamente adequado a suportar aquilo que Plan B desejaria para este disco: rudeza no ditado sobre texturas ásperas. Aí há que admitir: foi um tiro a sangue frio no próprio pé.&lt;br /&gt;Há quem o tenha comparado como uma mistura entre Mike Skinner e Eminen, no entanto nem tem a atitude confiante de um nem a segurança na escrita de outro. Pode ter se inspirado com ambos, mas certo é que ainda não captou a essência necessária a tornar se num músico ou produtor proficiente com a determinação suficiente para sair do seu pequeno bairro de subúrbio e revelar-se como mensageiro de alguma boa-nova. Por enquanto fica-se por um mero pregador de pedras na mão com um recado frágil e delgado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22671531-8455012928445029335?l=rbs-2006.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rbs-2006.blogspot.com/feeds/8455012928445029335/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22671531&amp;postID=8455012928445029335' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22671531/posts/default/8455012928445029335'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22671531/posts/default/8455012928445029335'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rbs-2006.blogspot.com/2007/02/plan-b-who-needs-actions-when-you-got.html' title=''/><author><name>r.b.S</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12035987248499265783</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_l4tkoYa3rwo/SHtuXHafv_I/AAAAAAAAAW0/cR0WZIcOG4o/S220/rbs..jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_l4tkoYa3rwo/SGJbAE0tfrI/AAAAAAAAAV0/7DvhBMRp7Wc/s72-c/R.I.P+james+brown.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22671531.post-2041531598720384538</id><published>2007-02-02T08:25:00.000-08:00</published><updated>2007-02-02T08:37:20.728-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3639/1276/1600/bb.1.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;BOOZOO BAJOU &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;color:#cc0000;"&gt;&lt;em&gt;JUKE JOINT 2&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;É inegável um dos motivos porque os Boozoo Bajou vieram ao mundo: tentar colocar no centro de toda a acção o velho e místico delta do Mississipi. Enquanto hoje em dia muitos dos olhares ainda se voltam para a mãe Africa e da sua cultura ancestral extraem alguns dos mais importantes ensinamentos, a voz do velho rio, onde nasceu toda música afro-americana, é relegada para um plano secundário. Com alguma insistência os Boozoo Bajou têm nos recordado da importância do solo sagrado onde nasceu o jazz ou blues e com frequência homenageiam o chão arável onde a contemporaneidade musical começou a tomar forma.&lt;br /&gt;Desde «Satta» que a dupla de Nuremberga não tem feito outra coisa senão tentar enquadrar diversas matrizes sonoras numa única equação. E apesar de ter corrido bem á primeira, as vezes que se seguiram revelaram-se despropositadas ou pouco inspiradas. Aconteceu com «Dust my Broom» ediado em 2005, que com a excepção do elemento canção introduzido na equação, os fundamentos repetiam-se, e agora com «Juke Joint 2», onde Peter Heider e Florian Seyberth se precipitaram nas escolhas e os elementos somados não têm a força para fascinar com a mesma eloquência...&lt;br /&gt;«Juke Joint 2» é mais uma compilação onde os Boozoo Bajou reúnem algum dos temas que os tem estimulado nos tempos recentes. Enquanto que no primeiro tombo reconhecíamos algumas das inspirações para a música do duo, neste segundo tombo alargam a gama a outros géneros para além do dub, reggae, soul ou blues. Não que as novas ou velhas escolhas deixem os cabelos em pé, mas as mãos que reuniram boa parte deste material deixaram de fora certamente o mais importante: a alma. Seria interessante que se aprofundassem as raízes elementares que constituem os gostos ou a escola da dupla em vez da mera exposição de temas por os quais se apaixonaram recentemente.&lt;br /&gt;Não que o elemento mais pop ou o vulgar lounge sejam sempre dispensáveis, mas se a essência do primeiro «Juke Joint», que remetia algum do seu fascínio para os clássicos intemporais, fosse levado mais a sério, ninguém seria forçado a admitir que algumas redundâncias aqui incluídas poderiam ter ficado na gaveta ou simplesmente terem sido expostas num qualquer set da dupla.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;PUBLICADO ORIGINALMENTE NO BODYSPACE&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3639/1276/1600/amp%20f.2.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;AMP FIDDLER&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;color:#cc0000;"&gt;&lt;em&gt;AFRO STRUT&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Uma das primeiras perguntas a surgir é quem é Amp Fiddler? É do conhecimento público que este homem de Detroit, de seu nome Joseph Fiddler, trabalhou com George Clinton nos anos 80 e Prince nos anos 90 e durante esse tempo não se poupou a uma série de ensaios e colaborações. Pessoas influentes que não só lhe enriqueceram o curriculum como lhe abriram definitivamente os horizontes à sua ambição como músico e produtor. A voz e a atitude não passaram despercebidas desde que seu nome passou a estar associado á sua própria música A formação em jazz, o profundo conhecimento das velhas escolas funk e a inegável paixão pela soul, fizeram o resto, transformando este músico num dos mais cativantes nomes a surgirem nestes últimos tempos. Mas se identificar Amp Fiddler num meio sobrelotado é relativamente fácil, complicado será explicar o seu verdadeiro desígnio neste mundo.&lt;br /&gt;Amp Fiddler atinge um novo patamar e revela-se ainda mais engenhoso no segundo álbum. Podemos desde logo reconhecer o talento e admitir que teve uma escola invejável, para logo de seguida elogiar-lhe a escrita criativa. Sim, porque apesar de muita coisa já ter sido imaginada, criada e explorada, ainda há alguém neste mundo com inspiração suficiente a correr-lhe nas veias para trazer à realidade um disco como Afro Strut. E acreditem encontrar alma no funk ou na soul produzidos nos dias que correm não é tarefa fácil. Indagar poderá ser uma tarefa frustrante. Mas quando do desconhecido emergem nomes talentosos que procuram – por vezes sem um esforço muito significativo – um linguagem própria, um estilo que permita distinguir agudeza de espírito da mediania corrente de quem corrompe a essência, aí ouvir música volta a ser um prazer.&lt;br /&gt;Amp Fiddler alimenta-nos o espírito e obriga-nos a reconhecer pelo menos uma verdade, a sua. Não esconde as referências que lhe estão na alma e muito menos tenta dissimular na sua música uma certa substância que alimentava os clássicos. Ele simplesmente acolhe diversas pragmáticas para um núcleo e aí trata a matéria com o sentimento exigido, o seu sentimento. Era esse o engenho de Waltz of a Ghetto Fly (2004) e volta a ser esse o elemento de mais-valia em Afro Strut, a capacidade se síntese e interpretação de diversas linguagens e integra-las num universo próprio.&lt;br /&gt;A verdade acaba também por estar diante de nós, desde que estejamos dispostos a ver e a percebe-la. Fiddler encontrou-a e agora decidiu uma vez mais partilhá-la com o mundo. Não se trata de uma novidade explosiva ou da criação de um marco que alimentará a história nos próximos anos, mas já será um facto bem para além do satisfatório que permitirá a unanimidade no reconhecimento das atitudes e talento de quem na verdade sabe o que quer. E ao segundo álbum não restam dúvidas sobre para onde o autor quer canalizar o seu conhecimento sobre o mundo.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger2/7758/1731/1600/JUNIOR%20BOYS.2.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger2/7758/1731/320/JUNIOR%20BOYS.2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;JUNIOR BOYS&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;color:#cc0000;"&gt;&lt;em&gt;SO THIS IS GOODBYE&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;E não pedíamos mais. Num ano parco em novidades, sem grande história para contar e, o pior de tudo, abundante em redundâncias, chega mais um disco que nos faz parar e pensar um pouco no estado da pop, mas essencialmente na satisfação que ainda consegue proporcionar. À muito que a pop tem pouco para dizer à humanidade mas é bom saber que não está morta criativamente e que ocasionalmente ainda surpreende. A verdade é que a pop com tantas superficialidades procura evitar a introversão a todo o custo. Quase com medo de morte de expor-se nua perante um mundo que a quer ver sempre, resplandecente, vaidosa, cheia de adornos e enfeites desnecessários. Tudo é possível e tudo pode ser concebível e o que nos vale é que nem todos têm uma atitude de prolixidade perante a pop e ainda a tentam dignificar.&lt;br /&gt;Será o caso desta dupla canadiana, Jeremy Greenspan e Matt Didemus, que depois de «Last Exit» e das experiências em torno de linguagens gélidas ligadas ao &lt;em&gt;r&amp;b,&lt;/em&gt; fazem-nos chegar um dos melhores exemplos de música pop neste ano de 2006. Há uma tristeza sedutora que nos encanta. Uma música despida de preconceitos, limpa, sensual, melodiosa, mas acima de tudo melancólica. As melodias quentes, firmes, capazes de derreter a robustez enregelada dos ritmos, fazem nos esquecer que são erguidas por máquinas... E talvez aí tenhamos a diferença substancial em relação ao registo de estreia: o pulsar do verdadeiro coração humano num mundo onde máquinas geram sons para nos confortar.&lt;br /&gt;«So This Is Goodbye» é a prova evidente que é possível viver sem os revivalismos ortodoxos de 80, de viver vida própria sem ser refém de maneirismos de outros tempos. Esta música subsiste com referências electro-pop indiscutíveis como OMD, Soft Cell, The Human League ou Depeche Mode, mas a necessidade dos Junior Boys em abrir novas portas e compreender o presente e o mundo que os rodeia, revela alguma sabedoria autodidacta na disposição cerimoniosa dos sons, na forma como gerem o tempo e o espaço e na capacidade de escrever e exprimir os sentimentos. E essa ideia com que ficamos depois de algumas escutas, reflecte uma qualidade na estrutura de pensamento – no que diz respeito à inteligência da composição – que viabiliza toda a operação para além da beleza imediata de todos os temas. E quando me refiro a beleza ponho de parte a ideia de leviandade a que estamos habituados a ver associado o substantivo. Sem espaço para excessos, aqui tudo é belo, sério e melancolicamente doce.&lt;br /&gt;Em «So This Is Goodbye» paira uma estranha sensação onde tudo soa agradavelmente familiar. Mas com o tempo deparamo-nos com uma frescura que suprime vulgaridades e que nos embala a alma. É raro encontrar discos assim, onde excelência estética anda de mãos dadas com inteligência. Talvez por isso este segundo álbum, produzido com uma inesperada elegância, mereça a nossa confiança e respeito num ano triste e com poucas novidades pop dignas de registo. Muito bom.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;PUBLICADO ORIGINALMENTE NO BODYSPACE&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger2/7758/1731/1600/beauty%20room.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;THE BEAUTY ROOM&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;color:#cc0000;"&gt;&lt;em&gt;THE BEAUTY ROOM&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Por vezes as ideias mais simples são mesmo as que resultam melhor, foi uma das mais-valias em 2001 quando os Zero 7 abdicaram da parafernalha tecnológica e decidiram recuperar alguns princípios de pop electro-acústica perdidos na tradição – e que tiveram em alguma música dos anos 70 a sua principal escola criativa. Do regresso ás raízes acabou por resultar num evidente manifesto pop psicadélico retro recheado de momentos soul e jazz que encantaram o mundo. O sonho, o amor e todo o calor humano fizeram o resto. Talvez aí encontremos os únicos pontos em comum entre os projectos de Henry Binns e Sam Hardaker e agora de Kirk Degiorgio e Jinadu. Os The Beauty Room proporcionam hoje o mesmo prazer que a música de &lt;em&gt;Simple Things&lt;/em&gt; em 2001, mesmo que existam diferenças substanciais entre ambos os projectos como a inexistência nesta sala requintada de partículas jazz ou a completa ausência do psicadelismo eloquente que caracterizava o trabalho debutante dos Zero 7. Com o tempo que investimos na escuta deste álbum de estreia, a ideia de comparação desvanecesse-se. No fim acabamos por encontrar alma própria e uma marca de autor definida pela eficiência da escrita de canções e naturalmente pelo profissionalismo de todos envolvidos.&lt;br /&gt;Os The Beauty Room iniciaram as suas actividades à pouco tempo mas no curto espaço que separou a edição do single 'Don't You Know' em 2005 e a edição deste álbum de estreia, este novo projecto de Kirk Degiorgio, que ganhou nova envergadura com a voz quente de Jinadu, chamou imediatamente a atenção de nomes como Gilles Peterson ou de Mixmaster Morris. Jinadu ainda será um nome desconhecido no grande circuito, agora Degiorgio surpreendeu muitos pela viragem abrupta na metodologia de produção da sua música. Ao longo de anos habituamo-nos a ver o homem por de trás de As One como um dos senhores do techno e eram poucos os que imaginavam vê-lo agora como mentor de um projecto pop e capaz de produzir música apurada e de fino recorte como a que ouvimos em &lt;em&gt;The Beauty Room&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;Durante as primeiras audições de &lt;em&gt;The Beauty Room&lt;/em&gt; muitos poderão rotular esta obra como retro, apesar de no presente haver algumas dúvidas sobre o verdadeiro significado da expressão e em que contexto pode ser usado de forma positiva ou negativa. Mas as designações apenas farão desviar-nos do verdadeiro conteúdo: a boa musica. Com o tempo nada fará abalar a nossa a convicção de que ainda se faz música com o coração nas mãos e que nada nos desmobilizará a atenção de uma produção sem preconceitos, cuidada e simples como a que aqui encontramos. Se é de substância que hoje em dia procuramos na música, aqui encontramo-la ao ponto de nos encantar a alma. O piano, a guitarra acústica, o Fender Rhodes, a soul, as excelentes orquestrações da The Heritage Orchestra ou nomes como Brian Wilson, Steely Dan, CSN&amp;amp;Y, ou outras entidades influentes dos anos 70, contribuem para a envergadura estética da obra e asseguram-nos a credibilidade sonora.&lt;br /&gt;Por vezes não haverá grande necessidade em explicar o que está diante de nós. Primeiro porque logo no contacto imediato com a obra o ouvinte apercebe-se dos intentos dos autores. Segundo porque a principal função da música enquanto arte ainda é proporcionar prazer e não valerá a pena perdermos grandes minutos a fazer longos discernimentos. A alma ainda é quem produz a melhor música. Ponto. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger2/7758/1731/1600/root%2070.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;ROOT 70&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;HEAPS DUB&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;A estratégia de Hayden Chisholm podia ter passado pela mera remistura – tal e qual a conhecemos hoje – mas preferir reunir um grupo de músicos em estúdio e, não só recriar, reinventar a música de Burnt Friedman provou ser um desafio bem mais estimulante. E como nada acontece sem um motivo, não foi por obra do acaso que Hayden encontrou a música de Friedman antes pelo contrário, a obra do músico alemão, outrora também conhecido pelas manobras de Drome ou Nonplace Urban Field, não é completamente estranha a Hayden: há muito que o mentor dos Root 70 colabora como saxofonista nos espectáculos live de projectos como os Flanger ou The Nu Dub Players. O fascínio pelo espólio original de Burnt levou-o agora a selecionar os seus temas predilectos, convocar os restantes membros do quarteto e editar agora &lt;em&gt;Heaps Dub&lt;/em&gt; via Nonplace (ou seja com a chancela de Burnt Friedman &lt;em&gt;himself&lt;/em&gt;)&lt;br /&gt;Podíamos estar perante a simples reconstituição mas tendo sido a premissa inicial bem explícita, a reorganização da escrita original e toque de autor foram elementos necessários a concretização em pleno dos objectivos. O próprio Hayden admite que o estímulo esteve na remoção dos elementos electrónicos dos originais, absorver as partículas e assimilar todos os pedaços para uma única massa homogénea onde os instrumentos acústicos fossem os únicos a terem o papel executivo no estúdio. Nem o sampler teve acção na reorganização, apesar de Hayden também admitir que as produções actuais têm muito a ganhar com toda a tecnologia ao dispor dos músicos: &lt;em&gt;“With all those electronic devices surrounding us, there’s so may more possibilities to re-arrange, re-play, re-mix and re-cycle.”&lt;/em&gt; &lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger2/7758/1731/1600/root%2070%201.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Heaps Dub&lt;/em&gt; arranca da melhor forma. “Gets Thing&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger2/7758/1731/1600/root%2070%201.0.jpg"&gt;&lt;/a&gt;s Straight” começa por, como o próprio título sugere, esclarecer o ouvinte sobre os intentos de Chisholm, Wogram, Rueckert e Penman na forma como será trabalhada toda a matéria-prima. E se o tema inicial transforma a visão obliqua dos sons de rua de Kingston dos The Nu Dub Players num magnifico exercício de escrita criativa em que, sem que o original desapareça por completo, o &lt;em&gt;jazz&lt;/em&gt; impressionista do quarteto acaba por dominar toda a matriz &lt;em&gt;dub&lt;/em&gt; com uma luz viva e resplandecente, já o último tema “Nightbeat” opta por uma introversão soturna e suburbana, que prefere a solidão e a dor, que prefere a perspectiva eloquente do sentimento de desespero de uma alma. No fim aderecemos-nos dos contrastes, dos vários sentidos e realidades que enriquessem a música do inicio ao fim…&lt;br /&gt;Entre o primeiro e último tema, vislumbramos pelo meio a selecção cuidada de algumas produções incluídas em &lt;em&gt;Can´t Cool&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Midnight Sound&lt;/em&gt; ou &lt;em&gt;Inner Space/ Outer Space&lt;/em&gt; que, perante uma nova estratégia de pensamento, ganham nova vida, nova substância e nova envergadura onírica. &lt;em&gt;Heaps Dub&lt;/em&gt; é uma viagem séria, profundamente comprometida com os originais, mas distante o suficiente para permitir novas abordagens modernistas e várias visões alternativas para um reportório conhecido pela qualidade do &lt;em&gt;songwriting&lt;/em&gt;. No fundo, mais um momento iluminado pela sabedoria e pelo gosto da aventura.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.nilswogram.com/public/project.php?id=5"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;www.nilswogram.com/public/project.php?id=5&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;&lt;a href="http://www.nonplace.de"&gt;www.nonplace.de&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22671531-2041531598720384538?l=rbs-2006.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rbs-2006.blogspot.com/feeds/2041531598720384538/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22671531&amp;postID=2041531598720384538' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22671531/posts/default/2041531598720384538'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22671531/posts/default/2041531598720384538'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rbs-2006.blogspot.com/2007/02/boozoo-bajou-juke-joint-2-inegvel-um.html' title=''/><author><name>r.b.S</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12035987248499265783</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_l4tkoYa3rwo/SHtuXHafv_I/AAAAAAAAAW0/cR0WZIcOG4o/S220/rbs..jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22671531.post-780901000893289758</id><published>2006-12-04T07:16:00.000-08:00</published><updated>2006-12-04T07:17:26.179-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3639/1276/1600/dani%20siciliano.0.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3639/1276/320/dani%20siciliano.0.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;DANI SICILIANO&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;SLAPPERS&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Dizem que por de trás de um grande homem existe uma grande mulher. Poderá dizer-se também o inverso. Ou pura e simplesmente achar-se que tudo não passa de mais um disparate imposto por uma sociedade e a sua respectiva cultura para explicar o sucesso de um com uma presença psicológica de bastidor de outra. O importante é explorar o potencial individual e não haverá vergonha em admitir que a ajuda de terceiros possa contribuir para a formação pessoal e o desenvolvimento de carácter.&lt;br /&gt;Apesar da relação conjugal de Herbert e Siciliano permitir uma simbiose perfeita no plano artístico desde 1998, ambos terão chegado à conclusão que a vida criativa partilhada á sombra da mesma árvore teria de terminar de forma a evitar constrangimentos criativos em dias futuros. Ou seja, depois da confirmação de sucesso, chegou a hora para ambos caminharem em novas e diferentes direcções.&lt;br /&gt;Olhando para trás, é inegável a dependência que ambos tinham um do outro: por um lado, a voz sensual, quente e confiante de quem encontrou nos clubes de &lt;em&gt;jazz&lt;/em&gt; de São Francisco a escola e, consequentemente, a maleabilidade para moldar as cordas vocais de forma singular; por outro, a inspiração de um músico disposto a romper, com a sua electrónica experimental e eloquentemente rude, os cânones da programação convencional. Ambos necessitavam de um diálogo de personalidades para atingir um determinado patamar e assim realizarem-se artisticamente.&lt;br /&gt;Da parceria nasceram alguns dos momentos mais interessantes que a memória recorda, como «Around the House» ou «Bodily Functions», que sem &lt;strong&gt;Dani Siciliano&lt;/strong&gt; não teriam certamente o mesmo impacto no mundo, como também não podemos esquecer que a electrónica impulsiva de Herbert resultou como o suporte ideal para as ideias por de trás de «Likes…» e agora de &lt;strong&gt;«Slappers»&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;Talvez a dependência tenha-se tornado tão grande que seja indissociável a música de um sem a voz de outra e vice-versa. Daí haver sempre, a cada registo, alguma familiaridade sonora, uma marca com um estilo difícil de confundir. Mesmo agora que foi declarado o fim da simbiose criativa, o novo álbum de Dani &lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3639/1276/1600/dani_press.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 263px; CURSOR: hand; HEIGHT: 255px" height="267" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3639/1276/320/dani_press.jpg" width="275" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;acaba por ter em todos os momentos a participação de Herbert e naturalmente os seus traços característicos. E apesar Dani pretender alguma independência criativa e de ter encontrado uma necessidade de assumir o papel de produtora, acabou por preferir a segurança confortável de quem faz esse trabalho com o engenho e profissionalismo exigido.&lt;br /&gt;Para além dos tiques de Herbert, a voz de Dani é segura de si mas também disposta a procurar novos tons e desafiar-se para além do habitual. Ao contrário de «Likes…», «Slappers» revela alguma maturidade criativa e, apesar da electrónica experimental do músico britânico, sempre em exploração individual dos paradigmas do &lt;em&gt;techno&lt;/em&gt; e do &lt;em&gt;electro-funk&lt;/em&gt;, encontram-se espaços com intimidade onde os sentimentos movimentam-se com liberdade, momentos capazes de outorgar alma e calor humano aos sons frios da electrónica. De certa forma evitam-se algumas coações registadas no primeiro registo que obrigavam a cantora a subjugar-se á matéria sonora de outros. A abertura a uma maior participação de instrumentos acústicos e a investigação de novas tipologias permitem novas possibilidades de exploração no futuro. Um abrir de portas com utilidade na era pós-Herbert.&lt;br /&gt;Desejar-se-ia que este álbum tivesse um traço de autor mais vincado e que todo potencial criativo de Siciliano estivesse exposto em plenitude. Ainda não foi possível e enquanto o fantasma de Herbert pairar sobre a sua voz, nunca encontrará – e por boa que agora seja a impressão de «Slappers» – a base formal para uma completa individualidade criativa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;PUBLICADO ORIGINALMENTE NO BODYSAPCE&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22671531-780901000893289758?l=rbs-2006.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rbs-2006.blogspot.com/feeds/780901000893289758/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22671531&amp;postID=780901000893289758' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22671531/posts/default/780901000893289758'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22671531/posts/default/780901000893289758'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rbs-2006.blogspot.com/2006/12/dani-siciliano-slappers-dizem-que-por.html' title=''/><author><name>r.b.S</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12035987248499265783</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_l4tkoYa3rwo/SHtuXHafv_I/AAAAAAAAAW0/cR0WZIcOG4o/S220/rbs..jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22671531.post-8339387689963618320</id><published>2006-12-04T07:12:00.001-08:00</published><updated>2006-12-04T07:12:52.576-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;RAPIDINHAS DA SEMANA...&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3639/1276/1600/marc%20moulin.0.jpg"&gt;&lt;/a&gt;MARC MOULIN&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#cc0000;"&gt;&lt;em&gt;PLACEBO YEARS&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;Marc Moulin&lt;/strong&gt; não é um nome estranho e podemos mesmo concordar com os &lt;em&gt;press releases&lt;/em&gt; e considerá-lo uma lenda viva. Músico, um dos responsáveis pelos Telex e os &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Aksak Maboul&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;, jornalista, produtor, Moulin, de origem belga, é um dos homens mais influentes da música europeia. Responsável por uma discografia invejável, edita uma vez mais uma antologia relacionada com a era &lt;strong&gt;Placebo&lt;/strong&gt;. Depois de 1999 ter reunido alguns dos mais importantes momentos desses anos de ouro (entre 1971 e 1974) numa compilação, bem mais completa que esta agora editada pela Blue Note, Moulin continua a explorar o seu próprio espólio e presentear-nos alguma da melhor música por si produzida. A amalgama sonora, onde se encaixam o &lt;em&gt;jazz&lt;/em&gt; e o &lt;em&gt;funk&lt;/em&gt;, encontra-se tão actual como à 30 anos atrás. Uma música funcional, formal e eloquente onde co-habitam influências de imortais como Jimi Hendrix, James Brown ou Soft Machine. Ouro sobre azul!&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3639/1276/1600/MAX%20%20SEDGLEY.jpg"&gt;&lt;/a&gt;MAX SEDGLEY&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;FROM THE ROOTS TO THE SHOO&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;TS&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Só quem não conhece é que não se apaixonou por "Happy". Dois anos volvidos sob a sua edição chega o muito aguardado álbum de estreia. &lt;strong&gt;«From the Roots to the Shoots»&lt;/strong&gt; é o resultado não só do estudo de diversas tipologias como o &lt;em&gt;electro-funk&lt;/em&gt; de 80, o &lt;em&gt;disco&lt;/em&gt; obscuro de 70, o &lt;em&gt;broken beat&lt;/em&gt; de 90 e até mesmo a &lt;em&gt;soul&lt;/em&gt; da Motown, bem como um sintoma de algém que encontrou no palco, juntamente com The Shoots, a virtude capaz de encontrar um fio condutor com potencial de seduzir massas. Apesar dessa sedução não ser constante e alguns temas variarem por vezes entre o bom, o interessante e o banal, a produção é segura e merecedora de alguma atenção. «From the Roots to the Shoots» foi forjado com alguma habilidade, mas teremos de aguardar pelo segundo álbum para confirmar o talento de Max e companhia.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3639/1276/1600/CHOKLATE.jpg"&gt;&lt;/a&gt;CHOKLATE&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#cc0000;"&gt;&lt;em&gt;CHOKLATE&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;Apesar de ser uma desconhecida entre nós, &lt;strong&gt;Choklate&lt;/strong&gt; conhece e gosta de Portugal desde a visita que nos fez durante este Verão. Visitou e apreciou as nossas paisagens. Mas não deverão ter sido as terras lusitanas que a influenciaram na escrita de tão belas canções &lt;em&gt;soul&lt;/em&gt; incluídas neste álbum intitulado com o nome da autora. Choklate chega mesmo a ser uma das mais interessantes e estimulantes revelações da música &lt;em&gt;soul&lt;/em&gt; neste ano de 2006. Tendo o &lt;em&gt;hip-hop&lt;/em&gt; como suporte para a sua voz, mas uma alma sincera a governar-lhe a pessoa, esta jovem de Seattle revela-se autêntica na atitude perante a vida e empenhada na forma como exprime os seus sentimentos. A alma também canta e não é o &lt;em&gt;r&amp;amp;b&lt;/em&gt; patego e narcisista que é produzido na indústria norte americana que dissimulará a verdade. E se Portugal a vier inspirar no futuro, tanto melhor! Um dos discos &lt;em&gt;soul &lt;/em&gt;do ano!&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3639/1276/1600/Strange%20Fruit%20Project.jpg"&gt;&lt;/a&gt;STARNGE FRUIT PROJECT&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#cc0000;"&gt;THE HEALING&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;E agora um dos mais pertinentes registos&lt;em&gt; hip-hop&lt;/em&gt; destes últimos meses. &lt;strong&gt;Staringe Fruit Project&lt;/strong&gt;, colectivo onde colaboram Myone, Myth e Symbolyc One, com origem em Waco no Texas, revelam-se através da OM Records de São Francisco. Com o seu estilo, despertaram atenções de gente como Gilles Peterson, ?uestlove dos The Roots e, sem receio, revelaram que Ghostface Killah (com quem já trabalharam), Common ou Erykah Badu são algumas das suas influências. Referências que vivem em &lt;strong&gt;«The Healing»&lt;/strong&gt; e que permitem que a a música de SFP reflicta não só o ensejar da rua mas também o sentimento de quem procura mais essência na vida, relegando para o campo da futilidade desmiolada os excessos da vida de Hollywood. «The Healing» pode não ser a cura para a doença fatal da vaidade mas é um passo bem seguro para encarar a vida de forma abrangente, para além do universo do dinheiro, jóias, da inveja, de falsos amores. Não cura mas é no fundo o início duma terapia de personalidade.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22671531-8339387689963618320?l=rbs-2006.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rbs-2006.blogspot.com/feeds/8339387689963618320/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22671531&amp;postID=8339387689963618320' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22671531/posts/default/8339387689963618320'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22671531/posts/default/8339387689963618320'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rbs-2006.blogspot.com/2006/12/rapidinhas-da-semana.html' title=''/><author><name>r.b.S</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12035987248499265783</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_l4tkoYa3rwo/SHtuXHafv_I/AAAAAAAAAW0/cR0WZIcOG4o/S220/rbs..jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22671531.post-8259534659432559961</id><published>2006-12-04T07:09:00.000-08:00</published><updated>2006-12-04T07:10:55.440-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;DJ SHADOW&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;color:#cc0000;"&gt;&lt;em&gt;THE OUTSIDER&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;CUT CHEMIST&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;color:#cc0000;"&gt;&lt;em&gt;THE AUDIENCE´S LISTENING&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Há dias melhores que outros. Dias em que inspiração e imaginação correm de mãos dadas, lado a lado, em busca do fito. Perseguem um objectivo num mundo complexo. Procuram um sentido para a existência da arte dos seus autores. Mas também há dias em que tudo de positivo arreda-se de um músico ou produtor, deixando á mercê da desorientação, vulnerável a factores negativos. Momentos em que a sabedoria desvaira e deixa a arte na rua da &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;amargura, sem paixão, fria e sem destino. Poderei estar a ser excessivamente dramático, mas há casos que merecem uma pequena reflexão, como &lt;strong&gt;«The Outsider»&lt;/strong&gt; ou &lt;strong&gt;«The Audience’s Li&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3639/1276/1600/DJ%20SHADOW.0.jpg"&gt;&lt;/a&gt;stening»&lt;/strong&gt;, álbuns que sobrevivem entre a fonteira do bom e do mau apesar do talento reconhecido dos seus autores&lt;strong&gt;.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Fica-se por saber, perante o primeiro contacto, se o defeito será da falta de ideias dos autores ou da expectativa exagerada do ouvinte. Sim, porque quem ouve tem um papel fundamental no discernimento da obra. Há casos evidentes em que o produto não tem qualquer essência e aí as conclusões são imediatas. Mas há casos mais sérios em que o autor não consegue arrumar múltiplas ideias no lugar certo e acaba por condenar a obra à confusão e à desorientação estética. E que papel terá o ouvinte nestas situações? Provavelmente, e especula-se, fazer o trabalho que o músico não conseguiu: dar sentido a tudo!&lt;br /&gt;Em primeiro, poderá ser discutível as ideias e as intenções por detrás de «The Outsider» ou «The Audience’s Listening». Ambos os autores são produtores experientes e ambos movimentam-se no meio com um evidente e indiscutível reconhecimento. Mas será que nesta fase onde se exigiria afinco na sua música, eles simplesmente perderam a noção da quantidade de ideias e amontoaram uma série de músicas num CD sem se preocuparem com a sua caractrização? Muitas ideias, não é sinal de qualidade! É verdade, e uma vez mais a expectativa pode ser inimiga da arte, que um publico com desejos poderá não entender as orientações estéticas de um artista. No caso destes dois trabalhos será pertinente nos interrogarmos se existe uma orientação estética? E aqui a resposta poderá ser mais simples: Não! &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Em segundo, a questão não será tanto saber qual o estado clínico da imaginação ou inspiração destes senhores ou compreender a ânsia do fã mas sim saber se tanto no caso de &lt;strong&gt;Dj Shadow&lt;/strong&gt; ou &lt;strong&gt;Cut Chemist&lt;/strong&gt; há ideias fortes que sustentem os trabalhos. Não! Definitivamente, não.&lt;br /&gt;Fazer-se uma obra conceptual não está ao alcance de qualquer um. Também não se exigiria tanto destas personagens do &lt;em&gt;hip-hop underground&lt;/em&gt; norte-americano, apesar da experiência e profissionalismo acumulado nestes últimos anos intima-los a produzir música séria, verdadeira e com essência.&lt;br /&gt;Mas será que apesar da pobre orientação estética por detrás destes trabalhos não haverá música com qualidade? Haverá com certeza. Mas como um álbum funciona como todo, como um conjunto de músicas todas elas obedecendo a uma ideia e a uma série de coordenadas, não pode haver espaço para temas que apesar de todos eles produzidos pelo mesmo músico, em nada se identificam com outros temas incluidos no mesmo álbum. Acaba por ser um tiro no pé: as músicas anulam-se umas ás outras! Este será o principal e grande problema de «The Outsider» de DJ Shadow. Um álbum com bons temas mas que se descaracterizam uns aos outros. Como será possível&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3639/1276/1600/cut%20chemist.3.jpg"&gt;&lt;/a&gt; que temas com uma qualidade indiscutível como 'Seein Thangs' e 'Backstage Girl' co-habitem no mesmo espaço? Talvez em álbuns diferentes, mas nunca no mesmo! Para não falar de um alinhamento descuidado que permite que se criem grupos e estilos distintos no mesmo álbum! Josh Davis já devia saber mais; e apesar da ideia de termos um Shadow abrangente, transversal, versátil, independente, com intentos de manter-se afastado de ondas de mercado, a verdade é que o resultado final leva-nos a concluir que estamos perante um «The Outsider« mal destino, ambíguo e desordenado. &lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3639/1276/1600/cut%20chemist.0.jpg"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Apesar de num estilo diferente, «The Audience’s Listening», com um Cut Chemist a mostrar mais os dotes no &lt;em&gt;turntablism&lt;/em&gt; do que propriamente caracter na produção, a ideia que também fica é de confusão e ambiguidade. A pilhagem sonora é interessante mas desabrida e tempestuosa. Não há uma única ideia substancial a reter deste «The Audience’s Listening«, nem sequer um motivo que leve a audiência a parar para ouvir com muita atenção o que por aqui há para dizer. Estranho vindo de um DJ reputado como Lucas Macfadden, produtor de projectos como Unity Committee, Jurassic 5 ou Ozomatli, e envolvido no &lt;em&gt;hip-hop underground&lt;/em&gt; de Los Angeles desde o início dos anos 90. Esperar-se-ia mais cuidados de produção, engenharia sonora que revelasse menos rudeza e no essencial alguma essência que levasse as suas ideias por diante e para além de alguma ingenuidade despropositada que intencionalmente revela e que em nada beneficia a elegância.&lt;br /&gt;Espera-se no futuro algumas certezas porque aqui não encontramos nada senão pontuais momentos de prazer. Momentos com algum engenho. Essencialmente deparamos-nos com ambiguidades em grande escala, ideias perdidas, inspirações defraudadas ou extraviadas nos becos da imaginação. Perfeitos momentos de desorientação estética e raciocínios discúlos sintomáticos do excesso de ideias. Há que arrumar melhor a "casa" antes de chamar os "convidados"! &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22671531-8259534659432559961?l=rbs-2006.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rbs-2006.blogspot.com/feeds/8259534659432559961/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22671531&amp;postID=8259534659432559961' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22671531/posts/default/8259534659432559961'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22671531/posts/default/8259534659432559961'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rbs-2006.blogspot.com/2006/12/dj-shadow-outsider-cut-chemist.html' title=''/><author><name>r.b.S</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12035987248499265783</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_l4tkoYa3rwo/SHtuXHafv_I/AAAAAAAAAW0/cR0WZIcOG4o/S220/rbs..jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22671531.post-4560550849629558620</id><published>2006-12-04T07:06:00.000-08:00</published><updated>2006-12-04T07:08:23.124-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3639/1276/1600/cassius.2.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;CASSIUS&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3639/1276/1600/cassius.0.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3639/1276/1600/cassius.0.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3639/1276/1600/cassius.0.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3639/1276/1600/cassius.0.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;color:#cc0000;"&gt;&lt;em&gt;A TENTATIVA DE REVIVER OS 15?&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;O tempo é desde á muito uma verdadeira preocupação para a humanidade: Datar objectos, calendarizar situações. O homem aprendeu a viver obcecado com os anos de pessoas e objectos, com as idades de todas as civilizações, com eras de ouro, com épocas de desenvolvimento e prosperidade. E desde sempre tem procurado a fonte da juventude numa tentativa, ora recorrendo à ciência ou ao oculto, de viver para a eternidade.&lt;br /&gt;É essencial o entendimento do tempo no espaço que nos rodeia e a forma como nos deslocamos, disso depende a evolução. Mas quando as ideias se confundem e constantemente recorremos à tacanhez que obriga o reconhecimento do passado em detrimento das evoluções incompreendidas do presente, algo está errado. E tentar viver no passado não será certamente a solução. É meritório reconhecer que o presente em tudo deve ao passado e o que somos hoje deve-se a acções de outrora. Elogiar o passado e dele extrair sabedoria não é crime, antes pelo contrário é salutar. Já será pecado ignorar as maravilhas da era tecnológica e não atribuir-lhe o valor ou papel que terão no futuro.&lt;br /&gt;A música tem vindo a viver desse dilema que encalha muita gente no passado e que se esquece da necessidade de evoluir, de atingir novos patamares. Será bom recordar que a evolução não está, nem poderia estar, ao virar de cada esquina. Muito menos pressionar ou obrigar todos os músicos a inventar paradigmas a cada álbum. Mas um pequeno esforço criativo não prejudica ninguém! A verdade é que a industria pop do presente, e talvez sempre tenha sido assim, vive da novidade. Há uma necessidade de renovação constante que não permite a digestão correcta de todos os elementos. Será o tempo inimigo da arte? Em muitas ocasiões precipitadas, sim! E não se vislumbra solução para este problema nos próximos tempos.&lt;br /&gt;A correria é tão grande que muitos músicos aprenderam as primeiras notas com uma idade, formaram uma banda com outra, assinaram contractos na idade madura e fizeram carreira da melhor maneira possível. E na verdade, cada passo que deram em frente a conjectura ou preparava-se para mudar, ou já uma série de factos encontravam-se consumados. O tempo não pára, ou encontramos o nosso lugar ou então arriscamo-nos a tropeçarem sempre que um novo juízo é formado. Sempre que uma nova moda dita o rumo a tomar no futuro.&lt;br /&gt;Na música produzida presentemente é impossível não encontrarmos marcas do passado. É inevitável. Mas a&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3639/1276/1600/Cassius-15-again.jpg"&gt;&lt;/a&gt; obsessão que forma os revivalismos apenas revela que muitos desistiram de tentar ou simplesmente decidiram hibernar e esperar pela próxima evolução. Será agora o caso dos franceses Cassius, que resolveram reviver os tempos rebeldes da juventude? O título denuncia tudo!&lt;br /&gt;O trajecto de Bombass e Zdar é bem conhecido. Depois dos La Funk Mob, e aventura pelos sons abstractos do hip-hop, o duo iniciou actividades oficialmente como Cassius com a edição de «1999» em plena era de florescimento french touch, tendo sido conotados com o movimento um pouco contra a sua vontade. Daí em diante não se pouparam a esforços para desviarem-se do rótulo que agora tornou-se maldito. Ao terceiro álbum confirmam algumas ideias iniciadas em «Au Rêve» e empenham-se por completo na exploração dos sons pop, electro e house de 80, tendo daí extraído a energia e a matéria-prima para a sua nova música. Sinceramente, depois de «Sexor» de Tiga, começa a não haver muito mais espaço – não contando a paciência – para as pouco abastardas investidas nos revivalismos relacionados com a década de 80.&lt;br /&gt;«15 Again» vive da atitude algo rebelde do punk de Zdar e por um breve instante quase nos convence dos seus intentos. Depois de mais algumas escutas concluímos que num alinhamento de 12 temas apenas metade tem história para contar. E dessa metade três temas têm alguma substância. Não exigíamos com a transformação uma viragem tão acentuada que pudesse por em risco a própria identidade de um projecto – que nasceu para as pistas de dança e que agora produz canções com algum apelo radiofónico. Haverá momentos de agrado perante um “La Notte” ou “Jackrock” – o único e verdadeiro instante onde rompe um acid-house capaz de catapultar os cépticos para o centro da pista. Mas na maioria encontramos golpes inócuos como “Rock Number One” ou “15 Again” ou ímpetos que suscitaram muito pouca empatia. Mas há um momento em particular que não lembra ao diabo como a indescritível aberração chamada “Eye Water” onde colabora o pouco inspirado Pharrell Williams. Em termos de avaliação global, não há mais nada que possa entusiasmar ou algo mais a acrescentar a toda a história electroclash (e companhia) já contada até ao momento. Talvez este «15 Again» venha tarde em relação aos movimentos revivalistas de 80 que, felizmente, começam a dissipar-se.&lt;br /&gt;A idade da dupla deveria proporcionar-lhes mais coerência a nível estético e alguma contenção na viragem. Mas a tentação de reviver a juventude dos 15 talvez lhes tenha toldado o juízo e precipitado algumas ideias inconsequentes para brincadeiras completamente desajustadas. A rectidão de uma imagem – no qual envolvem a sua sonoridade – cultivada certamente com o objectivo de atribuir credibilidade a uma música, cada vez mais pensada no palco em vez da discoteca, não chega para compensar a descaracterização de todo o projecto.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;PUBLICADO ORIGINALMENTE NO BODYSPACE&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22671531-4560550849629558620?l=rbs-2006.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rbs-2006.blogspot.com/feeds/4560550849629558620/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22671531&amp;postID=4560550849629558620' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22671531/posts/default/4560550849629558620'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22671531/posts/default/4560550849629558620'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rbs-2006.blogspot.com/2006/12/cassius-tentativa-de-reviver-os-15-o.html' title=''/><author><name>r.b.S</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12035987248499265783</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_l4tkoYa3rwo/SHtuXHafv_I/AAAAAAAAAW0/cR0WZIcOG4o/S220/rbs..jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22671531.post-4736835788232499319</id><published>2006-11-08T10:06:00.000-08:00</published><updated>2006-11-08T10:07:23.783-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3639/1276/400/st_40_180x36.0.gif" border="0" /&gt;40 ANOS DEPOIS&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Arial;color:#cc0000;"&gt;AVENTURA SEM LIMITES&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Não faz parte da linha editorial deste blog (dedicado á nova música urbana) falar ou comentar matérias relacionadas com televisão ou a 7ª arte, mas desta vez abre-se uma excepção para falar de um fenómeno televisivo, e também cinematográfico, sem precedentes e que agora comemora o seu &lt;strong&gt;40º aniversário: Star Trek&lt;/strong&gt;, série para o pequeno ecrã originalmente concebido em 1964 pelas mãos de Gene Roddenberry&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3639/1276/1600/kirk%20spock.jpg"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3639/1276/320/kirk%20spock.jpg" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; que só e&lt;/span&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3639/1276/1600/st%20e.0.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;m 1966 arrancou em direcção às estrelas com uma missão única... &lt;br /&gt;Em 64, Gene concebeu uma série em que a premissa era simples: um honrado capitão acompanhado por uma tripulação destemida, viajam pela galáxia em busca de novos mundos e de novas formas de vida. Essencialmente a ideia era explorar o desconhecido.&lt;br /&gt;Na época as televisões norte-americanas estavam pouco interessadas na exploração do &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;espaço e longe estavam ainda os gloriosos dias da conquista espacial por parte da NASA. O Vietname e os conflitos sociais preocupavam uma América profundamente dividida entre o passado e o futuro e em busca de um equilíbrio &lt;/span&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3639/1276/1600/st%20e.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;que permitisse a coabitação de ideais de esquerda e direita. O movimento &lt;em&gt;hippie&lt;/em&gt; e as novas liberdades emergiam com uma juventude estudantil que exigia maior liberalismo na sociedade e no estado, que exigia o fim da guerra, igualdade racial e maior liberdade nas opções sexuais.&lt;br /&gt;Foi nesta convulsão social que Gene tentou vender uma série de televisão de ficção científica que reflectia os problemas do presente num futuro distante. O primeiro episódio-piloto foi recusado, tendo sido considerado demasiado cerebral por parte dos executivos da NBC, que na época preferiam os familiares &lt;em&gt;westerns&lt;/em&gt;. Vencido mas não conformado, Gene faz alterações ao formato e volta em 1966 a propor mais um episódio-piloto. Com algumas reticências, os executivos autorizam a produção da série. Assim arrancou uma das mais populares séries de sempre na história da televisão. A série original, com personagens como Capitão Kirk, Mr. Spock e Dr. “Bones” McCoy, entre outros, viveu sempre tempos difíceis; os orçamentos por episódio não facilitavam a produção e as audiências revelavam pouco fascínio pelas aventuras nas estrelas. O cancelamento foi sempre um fantasma que pairou ao longo das três temporadas... até que uma quarta temporada foi negada. Os fãs insurgiram-se.&lt;br /&gt;O visionário Gene Roddenberry não se resignou e ao longo dos anos setenta foi tentando convencer outros executivos em Hollywood do valor e da força Star Trek. Conseguiu uma série animada e pouco mais, até que em 1978 surgiu a hipótese de um filme de longa-metragem; Gene lançou-se de pés e cabeça no projecto, que acabou por vingar. Ao longo dos anos oitenta produziram-se mais filmes. Em 1987, Gene criou e propôs uma nova série Star Trek. Desta vez, uma tarefa bem mais simples. Dado que todos os filmes realizados nos anos 80 foram um sucesso de bilheteira, a &lt;em&gt;Next Generation&lt;/em&gt; não teve qualquer dificuldade em se impor.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Star Trek: The Next Generation&lt;/em&gt; (em exibição na SIC Radical) mantinha todas as premissas da série original, apenas com personagens novas, uma &lt;em&gt;Enterprise&lt;/em&gt; com novo design, novas aventuras e novos efeitos especiais que permitiam à equipa de argumentistas e produtores a el&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3639/1276/1600/st%20enterprise.jpg"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3639/1276/320/st%20enterprise.jpg" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;aboração de histórias mais arrojadas. Entre estes elementos encontrava-se Rick Berman, que continuou (depois da morte de Gene Roddenberry) a tarefa de semana após semana apresentar mais aventuras.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Depois de sete temporadas de &lt;em&gt;The Next Generation&lt;/em&gt;, mais os filmes, seguiram-se mais três séries completamente diferentes, mas todas elas inspiradas nas premissas criadas nos anos 60: &lt;em&gt;Star Trek: Deep Space 9&lt;/em&gt; (o quotidiano&lt;/span&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3639/1276/1600/nx01.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt; numa estação espacial), &lt;em&gt;Star Trek: Voyager&lt;/em&gt; (de volta a uma nave, só que perdidos no outro lado da galáxia) e &lt;em&gt;Star Trek: Enterprise&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;Inicialmente apenas intitulada &lt;em&gt;Enterprise&lt;/em&gt;, a última série Star Trek arrancou em 2001 e terminou ano passado ao fim de quatro temporadas. Toda a série contou com a habitual produção de Rick Berman que desta vez decidiu produzir e contar as aventuras de uma tripulação numa época pré-Kirk e pré-Spock, no fundo decidiu recuar no tempo e explorar todas potencialidades da criação de Gene um século antes das histórias e aventuras da nave NCC.1701 que Kirk comandava. É um género de Star Trek, o início...&lt;br /&gt;Quarenta anos depois da exibição do primeiro episódio, o &lt;em&gt;franchise&lt;/em&gt; Star Trek cresceu e expandiu-se para além da normalidade... tornou-se um fenómeno de culto adorado pelo mundo, por pessoas de todas as idades, sexo e credos. E agora que Star Trek parece estar a hibernar, já uma nova geração parece estar interessada em revitalizar &lt;em&gt;franchise&lt;/em&gt;. Depois de Gene Roddenberry ter criado e produzido e Rick Berman lhe ter dado continuidade, JJ Abrams (co-criador e produtor executivo da série Lost) é o senhor que se segue como timoneiro de uma viagem arrojada pelas estrelas. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22671531-4736835788232499319?l=rbs-2006.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rbs-2006.blogspot.com/feeds/4736835788232499319/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22671531&amp;postID=4736835788232499319' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22671531/posts/default/4736835788232499319'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22671531/posts/default/4736835788232499319'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rbs-2006.blogspot.com/2006/11/40-anos-depois-aventura-sem-limites-no.html' title=''/><author><name>r.b.S</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12035987248499265783</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_l4tkoYa3rwo/SHtuXHafv_I/AAAAAAAAAW0/cR0WZIcOG4o/S220/rbs..jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22671531.post-4704673684019663322</id><published>2006-11-08T10:03:00.000-08:00</published><updated>2006-11-08T10:04:26.373-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3639/1276/320/bugz.png" border="0" /&gt;BUGZ IN THE ATTIC&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;O INÍCIO OU O FIM DA PARÓDIA?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Os Bugz, á semelhança dos Jazzanova, construíram a sua reputação muito em consequência das remisturas que realizaram para terceiros. Macy Gray, Amy Winehouse, Zero 7 e Nitin Sawhney foram algumas das "vítimas" que serviram de inspiração ao colectivo londrino e onde, acima de tudo, o super-grupo desenvolveu uma estética sonora muito própria. Sim, porque de um super grupo se trata. Um projecto que edita finalmente o o muito prometido álbum de estreia, mesmo com todos os riscos que isso acarreta depois de um passado muito promissor.&lt;br /&gt;Juntos no mesmo estúdio, a criar, a produzir e, no fundo, a divertirem-se, Orin Walters, Paul Dolby, Kaidi Tatham, Daz-I-Kue, Alex Phountzi, Cliff Scott, Mark Force e Matt Lord, não contando com os convidados, têm concebido de à uns dez anos para cá uma sonoridade onde a confluência de tipologias como o &lt;em&gt;funk&lt;/em&gt;, a &lt;em&gt;soul&lt;/em&gt; e o &lt;em&gt;afro&lt;/em&gt;, tem trazido alguma frescura criativa à música de negra com origem britânica.&lt;br /&gt;Com a alma e coração empenhados na sua música, todos os nomes envolvidos nesta operação constituem o verdadeiro núcleo duro do &lt;em&gt;broken beat&lt;/em&gt; do oeste de Londres: Orin, Alex e Kaidi deram o chuto inicial e editaram em 1999 o fundamental –-e ainda actual-– «The Future Ain’t The Same as It Use 2 Be» como Neon Fusion. Tratava-se do primeiro registo &lt;em&gt;broken beat&lt;/em&gt; em formato de longa duração onde a confluência de géneros tomavam forma concreta, consistente, onde as experiências sincopadas eram desenvolvidas em laboratório &lt;/span&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3639/1276/1600/bugz.6.jpg"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3639/1276/320/bugz.1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;e de seguida apresentadas ao mundo --sem receio de serem tomados por loucos. A aventura compensou e inspirou outros a seguirem o mesmo rumo. Foi o caso de I.G. Culture, que em 2001 editou outra peça essencial: «Download This», o verdadeiro manifesto &lt;em&gt;broken beat&lt;/em&gt; erguido pelos New Sector Movements.&lt;br /&gt;O género ganhou visibilidade e não faltaram oportunidades de acrescentar mais umas ideias, explorar e mesmo expandir as fronteiras do &lt;em&gt;nu-jazz&lt;/em&gt;. Orin Walters criou e editou como Afronaught, Paul Dolby é o nome por de trás de Seiji, Kaidi Tatham, além do muito trabalho que teve a produzir para outros, é o nome que deu forma a projectos como os Modaji, Agent K ou os Silhouette Brown. Daz-I-Kue dedicou muito do seu tempo ás remisturas. Os restantes, com menos visibilidade, deram muito da sua arte ao ofício da produção.&lt;br /&gt;Outros nomes essenciais farão parte da equação &lt;em&gt;broken beat&lt;/em&gt; como os Two Banks of Four, Numbers, os 4Hero, Mark de Clive-Lowe, Jazztronik ou os Beatless, ou editoras como Main Squeeze ou Laws of Motion, mas é no colectivo &lt;strong&gt;Bugz In The Attic&lt;/strong&gt; que encontramos os principais nomes relacionados com a génese e o desenvolvimento do género. Alias, de momento, os Bugz são os únicos que na verdade dão continuidade ao &lt;em&gt;broken beat&lt;/em&gt; numa era onde os focos de luz deixaram de incidir sobre ele. Dai os próprios agora afastarem-se ligeiramente das excessividades sincopadas que os caracterizava à uns anos atrás e apresentarem-se com uma sonoridade mais clara e ligeira.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;«Back In The Doghouse»&lt;/strong&gt; tanto pode ser o início como ser o fim. Tanto poderá ser uma porta aberta que encaminhará os Bugz para outros níveis de criação, um pouco à semelhança da opção estética optada no segundo álbum de originais dos New Sector Movements, ou ser o culminar de uma era de ouro do &lt;em&gt;broken beat&lt;/em&gt;, onde os alicerces lançados pelos Neon Fusion á seis anos atrás deixaram de fazer o mesmo sentido. Mas a resposta só poderá ser dada com o tempo, que se encarregará de dar um sentido específico e talvez um futuro.&lt;br /&gt;A situação de «Back In The Doghouse» acaba por não ser muito diferente de «In Between» dos Jazzanova.&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.flowfestival.com/2004/onlinepresspics/bugzintheattic.jpg"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand" alt="" src="http://www.flowfestival.com/2004/onlinepresspics/bugzintheattic.jpg" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt; Ambos os projectos foram popularizados pela linguagem única e de autor que imprimiram na obra de outros, daí a edição de um álbum de originais depois de uma p&lt;/span&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3639/1276/1600/bugz%20in.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;rimeira apresentação em longa duração de uma antologia de remisturas («Got The Bug» de 2004), traga algumas dúvidas sobre as obras assinadas em nome próprio. Não que as remisturas tenham esgotado a veia criativa, mas foram elas que deram forma clara e sólida à sonoridade do projecto. Há, como o caso deste álbum, sempre mais algum elemento a acrescentar, mas também é verdade que não existe o efeito de novidade que gostaríamos. Em contrapartida «Back In The Doghouse» é um verdadeiro exemplo da experiência profissional e das capacidades de produção dos seus autores. Uma paródia onde a descontracção, o ambiente de confiança entre os elementos e a escrita criativa tornam-se a mais valias que permitem que toda a operação não se perca em futilidades conceptuais ou em facilidades linguísticas.&lt;br /&gt;Coerência e consistência acabam por assegurar a sobrevivência de uma obra que já teve melhores tempos para ver a luz do dia. Não estará deslocado do tempo por completo, mas o terreno fértil do &lt;em&gt;broken beat&lt;/em&gt; começou a revelar algumas dificuldades e limitações. «Back In The Doghouse» não revitaliza o género, mas essa também não deverá ter sido a prioridade destes senhores, que essencialmente criaram pelo prazer que têm em estar no estúdio e pela honra de explorarem --á sua maneira-- o rico filão que é a música negra.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;VIDEO&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;BUGZ IN THE ATTIC&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Eis o clip de 'Move Aside', o tema de apresentação do álbum de estreia dos Bugz in The Attic. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;embed style="WIDTH: 525px; HEIGHT: 413px" src="http://www.youtube.com/v/sXUztMEUHGA" width="525" height="413" type="application/x-shockwave-flash"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#cc0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;color:#cc0000;"&gt;LINKS:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="http://www.bugzintheattic.co.uk"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;http://www.bugzintheattic.co.uk&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="http://www.myspace.com/bugzintheattic"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;http://www.myspace.com/bugzintheattic&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22671531-4704673684019663322?l=rbs-2006.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rbs-2006.blogspot.com/feeds/4704673684019663322/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22671531&amp;postID=4704673684019663322' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22671531/posts/default/4704673684019663322'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22671531/posts/default/4704673684019663322'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rbs-2006.blogspot.com/2006/11/bugz-in-attic-o-incio-ou-o-fim-da.html' title=''/><author><name>r.b.S</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12035987248499265783</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_l4tkoYa3rwo/SHtuXHafv_I/AAAAAAAAAW0/cR0WZIcOG4o/S220/rbs..jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22671531.post-1654095623495437171</id><published>2006-11-08T10:01:00.000-08:00</published><updated>2006-11-08T10:03:10.939-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3639/1276/1600/marc%20moulin.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;color:#cc0000;"&gt;DISCOS DE VERÃO&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;color:#cc0000;"&gt;#3&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Enquanto ainda não nos preocupamos com os dias chuvosos do Inverno, a verdade é que estamos a entrar na recta final deste Verão. Muitos já foram e vieram de férias. Outros nem férias tiveram. Poucos ainda faltam ir. Aqui ficam alguns dos discos que vos poderão acompanhar nos próximos dias, quer estejam de férias ou não...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3639/1276/1600/bcutter.0.jpg"&gt;&lt;/a&gt;BOXCUTTER&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;&lt;em&gt;ONEIRIC&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Começa a subir à superfície os primeiros discos de longa duração &lt;em&gt;dubstep&lt;/em&gt;, resultado de extensivas movimentações underground de á quatro anos para cá. Depois de «Degenerate» dos Vex’d (2005) e, já este ano, o manifesto de Burial, encontra-se já a venda nas melhores lojas o álbum &lt;strong&gt;«Oneiric»&lt;/strong&gt; de &lt;strong&gt;Boxcutter&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;Entre as intenções de atribuir personalidade ao &lt;em&gt;dubstep&lt;/em&gt;, as divagações reminiscentes do &lt;em&gt;drum n’ bass&lt;/em&gt; e o esforço para reabilitação da arte digital sonora, Boxcutter desbrava caminho e encontra o tom certo que permite a inovação estética. Novos azimutes encontrados para um género que necessita de provar ao mundo que as brincadeiras resumidas nos volumes «Dubstep All Star» são para levar a sério. Mais uma prova que o movimento tem potencial para germinar em algo mais concreto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3639/1276/1600/jazzanova.2.jpg"&gt;&lt;/a&gt;JAZZANOVA&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#cc0000;"&gt;BROAD CASTING&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Mais uma compilação dos &lt;strong&gt;Jazzanova&lt;/strong&gt;, que definitivamente provaram ser o principal sustento da Sonar Kollektiv. Não que as antologias cuidadosamente elaboradas pelo colectivo de Berlim sejam inoportunas, mas o excesso começa a fazer parecer que cada vez há menos história para contar. Depois de «The Remixes 2002-2005», editado em finais de 2005, seguiram-se «Secret Love 2», «The Kings of Jazz», «Blue Note Trip – Scrambled &amp; Mashed», «Paz E Futebol», para agora chegar &lt;strong&gt;«Broad Casting»&lt;/strong&gt;. Esta nova antologia conta com nomes como Wahoo, Âme, Eva B, Slope, Clara Hill, Soul Phiction ou Nicola Kramer; nomes bem conhecidos para quem conheça o catalogo da Sonar Kollektiv. Um compilação sem grandes novidades, inconsequente e &lt;em&gt;light&lt;/em&gt;… pronta para ser ouvida à beira-mar ao final da tarde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3639/1276/1600/INDIA%20ARIE.1.jpg"&gt;&lt;/a&gt;INDIA.ARIE&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#cc0000;"&gt;&lt;em&gt;TESTIMONY: VOLUME 1&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;India começa por admitir: &lt;em&gt;"god grant me the serenity to accept the things I cannot change, the courage to change the things I can, and the wisdom to know the difference."&lt;/em&gt; Uma forma eloquente, racional e muito madura de aceitar a vida como ela é. Serenidade acaba por ser o tom que nos acompanha ao longo dos 16 temas de &lt;strong&gt;«Testimony: Volume 1 - Love and Relationships»&lt;/strong&gt;. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;A voz tranquila de &lt;strong&gt;India.Arie&lt;/strong&gt; embala sem pudor as palavras numa mensagem de amor e esperança, reflectindo assim uma alma com crença na fé e que encontra na &lt;em&gt;soul &lt;/em&gt;e no &lt;em&gt;gospel &lt;/em&gt;a forma ideal de veicular a sua boa nova. A música encontra na guitarra acústica a maioria das notas e das impulsões para colocar a voz numa brisa de leveza e facunda. A &lt;em&gt;soul &lt;/em&gt;não renasce aqui, mas também não é à toa que «Testimony» é uma edição com a chancela da Motown.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3639/1276/1600/ocote.jpg"&gt;&lt;/a&gt;OCOTE SOUL SOUNDS &amp;amp; ADRIAN QUESADA&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#cc0000;"&gt;&lt;em&gt;EL NIÑO Y EL SOL&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;Nem tudo parece o que é. E nos dias que correm nem toda a história, por mais bem contada que ela seja, pode ser verdadeira. A aventura que Martin Perna nos conta no interior do CD, por mais interessante que pareça, é contada com algum exagero narrativo, como se se tratasse de um resumo de um argumento para um filme intitulado &lt;strong&gt;«El Niño y El Sol»&lt;/strong&gt;. O nome desta suposta banda sonora é inspirado numa história ficcionada que leva Perna a vender a alma a um narcotraficante mexicano e a realizar um filme sobre o desaparecimento do filho do senhor da droga local.&lt;br /&gt;Na verdade tudo não passa de ficção. Mas um facto subsiste: Perna – membro dos Antibalas – é um viajante compulsivo. E nesta aventura casual com Adrian Quesada nada perdermos em nos deixarmos envolver. Entre o &lt;em&gt;funk&lt;/em&gt;, o &lt;em&gt;afrobeat&lt;/em&gt; e o &lt;em&gt;hip-hop&lt;/em&gt;, a vida segue sem grandes consequências por entre o sol abrasador do deserto. Um encontro pontual, recomendável e feliz.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22671531-1654095623495437171?l=rbs-2006.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rbs-2006.blogspot.com/feeds/1654095623495437171/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22671531&amp;postID=1654095623495437171' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22671531/posts/default/1654095623495437171'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22671531/posts/default/1654095623495437171'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rbs-2006.blogspot.com/2006/11/discos-de-vero-3-enquanto-ainda-no-nos.html' title=''/><author><name>r.b.S</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12035987248499265783</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_l4tkoYa3rwo/SHtuXHafv_I/AAAAAAAAAW0/cR0WZIcOG4o/S220/rbs..jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22671531.post-115979769500602873</id><published>2006-10-02T07:00:00.000-07:00</published><updated>2006-10-02T07:01:35.013-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3639/1276/1600/orb%20alex%20p.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3639/1276/1600/orb%20delux.0.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" height="214" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3639/1276/200/orb%20delux.0.jpg" width="213" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;THE ORB&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;color:#cc0000;"&gt;&lt;em&gt;ADVENTURES BEYOND THE ULTRAWORLD - DELUXE EDITION (2006)&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Quinze anos depois da edição original de &lt;strong&gt;«Adventures Beyond the Ultraworld»&lt;/strong&gt; dos &lt;strong&gt;The Orb&lt;/strong&gt;, chega finalmente a 'Deluxe Edition/Remastered [Box set]'.&lt;br /&gt;O primeiro álbum dos The Orb é uma das peças fundamentais na história da música de dança pela forma conceptual como abordaram o &lt;em&gt;house &lt;/em&gt;num período de ressaca &lt;em&gt;rave&lt;/em&gt;. Empenhados como os KLF e convictos como os 808 State, a prioridade era a concepção de um ambiente de tranquilidade, serenidade, onde vigorasse a desaceleração rítmica e imperasse levitação melódica.&lt;br /&gt;No caso dos The Orb, foi no espaço sideral (e por vezes na estratosfera) que encontraram a área de acção onde desenvolveram a sua música; sons de caris ambiental que, para além das diversas influências vindas do &lt;em&gt;dub&lt;/em&gt;, do &lt;em&gt;jazz&lt;/em&gt; ou do &lt;em&gt;hip-hop&lt;/em&gt;, elogiava ainda as movimentações tempo-espaço de nomes com Brian Eno, Steve Reich ou Pink Floyd.&lt;br /&gt;A 'Deluxe Edition' de «Adventures Beyond the Ultraworld» conta com o alinhamento original do duplo CD editado em 1991 mais um disco de extras contendo remisturas raras e ainda uma Peel Session gravada na BBC em 3 de Dezembro de 1989.&lt;br /&gt;«Adventures Beyond the Ultraworld» é um clássico incontestado, merecedor de um escuta atenta e uma peça fundamental para perceber a génese de fenómenos como o &lt;em&gt;downtempo&lt;/em&gt;, o &lt;em&gt;lounge &lt;/em&gt;ou o &lt;em&gt;chill out&lt;/em&gt;, géneros – se se pode chamar isso! - tão na moda nos dias que correm.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Eis o alinhamento completo de «The Orb's Adventures Beyond the Ultraworld» Edition/Remastered [Box set], já disponivel em Portugal:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;CD1.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;1. Little Fluffy Clouds&lt;br /&gt;2. Earth (Gaia)&lt;br /&gt;3. Supernova At The End Of The Universe&lt;br /&gt;4. Back Side Of The Moon&lt;br /&gt;5. Spanish Castles In Space&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#cc0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#cc0000;"&gt;CD2.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;1. Perpetual Dawn&lt;br /&gt;2. Into The Fourth Dimension&lt;br /&gt;3. Outlands&lt;br /&gt;4. Star 6 And 7 8 9&lt;br /&gt;5. Huge Ever Growing Pulsating Brain That Rules From The Centre Of The Ultraworld (Live Mix MK 10)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#cc0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#cc0000;"&gt;CD3.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;1. Huge Ever Growing Pulsating Brain That Rules From The Centre Of The Ultraworld (John Peel Session from December 1989)&lt;br /&gt;2. Perpetual Dawn - Ultrabass II&lt;br /&gt;3. Little Fluffy Clouds (Cumulo Nimbus Mix by Pal Joey)&lt;br /&gt;4. Back Side Of The Moon (Under Water Deep Space Mix by Steve Hillage)&lt;br /&gt;5. Outlands (Fountains of Elisha Mix by Ready Made)&lt;br /&gt;6. Huge Ever Growing Pulsating Brain That Rules From The Centre Of The Ultraworld (Aubrey Mix Mk 11 by Jimmy Cauty &amp; Dr Alex Paterson)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;a href="http://www.theorb.com/"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;http://www.theorb.com&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22671531-115979769500602873?l=rbs-2006.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rbs-2006.blogspot.com/feeds/115979769500602873/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22671531&amp;postID=115979769500602873' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22671531/posts/default/115979769500602873'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22671531/posts/default/115979769500602873'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rbs-2006.blogspot.com/2006/10/orbadventures-beyond-ultraworld-deluxe.html' title=''/><author><name>r.b.S</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12035987248499265783</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_l4tkoYa3rwo/SHtuXHafv_I/AAAAAAAAAW0/cR0WZIcOG4o/S220/rbs..jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22671531.post-115979760939622413</id><published>2006-10-02T06:59:00.000-07:00</published><updated>2006-10-02T07:00:09.400-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3639/1276/1600/Fujiya%20&amp;%20Miyagi.1.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;FUJIYA + MIYAGI&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;color:#cc0000;"&gt;&lt;em&gt;TRANSPARANT THINGS&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Começamos por ouvir um sussurro "Fujiya... Miyagi... Fujiya... Miyagi... Fujiya... Miyagi". A pop irrompe e não nos larga mais durante 38 minutos. Sim, porque de pop se trata na realidade e se a expressão usada com banalidade para definir música de cariz popular, &lt;em&gt;light&lt;/em&gt; e de consumo rápido anda, nos dias que correm, na rua da amargura, a culpa será exclusivamente dos protagonistas que lhe dão a cara. Quase todos! No presente a comunidade debate-se com a necessidade de redefinir a pop, o seu significado e aquilo que representa. O medo em torno da expressão alargou-se ao ponto dos projectos que se movimentam na área preferirem outras expressões, designações ou mesmo procurarem novas nomenclaturas. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Os Fujiya + Miyagi, constituído por David Best, Steve Lewis e Matt Hainsby, sabem o que fazem e, apesar de nunca se assumirem como projecto pop, soam tão pop como Can, Happy Mondays, Alabama 3, Kraftwerk, Talking Heads ou Brian Eno. O Krautrock poderá ser a etiqueta especifica para designar com maior exactidão a sonoridade de &lt;strong&gt;«Transparent Things»&lt;/strong&gt;, mas pop é a expressão que prefiro utilizar com os amigos. Apesar de boa parte deles não virem a concordar. É um risco a correr!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;"Radiohead encontra Neu! com um toque de sofisticação... Excepcional!", comenta Trevor Jackson, "O som deles é superespecial", remata Tiga. Tudo verdade. Estamos perante um trabalho que força o uso de alguns adjectivos positivos. Começamos pelo invulgar grafismo minimalista concebido por Richard Robinson, &lt;em&gt;designer&lt;/em&gt; da Output Recordings e os Soulwax entre outros. Depois constatamos que na realidade nenhum dos senhores aqui envolvidos nasceu no Japão ou tem nacionalidade nipónica. Uma graçola, dizem...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;A música deve muito às influências musicais de David Best, Steve Lewis e Matt Hainsby: Serge Gainsbourg, Neu!, Can, Captain Beefheart, Sly &amp;amp; the Family Stone, David Bowie, Roxy Music, The Fall, MF Doom, Ramases, The Tinklers, Aphex Twin, Devendra Banhart ou Brian Eno. É como se todas estas entidades espirituais vivessem dentro do mesmo disco e todos eles contribuíssem para esta sonoridade moderna, descomplexada. A eloquência é um trunfo que acaba por triunfar de forma arrebatadora. Por vezes parece música feita por adolescentes, com algum toque de ingenuidade e pureza, jovens que descobrem agora uma forma de homenagear os seus heróis. Na verdade, e repito, os rapazes sabem o que fazem.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;David Best poderá não ser o melhor vocalista do mundo, mas os seus sussurros sóbrios, atribuem a toda a música uma ideia indubitávelmente firme e confiante. Transparentes e seguros de si, os Fujiya + Miyagi erguem o monumento pop do ano. E digo sem receio de utilizar o rótulo mais indesejado deste milénio. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.fujiya-miyagi.co.uk"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;www.fujiya-miyagi.co.uk&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a class="l" onmousedown="return clk(this.href,'','','res','18','')" href="http://www.myspace.com/fujiyaandmiyagi"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;www.myspace.com/fujiyaandmiyagi&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.tirk.co.uk/news_main.html"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;http://www.tirk.co.uk&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22671531-115979760939622413?l=rbs-2006.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rbs-2006.blogspot.com/feeds/115979760939622413/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22671531&amp;postID=115979760939622413' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22671531/posts/default/115979760939622413'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22671531/posts/default/115979760939622413'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rbs-2006.blogspot.com/2006/10/fujiya-miyagitransparant.html' title=''/><author><name>r.b.S</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12035987248499265783</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_l4tkoYa3rwo/SHtuXHafv_I/AAAAAAAAAW0/cR0WZIcOG4o/S220/rbs..jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22671531.post-115979756172007238</id><published>2006-10-02T06:58:00.000-07:00</published><updated>2006-10-02T06:59:21.723-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;OUTKAST&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; &lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;color:#cc0000;"&gt;&lt;em&gt;IDLEWILD&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Por vezes não há remédio que salve um projecto da doença. E por vezes mais vale admitir que o fim é a melhor solução. É certo que um "ouvinte-médico" com boa formação e eticamente firme jamais desistiria do seu paciente, mas outros prefeririam o fim rápido e indolor quando perante uma doença sem cura.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Os Outkast atingiram um impasse conceptual quando em 2003 editaram «Speakerboxxx/The Love Below», o seu derradeiro álbum enquanto grupo. É irónico que a solução encontada na altura tenha sido na verdade dois álbuns a solo sobe um rótulo artistico. Dois registos distintos que reflectiam a personalidade dos seus autores e as suas orientações estéticas. Daí em diante nada mais havia a fazer para remediar a opção conceptual. À muito que Big Boi e Andre 3000 andavam em desacordo e «Speakerboxxx/The Love Below» provou que o trabalho em equipa tinha os dias contados.&lt;br /&gt;Com o sucesso do quinto álbum – especialmente de ‘Hey Ya!’ –, e do consequente reconhecimento nos &lt;em&gt;Grammy&lt;/em&gt;, a dupla entendeu prolongar a agonia do trabalho criativo em conjunto e editar &lt;strong&gt;«Idlewild»&lt;/strong&gt;, uma pseudo-banda-sonora para um suposto filme com o mesmo nome.&lt;br /&gt;A própria capa sugere algumas ideias de separação que serão confirmadas no interior… na música, propriamente dita. Enquanto Big Boy, envergando um sumptuoso casaco de peles, segura o microfone – estilo anos 30 – aguardando a música para por os seus dotes de MC em prática; Andre 3000, sentado ao piano, mostra-se humildemente concentrado no trabalho de composição. Apesar das qualidades do &lt;em&gt;rap&lt;/em&gt; de Big, seria na composição que supostamente deveria estar toda a esperança na operação «Idlewild». Algo que desta vez também falhou para Andre, apesar do interesse de alguns temas &lt;em&gt;soulful &lt;/em&gt;por si produzidos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Em «Idlewild» ambos dão a impressão de competição entre si. Todo o trabalho apresentado orbíta em torno de um conceito de &lt;em&gt;gangsta-rap&lt;/em&gt; versão anos 30, no entanto apenas os temas de Andre 3000 têm a consistência que permite as reminiscências.&lt;br /&gt;Por boa vontade que haja, a ideia que fica de «Idlewild» é que é um disco confuso, discúlo, vadio (como o título sugere), perdido entre o conceito e uma luta de personalidades. E isso transparece logo nos primeiros temas. A música é bem produzida mas a confusão de ideias e o longo alinhamento do álbum cria uma ideia de inconsistência estética que deixa o ouvinte indeciso entre “o peixe” e a “carne”.&lt;br /&gt;Os OutKast nunca se repetiram e em cinco álbuns editados desde 1994, sempre superaram-se a si mesmos. Isto aconteceu enquanto trabalharam em equipa, enquanto dois espíritos unidos por uma causa empenhavam-se na concretização de ideias. Hoje em dia, duas almas desavindas, que lutam por causas diferentes, tornaram estéril o campo de acção virtuoso outrora chamado OutKast. E para essa doença não há cura!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22671531-115979756172007238?l=rbs-2006.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rbs-2006.blogspot.com/feeds/115979756172007238/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22671531&amp;postID=115979756172007238' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22671531/posts/default/115979756172007238'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22671531/posts/default/115979756172007238'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rbs-2006.blogspot.com/2006/10/outkast-idlewildpor-vezes-no-h-remdio.html' title=''/><author><name>r.b.S</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12035987248499265783</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_l4tkoYa3rwo/SHtuXHafv_I/AAAAAAAAAW0/cR0WZIcOG4o/S220/rbs..jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22671531.post-115979749037243429</id><published>2006-10-02T06:57:00.000-07:00</published><updated>2006-10-02T06:58:10.376-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3639/1276/1600/buraka%20som%20sistema.5.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;BURAKA SOM SISTEMA&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;color:#cc0000;"&gt;FROM BURAKA TO THE WORLD&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Quando a esperança em dias melhores começa a escassear e na superfície nada mais encontramos que banalidades sem essência, a atenção volta-se para o &lt;em&gt;underground&lt;/em&gt;. Parte da nova música contemporânea nasce nas periferias urbanas, nas margens de uma sociedade supostamente pragmática. Nasce de mentes inconformadas com o sistema, e com a conjectura no geral. Mentes irrequietas que procuram escapes, alternativas; são almas que almejam a evasão através de música inventiva, informal, descomprometida e transversal. É a necessidade da criação como forma de expressão do interior para o exterior. Uma obrigação inconsciente para comunicar algo novo, transmitir novos pensamentos e enviar mensagens curtas mas incisivas e simultaneamente procurar na memória de um povo --outrora oprimido -- o espírito do prazer físico da dança. É a evocação dos espíritos africanos por parte de uma geração que encontrou nos computadores uma forma de expressar-se. O &lt;em&gt;underground &lt;/em&gt;português está vivo, apesar de nem sempre o público aperceber-se disso.&lt;br /&gt;Começaram por experimentar o palco. Depois veio o estúdio. E entre o tablado onde o espectáculo foi aquecendo e a oficina onde a música tomou forma evidente, os produtores e mentores do &lt;strong&gt;Buraka Som Sistema&lt;/strong&gt;, Riot, Lil’John e Conductor, aperceberam-se do culto que ia nascendo à sua volta. Acabou por ser a curiosidade a atrair a atenção do público para um determinado movimento &lt;em&gt;underground&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;A música do EP &lt;strong&gt;«From Buraka To The World»&lt;/strong&gt; pulsa vida alienígena, uma energia estranha, progressiva. O confronto directo das cadências vigorosas do &lt;em&gt;kuduro&lt;/em&gt; e do &lt;em&gt;techno&lt;/em&gt; estimulam a esfera do pensamento humano e incentivam os corpos ávidos por prazer físico. A catalogação não é fácil, mas também acaba por não ser o mais importante, porque a frescura experimental desta música espicaça o íntimo.&lt;br /&gt;Buraka Som Sistema é um projecto onde a tecnologia e a tradição não encontram estorvo, antes pelo contrario, deparam-se com frontalidade, extraindo um do outro os elementos necessários que permitam a erecção de uma personalidade com sentido de existência singular. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;A mais-valia acaba por ser o encontro com um nova essência, uma nova realidade estética nascida em terras lusitanas. Algo invulgar nos dias que correm...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;«From Buraka To The World» é a prova cabal que nos permite dizer com segurança que há vida própria nas margens da industria musical portuguesa. E isso é um acontecimento!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a class="l" onmousedown="return clk(this.href,'','','res','1','')" href="http://www.myspace.com/burakasomsistema"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;www.myspace.com/burakasomsistema&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.enchufada.com"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;www.enchufada.com&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22671531-115979749037243429?l=rbs-2006.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rbs-2006.blogspot.com/feeds/115979749037243429/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22671531&amp;postID=115979749037243429' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22671531/posts/default/115979749037243429'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22671531/posts/default/115979749037243429'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rbs-2006.blogspot.com/2006/10/buraka-som-sistema-from-buraka-to.html' title=''/><author><name>r.b.S</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12035987248499265783</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_l4tkoYa3rwo/SHtuXHafv_I/AAAAAAAAAW0/cR0WZIcOG4o/S220/rbs..jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22671531.post-115979744838794015</id><published>2006-10-02T06:56:00.000-07:00</published><updated>2006-10-02T06:57:28.390-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3639/1276/1600/pharrell.4.jpg"&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;PHARRELL&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;color:#cc0000;"&gt;&lt;em&gt;IN MY MIND&lt;/em&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Havia dias em que tudo era mais simples e despreocupado. Os movimentos escondiam-se por trás de um computador, o trabalho era virtuoso e executado com garbo e as intenções mantinham-se honestas. No fundo quando os focos de luz apontavam para outros... Hoje tudo é diferente. O trabalho convincente deixou de o ser. A honestidade foi substituída por ambição desmedida. A descrição possuída pelo síndroma do vedetismo. Enfim, quem antes era um trabalhor casto e esforçado, a pensar no bem de uma comunidade sem inspiração, passou a ser uma máquina industrial fazedora de dinheiro, preocupada com uma imagem...&lt;br /&gt;Uma frase explica quase tudo: &lt;strong&gt;Pharrell&lt;/strong&gt; deixou-se engolir pela indústria musical. Resta saber se foi intencional ou um acidente. À muito que namorava o "monstro" e à muito que via o sucesso passar ao lado.&lt;br /&gt;A imagem de marca dos The Neptune rendeu os primeiros louros quando nos meados de 90 introduziram uma linguagem minimal, tecnológica e sincrética no &lt;em&gt;r&amp;b&lt;/em&gt; e no &lt;em&gt;hip-hop&lt;/em&gt;. Era uma lufada de ar numa produção sem nervo e sem capacidade de renovação própria. Abriram-se as janelas e o mofo começou a sair. Pharrell e Chad Hugo desafiavam os paradigmas, os clássicos e, à semelhança de Timberland, em vez de mutilar o legado histórico da música afro-americana tradicional, procuraram criar um &lt;em&gt;r&amp;amp;b&lt;/em&gt; com personalidade nova, própria, com atitude, moderna. Era a inovação, a novidade e a excitação. Todos queriam Pharrell e Chad Hugo. No Doubt, Janet, Britney Spears, *NSYNC, TLC, Usher, Mary J. Blige, Toni Braxton, Kelis, Busta Rhymes, Babyface, Mariah Carey e Justin Timberlake. Todos queriam a produção da dupla e todos acabaram por ter sucesso depois do toque singular dos The Neptune.&lt;br /&gt;Mas enquanto Chad Hugo soube manter distância, mesmo quando os focos obrigavam a mediatização dos N*E*R*D, já Pharrell envolvia-se com a sua própria imagem nos clips da MTV. E gostou da sua imagem... Aparentemente é isso que desenvolve com preocupação e garbo, neste momento.&lt;br /&gt;Com a edição do muito aguardado &lt;strong&gt;«In My Mind»&lt;/strong&gt; ficamos realmente a saber o que passa pela mente de Pharrell: sucesso, muito sucesso! A vida de luxúria desviou-o dos propósitos que o movia à dez anos atrás. O álbum debutante, além de não trazer nada de novo, também não trás nada de melhor. Nada é acrescentado. A história escreve-se com o mesmo papel e caneta, com a mesma técnica, mesma sintaxe.&lt;br /&gt;A música é na grande maioria das vezes banal e superficial, sem grande substância e alma. O alinhamento é descuidado, para não falar péssimo, mostrando duas facetas de Pharrell: uma de produtor &lt;em&gt;hip-hop&lt;/em&gt; preocupado com o proverbial – na primeira parte do CD; outra, de vedeta maníaca que procura explorar o seu próprio &lt;em&gt;glamour&lt;/em&gt; em temas &lt;em&gt;r&amp;b&lt;/em&gt; languentos – na segunda metade. Nem as colaborações – Gwen Stefani, Slim Thug, Snoop Dogg, Jay-Z, Kanye West –, que nada acrescentam de mais valia à música de Pharrell, ajudam o produtor a superar a crise criativa... &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Eis a ironia: Pharrell critica quem em Hollywood passou a viver uma vida materialista, com o sexo desvairado em mansões luxuosas. Fala de futilidades sumptuosas, de manias de vedetismo e de amores traídos ou não correspondidos. Tudo assuntos caros à grande maioria dos músicos r&amp;amp;b do momento, inclusive ele. Um valente tiro no pé...&lt;br /&gt;Da imagem actual e imediata de Pharrell Williams percebemos que de agora em diante temos um produtor narcisista que se apaixonou pelo sucesso e dele não deverá abdicar tão cedo. É pena para quem já demostrou talento. A desilusão do ano!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22671531-115979744838794015?l=rbs-2006.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rbs-2006.blogspot.com/feeds/115979744838794015/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22671531&amp;postID=115979744838794015' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22671531/posts/default/115979744838794015'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22671531/posts/default/115979744838794015'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rbs-2006.blogspot.com/2006/10/pharrellin-my-mind-havia-dias-em-que.html' title=''/><author><name>r.b.S</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12035987248499265783</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_l4tkoYa3rwo/SHtuXHafv_I/AAAAAAAAAW0/cR0WZIcOG4o/S220/rbs..jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22671531.post-115834240890375647</id><published>2006-09-15T10:46:00.000-07:00</published><updated>2006-09-15T10:46:48.910-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;DISCOS DE VERÃO&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;#2&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#ffffff;"&gt;Mais uns "disquitos" para ouvir ao longo dos próximos dias. Dias dedicados ao calor, água fresca, praia, piscinas, calções e biquinis (uns mais na moda que outros), ás noites na esplanada com os amigos, aos festivais (alguns porque o dinheiro não dá para todos), vadiagem... muita vadiagem! O Verão é uma vez por ano. Há que aproveitar. Quando o frio e a chuva regressarem, não haverá mais nada a fazer senão ficar em casa à espera que os dias bonitos voltem... Aproveitem!!&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;color:#000000;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3639/1276/1600/burial.9.jpg"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;BURIAL&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;color:#cc0000;"&gt;&lt;em&gt;BURIAL&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Existem personagens misteriosas. Personagens do sub-mundo que preferem as sombras da noite, a escuridão do desconhecido, que preferem movimentos discretos mas incisivos. Directos, criativos, enigmáticos. &lt;strong&gt;Burial&lt;/strong&gt; consegue ser tudo isso e talvez mais. Empenhado na criação do seu som, desenvolve sonoridades estranhas, vagas e ociosas, numa terra de ninguém onde o &lt;em&gt;dubstep&lt;/em&gt; parece ser a única referência terrena. Tudo o resto é singular, único, desusado. Os baixos são quase subsónicos, os ritmos residuais e arquitectados parecem esqueletos afilados e proporcionados. As harmonias alienígenas pintam um manto negro de mistério. Levitação é uma das excepcionais formas de viagem por um mundo urbano tenso, escuro e à beira do caos apocalíptico. Disco estranho, soturno... e muito bom! Futurista ou profetizador?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3639/1276/1600/kingbritt%20sequence.jpg"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;THE NOVA DREAM SEQUENCE &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#cc0000;"&gt;&lt;em&gt;INTERPRETATIONS&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Mais uma aventura de um aventureiro. &lt;strong&gt;King Britt&lt;/strong&gt; é um dos nomes incontornáveis da nova música urbana. É trabalhador, persistente e possui visão para além da tacanhez da industria. Joga com ela mas não se submete às suas regras, vende a sua música como outro músico qualquer mas esquiva-se com habilidade ás tendências da moda. King Britt é o cérbero pensante de projectos como: Firefly, Oba Funke, Scuba, Sylk 130, Deep Aural Penetration, Digable Planets and E-Culture e o mais recente The Nova Dream Sequence. Editado pela Compost Records, «Interpretations» é, segundo as palavras do seu autor, a materialização sonora dos seus sonhos. Esta é mais uma forma de conhecer a mente de Britt, como funciona e até que ponto é dotada de maleabilidade e habilidade.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3639/1276/1600/sufjan%20stevens%20avalanche.jpg"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;SUFJAN STEVENS &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#cc0000;"&gt;&lt;em&gt;THE AVALANCHE&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;É a vez dos restos. Depois do sucesso de «Illinois» de 2005, Sufjan edita &lt;em&gt;outtakes&lt;/em&gt; e extras que não chegaram a ver a luz do dia à um ano atrás. Apesar da indiscutível qualidade da sua música, não deixa de pairar a ideia que a melhor composição foi incluída no último álbum de originais. Este disco revela também o talento para escrever música em grandes quantidades, mas revela também que umas são mais merecedoras de atenção que outras. Não é um mau disco, mas está longe de surpreender ou cativar a atenção como a restante discografia de Sufjan Stevens. Está na hora de seguir para outro estado, porque de Illinois já vimos o que havia para ver…&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3639/1276/1600/lily.2.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;LILY ALLEN &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#000066;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;ALRIGHT, STILL&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Há quem seja pragmático na forma como olha para a música, seja sua ou produzida por outros. Por vezes a atitude é simplesmente fazer música porque isso dá gozo a quem a faz e diverte quem a ouve. A atitude descomprometida e irreverente de &lt;strong&gt;Lily Allen&lt;/strong&gt; tem despertado algum interesse em terras britânicas. À primeira vista a pop de «Alright, Still» – feita de reminescências &lt;em&gt;ska&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;calypso&lt;/em&gt; – parece inocente ou ingénua, feita por uma menina colegial que experimenta agora as primeiras irreverências. Na verdade Lily poderá ser tudo menos ingénua. As letras são divertidas graças ao tom irónico e cáustico. Fala de vivência ousada, namoros sem sucesso, de sexo, da actual cultura urbana e reflecte a adolescência (e algumas promiscuidades inerentes a ela). A música é subtil, bem disposta, bem produzida. É engraçado, mas nada mais. Outra estrela nascida no MySpace?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22671531-115834240890375647?l=rbs-2006.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rbs-2006.blogspot.com/feeds/115834240890375647/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22671531&amp;postID=115834240890375647' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22671531/posts/default/115834240890375647'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22671531/posts/default/115834240890375647'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rbs-2006.blogspot.com/2006/09/discos-de-vero2mais-uns-disquitos-para.html' title=''/><author><name>r.b.S</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12035987248499265783</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_l4tkoYa3rwo/SHtuXHafv_I/AAAAAAAAAW0/cR0WZIcOG4o/S220/rbs..jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22671531.post-115834233685251935</id><published>2006-09-15T10:45:00.000-07:00</published><updated>2006-09-15T10:45:36.856-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3639/1276/1600/QUANTIC.jpg"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 262px; CURSOR: hand; HEIGHT: 261px" height="261" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3639/1276/320/QUANTIC.jpg" width="276" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; &lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;QUANTIC&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;color:#cc0000;"&gt;&lt;em&gt;AN ANNOUNCEMENT TO ANSWER&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Acreditarmos na improbabilidade de erros acontecerem será certamente um erro só por si. Se é verdade que errar é humano e que muita das vezes do engano nasce a solução para o problema, certo também será que uma vez o erro cometido, jamais poderemos voltar a trás. Acreditar no génio pondo de parte a sua falibilidade, poderá vir ser motivo de desilusão mais cedo ou mais tarde. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Na análise de uma obra, o importante será ser-se equilibrado, mantendo a harmonia entre a subjectividade e a objectividade de forma a crítica ser ponderada e essencialmente o mais justa possível. E ter consciência que os melhores também erram.&lt;br /&gt;Á muito que Will Holland revelou o seu talento, arte e engenho na elaboração da sua música. Produtor habilidoso, procura em todos os projectos em que está envolvido uma metodologia que permita confluir para uma linguagem única diversas tipologias com origem nas mais diversas zonas do globo. Um dos mais relevantes talentos de Will será essa capacidade de sincretismo, de síntese, apreendendo o melhor de dois mundos, fundando assim o seu próprio universo sonoro. A agudeza de espírito tem-lhe valido as mais diversas reacções por todo o mundo, tendo revelando com naturalidade o engenho de músico que nasceu na era do sampler, mas que tem sabido explorar a dinâmica que só o contacto real com os instrumentos e o palco pode proporcionar.&lt;br /&gt;Envolvido em diversos projectos, mas basicamente reconhecido pelos seus projectos &lt;strong&gt;Quantic&lt;/strong&gt; – os originais e remisturas – e Quantic Soul Orchestra, a verdade é que a sua música tem estado entre o melhor que se tem produzido nestes últimos dez anos. Depois das experiências em estúdio de «The 5th Exotic» e «Apricot Morning» enquanto Quantic, decidiu dar vida á sua música em palco. O gosto pelo &lt;em&gt;funk&lt;/em&gt; e pela &lt;em&gt;soul&lt;/em&gt;, impresso em todos os seus registos, permitiu-lhe a observação directa das reacções do público à sua música, à sua dinâmica de palco e perceber a grande diferença entre tocar a sua música num &lt;em&gt;set&lt;/em&gt; e comover uma multidão num concerto de sala. A experiência permitiu uma l&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.outlar.com/images/artists/Quantic1.jpg"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand" alt="" src="http://www.outlar.com/images/artists/Quantic1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;igeira mudança na forma de compor e produzir a sua música, bem patente na forma mais espontânea a que soava a amalgama «Mishaps Happening» de 2003.&lt;br /&gt;Depois de mais um álbum como Quantic Soul Orchesta («Pushin' On» - 2005) e de uma antologia de remisturas e lados B («One Off’s Remixes and B Sides» - 2006), chega aos escaparates o quarto álbum enquanto Quantic: &lt;strong&gt;«An Announcement to Answer»&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;Todos reconhecemos em Will Holand a capacidade de trabalho e a qualidade desse trabalho. A recompensa e a dignidade pelo labor é indiscutível e não deverá ser agora que, perante um pequeno deslize, seja posto em causa toda uma vida de dedicação á causa &lt;em&gt;soul-jazz-funk&lt;/em&gt; modernista.&lt;br /&gt;O próprio título deixa algumas pistas -- subretudo incertezas -- sobre o conteúdo do disco: um anúncio a responder! Essencialmente são dúvidas e interrogações que ficam por responder quando nos apercebemos que o dinamismo criativo perdeu-se no processo de produção ou que aparentemente não existe uma concepção por detrás deste disco. O que para um artista como este é muito estranho. «An Announcement to Answer» mais parece uma compilação rápida de temas perdidos e nunca editados do que um álbum propriamente dito. A música é sem dúvida quantificada por Quantic, o traço de autor confirma-o. Mas tudo soa incompleto e insípido. Como se faltasse um tempero próprio que permitisse distinguir este disco dos do passado…&lt;br /&gt;O erro, que esperemos que seja único, está aí! Uma obra inconsequente, insossa e com pouca história para contar, que revela um Quantic cansado e pouco inspirado. O repouso é agora obrigatório! &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22671531-115834233685251935?l=rbs-2006.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rbs-2006.blogspot.com/feeds/115834233685251935/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22671531&amp;postID=115834233685251935' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22671531/posts/default/115834233685251935'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22671531/posts/default/115834233685251935'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rbs-2006.blogspot.com/2006/09/quantican-announcement-to.html' title=''/><author><name>r.b.S</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12035987248499265783</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_l4tkoYa3rwo/SHtuXHafv_I/AAAAAAAAAW0/cR0WZIcOG4o/S220/rbs..jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22671531.post-115834200341729903</id><published>2006-09-15T10:39:00.000-07:00</published><updated>2006-09-15T10:40:03.420-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;color:#cc0000;"&gt;MINI BALANÇO &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;color:#cc0000;"&gt;SUDOESTE&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;color:#000066;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;color:#cccccc;"&gt;POSITIVO...&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Para Álvaro Covões, o responsável do Sudoeste: "o concerto mais marcante foi o dos Daft Punk foi impressionante. O grupo realizou apenas 12 concertos em todo o Mundo e o Sudoeste foi um deles. Fomos privilegiados. Foi o concerto do ano". &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;em&gt;in &lt;/em&gt;Correio da Manhã 2006-08-08 &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;color:#999999;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;NEGATIVO...&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Os cem militares empenhados na manutenção da ordem no Sudoeste detiveram, nos quatro dias do festival, 23 indivíduos por suspeita de tráfico de estupefacientes. Foram apreendidas cinco mil doses de cannábis e pequenas porções de cocaína, ecstasy, LSD, anfetaminas e seiva psicocibina. A GNR elaborou ainda 20 autos por crimes e 105 por contra-ordenações, algumas das quais a indivíduos que conduziam sob o efeito do álcool. Destaque para o consumo de 150 mil litros de bebidas, cem mil dos quais cerveja&lt;/span&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;em&gt;in&lt;/em&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;Correio da Manhã 2006-08-08 &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22671531-115834200341729903?l=rbs-2006.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rbs-2006.blogspot.com/feeds/115834200341729903/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22671531&amp;postID=115834200341729903' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22671531/posts/default/115834200341729903'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22671531/posts/default/115834200341729903'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rbs-2006.blogspot.com/2006/09/mini-balano-sudoeste-positivo.html' title=''/><author><name>r.b.S</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12035987248499265783</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_l4tkoYa3rwo/SHtuXHafv_I/AAAAAAAAAW0/cR0WZIcOG4o/S220/rbs..jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22671531.post-115834185470723789</id><published>2006-09-15T10:36:00.000-07:00</published><updated>2006-09-15T10:37:34.726-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3639/1276/1600/bilhete.2.jpg"&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3639/1276/400/bilhete.2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt; &lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;NOITE NO&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;color:#000066;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;SUDOESTE&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;À última hora lá decidi sair de casa. Destino: Herdade da Casa Branca, Zambujeira do Mar. O dia estava perfeito para qualquer actividade, qualquer uma que fosse divertida. Confesso não ser grande apreciador de festivais, especialmente daqueles em que tenho de me deslocar muitos quilómetros... mas lá perdi a cabeça e meti-me no carro. No fundo este período estival é propício a divertimentos porta fora... &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Felizmente a viagem correu bem e na minha sincera opinião também o festival TMN Sudoeste 2006 -- pelo menos no único dia em que estive presente (5 de Agosto). As organizações são actualmente muito profissionais. O passado foi ensinando a preparar detalhadamente todos os aspectos, e num festival que, além de comemorar o 10º aniversário, pretende ser um dos melhores e mais consagrados do país, toda a logística teria de ser cuidadosamente arquitectada de forma a proporcionar as melhores comodidades aos visitantes.&lt;br /&gt;Há quem esteja a por em causa o actual modelo dos principais festivais em Portugal. É certo que o grande número de eventos não tem trazido a qualidade de cartaz desejada. Além de Portugal não ser para muitos projectos musicais um atrativo ou um ponto estratégico na divulgação &lt;em&gt;live&lt;/em&gt; do seu som, é verdade que as organizações, como a Música no Coração, têm se esforçado para enriquecer os cartazes com nomes soantes e assim atrair a juventude. Outro elemento importante para perceber a mecânica dos festivais é o facto de muita gente se deslocar a eventos como o Sudoeste, não pela música, mas sim pelo evento existir... Poucos terão sido os que saíram de casa de propósito para ver Madness ou os Daft Punk, muitos deslocaram-se simplesmente para acampar com os amigos, beber uns copos, ouvir música e vadiar sem que os pais incomodassem com discursos paternalistas ou cortassem as "rédeas" no mínimo sinal de excesso. No fundo, muita juventude desloca-se para estas zonas simplesmente em busca de liberdade! Não querendo dizer que não haja muitos pais, os mais liberais, que não tenham qualquer problema em deslocar-se com os filhos e com eles divertirem-se (como constatei).&lt;br /&gt;Confesso que o motivo pelo qual eu saí de casa foi para ver a actuação dos Daft Punk. Primeiro nunca tinham-se deslocado ao nosso país; segundo, sempre tive curiosidade em viver ao vivo a música do duo; terceiro, sempre tiveram fama de proporcionarem bons espetáculos. As imagens dos concertos em Coachella e Barcelona, (publicados mais a baixo) adoçaram-me ainda mais a "língua"...&lt;br /&gt;O calor da tarde obrigou-me a uma saída tardia. Eram 18 horas quando entrei no carro, e com um amigo como companhia, arranquei. No porta luvas lá iam os três discos dos Daft Punk --oportunidade para recordar os trabalhos de estúdio -- e mais três ou quatro CD's. A viagem foi calma e sem grandes pressas. A paragem foi obrigatória em Vila Nova de Milfontes para uma boa janta, já que a noite ia ser longa. Cheguei ao local, o estacionamento não foi difícil. Seguiu-se a compra do bilhete e a entrada no recinto. Infelizmente o primeiro contacto foi a lixarada espalhada por todo o lado. Era restos de pizza, caixas de hamburgers do McDonalds e muitos copos de cerveja de plástico -- que, para quem se desse ao trabalho de os apanhar, podiam ser convertidos em pontos que por sua vez podiam dar cerveja. Evidentemente, uma falha logistica: poucos recipintes para o lixo&lt;/span&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3639/1276/1600/daft%20punk.2.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;Feito o reconhecimento ao recinto, veio a música. Skin, eficiente, aqueceu finalmente o local com boas guitarradas. Os Madness, inócuos, tentaram convencer o público com um ska-pop-rock tipicamente anos 80 -- tentando justificar a sua primeira visita ao nosso país -- acabando por dar razão a quem defende que uma vez um grupo morto, já mais deverá voltar à vida. Não foram maus de todo, mas dispensavam-se! Depois de 30 minutos de preparativos de palco, surgiram finalmente os Daft Punk às 01h45. Notava-se a expectativa do público -- e a minha! Podia ser um sucesso ou um fracasso...&lt;br /&gt;Arrancaram lentamente com efeitos sonoros de vocoder até 'Robot Roc&lt;/span&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3639/1276/1600/daft%20punk.2.jpg"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3639/1276/400/daft%20punk.0.jpg" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;k' explodir... O palco era simplesmente fantástico. Visto ao vivo, não tinha nada que enganar: o jogo de luzes era imponente! A música surpreendeu pela forma eficiente como obrigou a mudança cénica constante. O duo lá estava, discreto e de máscaras postas, quase no topo da pirâmide -- ao certo o que lá faziam, ninguém sabe --, a controlar o público? Tentando hipnotiza-lo com efeitos geométricos? ... e a música sempre, sempre a mudar e a "bombar"! A preocupação dos franceses era evitar a todo custo o aborrecimento... e conseguiram. Os exitos lá foram aparecendo fundidos com temas mais obscuros da discografia. Todos as músicas ganharam nova texturas, dimensão... e o cenário sempre em constante evolução. Daft Punk convenceram? Sem dúvidas. Até os que se preparavam para os ridicularizar renderam-se perante tal espectáculo...&lt;br /&gt;Apesar dos preços exagerados, a ida valeu a pena. A noite foi muito agradável. Terminou às 03h30. Pena os Buraka Som Sistema terem actuado praticamente em simultâneo com os Daft Punk. Como não era possível estar em dois sítios ao mesmo tempo, a curiosidade de ver os Daft Punk foi mais fortre, afinal foram o motivo principal de minha ida ao Sudoeste. Não me arrependi! Para o ano há mais!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22671531-115834185470723789?l=rbs-2006.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rbs-2006.blogspot.com/feeds/115834185470723789/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22671531&amp;postID=115834185470723789' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22671531/posts/default/115834185470723789'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22671531/posts/default/115834185470723789'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rbs-2006.blogspot.com/2006/09/noite-nosudoeste-ltima-hora-l-decidi.html' title=''/><author><name>r.b.S</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12035987248499265783</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_l4tkoYa3rwo/SHtuXHafv_I/AAAAAAAAAW0/cR0WZIcOG4o/S220/rbs..jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22671531.post-115756388860097543</id><published>2006-09-06T10:29:00.000-07:00</published><updated>2006-09-06T10:31:37.796-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;DAFT PUNK&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;color:#000066;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3639/1276/1600/daft%20live.jpg"&gt;&lt;em&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3639/1276/320/daft%20live.jpg" border="0" /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Depois de mais 10 anos de actividade, e de alguns exitos, retratados em &lt;strong&gt;«Musique vol 1 1993-2005»&lt;/strong&gt;, e de muitos acreditarem que a antologia seria o fim de um projecto sem paralelo, a dupla francesa surpreendeu os fans -- e incautos que vacticinavam o colapso -- ao regressarem aos palcos. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;A proposito da vinda ao Sudoeste, ficam aqui quatro videos com excertos das preformances dos &lt;strong&gt;Daft Punk&lt;/strong&gt; nos festivais &lt;strong&gt;Coachella&lt;/strong&gt;, Califórnia e &lt;strong&gt;Summercase&lt;/strong&gt;, Barcelona, todos eles neste ano de 2006. Mais em baixo, os dois últimos clips realizados pelos próprios &lt;/span&gt;&lt;a class="new" title="Thomas Bangalter" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Thomas_Bangalter"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Thomas Bangalter&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt; e &lt;/span&gt;&lt;a class="new" title="Guy-Manuel de Homem-Christo" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Crydamoure"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Guy-Manuel de Homem-Christo&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;: o bizarro &lt;strong&gt;«Prime Time Of Your Life»&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;«Technologic»&lt;/strong&gt;, ambos temas do último de originais «Human After All». &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;O que farão os Daft Punk depois desta pequena tour, ninguém sabe. O mais certo é desaparecerem por mais uns tempos e depois voltarem a surpreender...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/S3RqhY_LtnY" width="425" height="350" type="application/x-shockwave-flash"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/HfiDxYxXjCc" width="425" height="350" type="application/x-shockwave-flash"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/pDEATg2qLU0" width="425" height="350" type="application/x-shockwave-flash"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/Vbw2AXk1324" width="425" height="350" type="application/x-shockwave-flash"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/o7MxREbu8Mk" width="425" height="350" type="application/x-shockwave-flash"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/RhMIf5vLUZo" width="425" height="350" type="application/x-shockwave-flash"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3639/1276/1600/daft%20punk.4.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3639/1276/320/daft%20punk.1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;Discografia completa:&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;Álbuns:&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Homework (1997)&lt;br /&gt;Discovery (2001)&lt;br /&gt;Alive 1997 (2001)&lt;br /&gt;Daft Club (remix LP) (2003)&lt;br /&gt;Human After All (2005)&lt;br /&gt;Human After All: Remixes (2006)&lt;br /&gt;Musique Vol. 1 1993-2005 (2006)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;Singles&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Homework:&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;"The New Wave"/"Assault"/"Alive" (1994)&lt;br /&gt;"Da Funk"/"Musique" (1996)&lt;br /&gt;"Around the World" (1997&lt;br /&gt;"Burnin" (1997)&lt;br /&gt;"Revolution 909" (1997)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Discovery: &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;"One More Time" (2000)&lt;br /&gt;"Aerodynamic" (2001)&lt;br /&gt;"Digital Love" (2001)&lt;br /&gt;"Harder, Better, Faster, Stronger" (2001)&lt;br /&gt;"Something About Us" (Love Theme From Interstella 5555) (2003) (promo EP)&lt;br /&gt;"Face to Face" (2004) (promo EP)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Human After All:&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;"Robot Rock" (2005)&lt;br /&gt;"Technologic" (2005)&lt;br /&gt;"Human After All" (2005) (promo EP)&lt;br /&gt;"The Prime Time of Your Life" (2006) &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Links:&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;a href="http://www.daftpunk.com"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;http://www.daftpunk.com&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;a href="http://www.daftpunk.de"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;http://www.daftpunk.de&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;a href="http://www.myspace.com/daftpunk"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;http://www.myspace.com/daftpunk&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;/embed&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22671531-115756388860097543?l=rbs-2006.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rbs-2006.blogspot.com/feeds/115756388860097543/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22671531&amp;postID=115756388860097543' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22671531/posts/default/115756388860097543'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22671531/posts/default/115756388860097543'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rbs-2006.blogspot.com/2006/09/daft-punkdepois-de-mais-10-anos-de.html' title=''/><author><name>r.b.S</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12035987248499265783</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_l4tkoYa3rwo/SHtuXHafv_I/AAAAAAAAAW0/cR0WZIcOG4o/S220/rbs..jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22671531.post-115756356218640411</id><published>2006-09-06T10:23:00.000-07:00</published><updated>2006-09-06T10:26:02.216-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;DISCOS DE VERÃO&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;#1&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.gringoes.com/images/Praia.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#ffffff;"&gt;Agora que o calor do Verão aperta e o vício da praia&lt;/span&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3639/1276/1600/Praia.0.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#ffffff;"&gt; nos compele a banhos em vez da escrita de posts, aqui fica uma lista de discos que deverão ser ouvidos com tempo e a atenção necessária.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#ffffff;"&gt;Partindo naturalmente do pressuposto que, tal como eu, estão de férias... oiçam esta música no carro, em casa ou enquanto estiverem "espraiadinhos". Um leitor mp3 poderá ser uma excelente companhia. Aproveitem o tempo para por a discografia em dia. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#ffffff;"&gt;Aqui ficam as primeiras sugestões para uma possível banda sonora estival:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#000066;"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3639/1276/1600/ddf.2.jpg"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3639/1276/200/ddf.2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;DOUBLE D FORCE&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#cc0000;"&gt;&lt;em&gt;ENFORCE THE FUNK&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#ffffff;"&gt;Provavelmente condenado a ser um dos discos portugueses do ano. &lt;strong&gt;Enforce The Funk&lt;/strong&gt; força a ideia aventureira de quem procura no &lt;em&gt;electro-funk&lt;/em&gt; o ideal que concretize a esperança no &lt;em&gt;hip-hop&lt;/em&gt; nacional. Que a aventura compense e possa abrir mais portas a quem tem ideias ambiciosas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#ffffff;"&gt;Poderemos sempre encarar este trabalho da dupla D-Mars e D-Fine como um dos melhores exemplos em Portugal de uma visão estética muito definida, um exercício de estilo que encontra no &lt;em&gt;electro-funk&lt;/em&gt; de 80 a fonte de inspiração e nos meios de produção actuais uma concretização de um velho sonho: uma linguagem própria, madura e com substancia natural que permita colocar o nosso som ao nível do que de melhor se vai produzindo por esse mundo fora. E com esforço e sabedoria tudo torna-se possível...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;color:#000000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3639/1276/1600/sir.1.jpg"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#cc0000;"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3639/1276/200/sir.1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;SIR SCRATCH &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#cc0000;"&gt;&lt;em&gt;CINEMA: ENTRE O CORAÇÃO E O REALISMO&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;Mais um exemplo de boa produção nacional. Raramente o &lt;em&gt;hip-hop&lt;/em&gt; tuga consegue sair de um certo gueto em que os seus protagonistas entraram de forma não intencional. É certo que o &lt;em&gt;boom&lt;/em&gt; deu-se e que finalmente o &lt;em&gt;hip-hop&lt;/em&gt; produzido em terras lusitanas começa a ser reconhecido e escutado sem qualquer preconceito ou desprezo e que lentamente surge uma linguagem própria, mas a muita produção raramente tem trazido a qualidade que começa a fazer alguma falta nesta fase. A evidente falta de investimento na produção e a excessiva aposta nas rimas tem provocado um desequilíbrio que acaba no entediamento do ouvinte. &lt;strong&gt;Sir Scratch&lt;/strong&gt; parece, logo no primeiro tombo, encontrar o equilíbrio certo. A riqueza da palavra, das rimas, da mensagem acentam de forma ideal numa estrutura rítmica vigorosa que acompanha fielmente uma melodia que evita o loop excessivo. Dos samplers extrai-se a riqueza que vai dando sentido a toda a operação: indagar a realidade com o coração nas mãos&lt;/span&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;color:#000000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;color:#000000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#000066;"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3639/1276/1600/nino%20m.5.jpg"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#000066;"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3639/1276/200/nino%20m.5.jpg" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;NINO MOSCHELLA &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#cc0000;"&gt;&lt;em&gt;THE FIX&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#ffffff;"&gt;Stevie Wonder, Billy Preston e os Sly and The Family Stone poderão ser os primeiros nomes a virem à tona da memória de quem toma contacto pela primeira vez com este disco e concluir que, sem grandes margens para dúvidas, que estes nomes são as principais inspirações para o jovem músico de 29 anos &lt;strong&gt;Nino Moschella&lt;/strong&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#ffffff;"&gt;O ponto de partida é o &lt;em&gt;funk&lt;/em&gt;, mas esta música é bem mais abrangente não deixando por mãos alheias a tarefa de explorar as sensações que só a &lt;em&gt;soul&lt;/em&gt; e o &lt;em&gt;blues&lt;/em&gt; poderão proporcionar. A amalgama é estimulante e a fricção entre uma orgânica acústica e um sincretismo electrónico recorda que a experiência de Multiply de Lidell à um ano atrás não foi um caso isolado e que abriu-se uma nova frente criativa. Apesar da grande maioria dos registos serem &lt;em&gt;lo-fi&lt;/em&gt;, ou seja somente o essencial tem espaço para actuar, a irreverencia sobressai quando a matéria clássica é pervertida, uma atitude especulatória que ressalta e sobressai num momento em que todos procuram recriar uma determinada época de perfeição artística.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#000066;"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3639/1276/1600/4tet.12.jpg"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#000066;"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3639/1276/200/4tet.2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;DJ KICKS: &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#cc0000;"&gt;FOUR TET&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#000000;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#ffffff;"&gt;Depois do pouco interessante Exclusives, a !K7 retoma a série seria de &lt;strong&gt;DJ Kicks&lt;/strong&gt; e Kieran Hebden é o 26 convidado. Músico competente que procura nas franjas distantes do mapa musical o som certo para edificar a sua música, Kieran é o homem por detrás do projecto &lt;strong&gt;Four Tet&lt;/strong&gt;, tendo-se recentemente envolvido com o mítico Steve Reid, resultando The Exchange Sessions, editado à pouco tempo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#ffffff;"&gt;Desta vez convidado a seleccionar mais um DJ Kicks, Four Tet é no mínimo ecléctico nas escolhas e variado nas opções; &lt;em&gt;jazz, rock&lt;/em&gt;, electrónica, &lt;em&gt;house, hip-hop, soul&lt;/em&gt; e nem África é esquecida, num alinhamento de vinte temas que tem como protagonistas gente como Syclops, Curtis Mayfield, Stereolab, Animal Collective, Akufen ou Cabaret Voltaire.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#ffffff;"&gt;Com uma mística própria, Four Tet envolve-nos com alguma da música que o tem inspirado nestes últimos anos. A ouvir.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;color:#000000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#000066;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3639/1276/1600/pretz.2.jpg"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#000066;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3639/1276/200/pretz.2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;PRETZ &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#cc0000;"&gt;&lt;em&gt;SOUNDCASTLES&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#ffffff;"&gt;Pretz é o nome do novo projecto de Neil Cowley, mentor de Fragile State e colaborador dos Zero 7 em Simple Things. Pretz é nome de uma iguaria japonesa semelhante ao pretzel ocidental, um pauzinho salgado usado normalmente como aperitivo. Que importa isso para o caso? Nada, apenas que este Soundcastle é ele próprio um acepipe muito confeccionado de gostos variados e requintados, assentando na mesma receita do projecto Fragile State. A pop é instrumental, emotiva, que rasga a convenção, mas que não despreza a simplicidade só porque ela é simples. As atmosferas são radiantes, os sons tem um poder onírico relembrando que esta música é feita onde os sonhos tomam forma. O único problema em toda esta operação é que não há nada que verdadeiramente distinga este projecto de Fragile State. Alias se em vez de Pretz estivesse Fragile State ninguém daria pela diferença. A produção é exuberante, equilibrada, eloquente e luminosa, mas a novidade não acompanha tão belíssima música. O que também não é propriamente um drama, mas também não é um facto de mais-valia!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22671531-115756356218640411?l=rbs-2006.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rbs-2006.blogspot.com/feeds/115756356218640411/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22671531&amp;postID=115756356218640411' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22671531/posts/default/115756356218640411'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22671531/posts/default/115756356218640411'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rbs-2006.blogspot.com/2006/09/discos-de-vero1agora-que-o-calor-do.html' title=''/><author><name>r.b.S</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12035987248499265783</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_l4tkoYa3rwo/SHtuXHafv_I/AAAAAAAAAW0/cR0WZIcOG4o/S220/rbs..jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22671531.post-115643083729640174</id><published>2006-08-24T07:45:00.000-07:00</published><updated>2006-08-24T07:47:17.300-07:00</updated><title type='text'>MARC MAC presents VISIONEERS "DIRTY OLD HIP-HOP"</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;A contradição nasce logo no primeiro contacto com o disco. Na capa observamos o nome atribuído ao projecto e o título de toda a operação e concluímos que estamos a perante um trabalho que procura criar, aos olhos do novo milénio, uma ponte entre os paradigmas da &lt;em&gt;old school&lt;/em&gt; do &lt;em&gt;hip-hop&lt;/em&gt; e o &lt;em&gt;jazz&lt;/em&gt;. A contradição subsiste quando escutamos a acção propriamente dita: a música.&lt;br /&gt;Este projecto, liderado por Marc Mac, vive da visão de quem procura incessantemente a alma e o espírito da verdadeira matriz da tradição &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;musical afro-americana e a tenta integrar numa conjectura contemporânea de inventividade formal.&lt;br /&gt;Da contradição nasce um fruto rico e maduro, capaz da sugestão do prazer. Do conhecimento artístico, com rumos definidos logo à partida, a descoberta da sofisticação e da eloquência melódica. Por aqui chocam inovação e tradição, do atrito de ambos resulta a garantia de que ainda não foi atingido o impasse e da contradição extraímos consequências para o futuro. A lição foi estudada convenientemente e a entrada no estúdio foi um mero imperativo...&lt;br /&gt;Marc Mac, cara-metade do projecto 4Hero, sabe o que faz. É um produtor com conhecimentos suficientes para rodear-se, não só dos instrumentos certos, como dos músicos mais competentes - talvez os mais profissionais para darem forma ao que a sua mente arquitecta - e usar a sua técnica e capacidade única de erguer a música certa no tempo certo, para construir uma série de temas que em nada devem à ingenuidade ou à ignorância.&lt;br /&gt;A música não soa conceptual, apesar de o ser. É orgânica, com vida, espírito empreendedor e não se fica por um hip-hop sujo e velho embrulhado em novidades passageiras… Não! Soa convincentemente verosímil, verdadeira no espírito que procura evocar, séria na forma como respeita as tradições tanto do &lt;em&gt;jazz&lt;/em&gt; como do &lt;em&gt;hip-hop&lt;/em&gt;. Se é sujo ou velho, visionário ou não, ainda bem que seja de tudo um pouco porque da contradição extrai-se uma certeza: ainda há muito a aprender com o passado. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22671531-115643083729640174?l=rbs-2006.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rbs-2006.blogspot.com/feeds/115643083729640174/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22671531&amp;postID=115643083729640174' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22671531/posts/default/115643083729640174'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22671531/posts/default/115643083729640174'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rbs-2006.blogspot.com/2006/08/marc-mac-presents-visioneers-dirty-old.html' title='MARC MAC presents VISIONEERS &quot;DIRTY OLD HIP-HOP&quot;'/><author><name>r.b.S</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12035987248499265783</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_l4tkoYa3rwo/SHtuXHafv_I/AAAAAAAAAW0/cR0WZIcOG4o/S220/rbs..jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22671531.post-115643071075382936</id><published>2006-08-24T07:43:00.000-07:00</published><updated>2006-08-24T07:45:10.756-07:00</updated><title type='text'>RICHARD DORFMEISTER &amp; MADRID DE LOS AUSTRIAS "GRAND SLAM"</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;E a história repete-se! A falta de inspiração permite edições que perdem-se na ambiguidade e na incerteza conceptual. Permite-se produtos dúbios que nem são carne nem peixe. Que nem são um álbum de originais, nem de colaborações, nem uma antologia de remisturas… Viena deixou de estar no centro do mundo musical de vanguarda e começa-se a perceber o porquê. A veia criativa tolheu a um ponto onde as contingências tornaram-se uma realidade e a pobreza uma constante. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;As fórmulas, por melhores que sejam, esgotam-se sempre&lt;/span&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3639/1276/1600/grand%20slam.0.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt; que outras são criadas – e nem sempre são a garantia de sucesso para a eternidade. A colaboração entre Dorfmeister e os Madrid de los Austrias prova sem margens para dúvidas que as formulas – de sucesso à 4 ou 5 anos atrás – deixaram de resultar e que o que antes era um exemplo de expansão das fronteiras entre o funk e o disco, simplesmente deixaram de proporcionar momentos de calorosa inventividade. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Tirando dois momentos neste Grand Slam – «Spanish Grease» e «Relaxin at Club F***» – onde a arte transformista retém dos originais o espírito empreendedor e a música parece renovar-se a si mesma, tudo o resto mantém-se refém da receita habitual: longos temas, cheios de baixos robustamente funk, ritmos em dualidade permanente (disco ou house?), vozes a transpirarem sensualidade, melodias elegantes. A formalidade perciste, mas o risco deixou de fazer parte do quotidiano destes senhores, que agora morrem de amores pelos calores mediterrânicos, mas esquecem-se que no frio invernoso de Viena nasceu outrora alguma da melhor música dos anos 90, por si produzida! Mais um momento para esquecer. &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22671531-115643071075382936?l=rbs-2006.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rbs-2006.blogspot.com/feeds/115643071075382936/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22671531&amp;postID=115643071075382936' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22671531/posts/default/115643071075382936'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22671531/posts/default/115643071075382936'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rbs-2006.blogspot.com/2006/08/richard-dorfmeister-madrid-de-los.html' title='RICHARD DORFMEISTER &amp; MADRID DE LOS AUSTRIAS &quot;GRAND SLAM&quot;'/><author><name>r.b.S</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12035987248499265783</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_l4tkoYa3rwo/SHtuXHafv_I/AAAAAAAAAW0/cR0WZIcOG4o/S220/rbs..jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22671531.post-115643059103776225</id><published>2006-08-24T07:42:00.000-07:00</published><updated>2006-08-24T07:43:11.040-07:00</updated><title type='text'>REKID "MADE IN MENORCA"</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Eis a prova que a Soul Jazz Records não subsiste da memória. Rekid é o projecto de Matt Edwards, dono de diversas faces (Radio Slave, Quiet Village, Sea Devils) e um dos proprietários da editora Rekids, e um dos homens com uma visão estética da música estranha, obliqua, abstracta, entre outros adjectivos que poderíamos aplicar as suas produções. O universo sonoro de Rekid é uma das novidades sonoras deste ano e poderá mesmo ser o facto estético de 2006 que tanto esperávamos.&lt;br /&gt;"Made in Menorca" poderá não ter sido produzido na conhecida ilha dos Baleares, mas poderá conter &lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3639/1276/1600/rekid.0.jpg"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3639/1276/320/rekid.jpg" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;algum do espírito lânguido provocado pelo calor ou ser a banda sonora ideal para uma noite bem passada num bar à beira-mar. O som é quente e por vezes dá a ideia de ter sido erguido com pedaços sonoros esquecidos no tempo ou restos perdidos no espaço. Quase que um puzzle onde as peças encaixam umas nas outras, mas o resultado final montado parece não fazer um grande sentido. É estranho, mas é a impressão que proporciona! &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;A imagem sonora ora exibe padrões de estranha repetividade, talvez em busca de um hipnotismo que deixe em marasmo os melómanos, ora subitamente opta por uma abordagem mais terrena forçando um momentâneo pé de dança enquanto as reverberações do &lt;em&gt;dub&lt;/em&gt; transformam toda a espessa massa sónica numa enorme amálgama tensa e obscura.&lt;br /&gt;É de difícil catalogação toda esta música mas a &lt;em&gt;house&lt;/em&gt; parece ser um dos géneros que mais revela a sua personalidade. O fantasma de Theo Parrish também paira por aqui, mas mesmo assim não é possível encontrar aquela alma característica do músico de Detroit. As cadências lentas caracterizam os ritmos, as melodias evoluem com os ecos do &lt;em&gt;dub&lt;/em&gt;, o &lt;em&gt;electro&lt;/em&gt; e o &lt;em&gt;funk&lt;/em&gt; também marcam ocasionalmente presença...&lt;br /&gt;O caldeirão sonoro poderá não vir a ser consensual, por um lado por ser um resultado feito de padrões estranhos ou fragmentos de muita coisa que simultaneamente parecem não ser nada de concreto. Por outro, o que uns poderão achar estranho ou confuso, outros encontrão nesta substância dissoluta, corrupta e sombria a fonte de jubilo que faltava neste ano de 2006. Mais um grande disco! Essencial! &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.souljazzrecords.co.uk/releases/?id=6715"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;http://www.souljazzrecords.co.uk/releases/?id=6715&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a class="l" onmousedown="return clk(this.href,'','','res','5','')" href="http://www.myspace.com/rekid"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;www.myspace.com/rekid&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22671531-115643059103776225?l=rbs-2006.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rbs-2006.blogspot.com/feeds/115643059103776225/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22671531&amp;postID=115643059103776225' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22671531/posts/default/115643059103776225'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22671531/posts/default/115643059103776225'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rbs-2006.blogspot.com/2006/08/rekid-made-in-menorca.html' title='REKID &quot;MADE IN MENORCA&quot;'/><author><name>r.b.S</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12035987248499265783</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_l4tkoYa3rwo/SHtuXHafv_I/AAAAAAAAAW0/cR0WZIcOG4o/S220/rbs..jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22671531.post-115643049112760452</id><published>2006-08-24T07:37:00.000-07:00</published><updated>2006-08-24T07:41:31.130-07:00</updated><title type='text'>RAPIDINHAS...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3639/1276/1600/with%20voices.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;AMMONCONTACT &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;&lt;em&gt;WITH VOICES&lt;/em&gt;&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Entre a obsessão rítmica de Madlib e a apaixonada espiritualidade do espaço idílico de Sun-Ra, Carlos Niño e Fabian Ammon lá vão produzindo o seu próprio som a um ritmo considerável. Um ano depois de New Birth, With Voices é o culminar de uma série de trabalhos de colaboração com lendas vivas do jazz de L.A. como Yusef Lateef ou Kamau Daaood, ou figuras de proa do hip-hop californiano como Lil Sci, Abstract Rude, Sach, Brother J, entre outros. Todos eles contribuem para o som denso, inspirado e ambíguo. O som do underground de L.A. no seu melhor. Assim vale a pena! &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3639/1276/1600/BS.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;BOOKA SHADE&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;WITH VOICES&lt;/em&gt;&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;O segundo álbum de originais da dupla alemã Walter Merzinger e Arno Kammermeier, reforça a identidade sonora do projecto. Movements oferece uma realidade estável, consistente e com visão. As diversas assimilações techno e house, integrando ainda na sua matriz influências funk e electro, permite uma dinâmica sonora estimulante que tanto seduzem as pistas de dança, bem como os que preferem o sossego do sofá. Para quem os queira ver ao vivo, estarão entre nós na sexta-feira (16Jun06) no Clubíssimo em Setúbal. &lt;/span&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3639/1276/1600/HOT%20CHIP.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3639/1276/1600/RH%20F.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;ROY HARDGOVE&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;DISTRACTIONS&lt;/em&gt;&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;É o regresso do trompetista Roy Hardgrove em 2006. Depois de Hard Groove em 2003, Distractions mantém o fascínio pela fusão orgânica entre o hip-hop, o jazz e a soul, tal como a vontade de integrar alguns dos melhores músicos e vocalistas no projecto. A lista de convidados é como sempre impressionante: Renee Neufville, D'Angelo, Keith Anderson, Bobby Sparks, Willie Jones III , entre outros. O estilo e a forma, muito eloquente, não são muito diferentes do que foi oferecido em 2003, mesmo assim valerá sempre a pena algumas escutas atentas a esta música que tanto tem de inspiradora como de bela. &lt;/span&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3639/1276/1600/nw2.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;NICOLE WILLIS&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;KEEP REACHIN UP&lt;/em&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Poderá ainda não ser desta que se confirma o verdadeiro talento da finlandesa Nicole Willis. Apesar de estar muito bem acompanhada neste Keep Reaching Up, a sua investida na vertente clássica funk-soul - dentro do mesmo estilo de Sharon Jones &amp;amp; The Dap-Kings - é por vezes um pouco desiquilibrada. No alinhamento poderíamos dispensar meia dúzia de temas e ficar com um magnífico EP, recheado de boas interpretações, dinamismo orquestral e um estética impressionantemente inspirada na autêntica soul dos anos 60, tipicamente Motown. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22671531-115643049112760452?l=rbs-2006.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rbs-2006.blogspot.com/feeds/115643049112760452/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22671531&amp;postID=115643049112760452' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22671531/posts/default/115643049112760452'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22671531/posts/default/115643049112760452'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rbs-2006.blogspot.com/2006/08/rapidinhas_24.html' title='RAPIDINHAS...'/><author><name>r.b.S</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12035987248499265783</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_l4tkoYa3rwo/SHtuXHafv_I/AAAAAAAAAW0/cR0WZIcOG4o/S220/rbs..jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22671531.post-115643024231783587</id><published>2006-08-24T07:36:00.000-07:00</published><updated>2006-08-24T07:37:22.320-07:00</updated><title type='text'>HERBERT "SCALE"</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Andará Herbert perdido? Não! Alguns poderão estar a vaticinar o colapso do tão seguro universo sonoro ou a esterilização dos ideais do P.C.C.O.M. Nada disso vislumbro no horizonte. Apenas reconheço que Herbert decidiu fazer uma pequena pausa nas suas investidas mais arrojadas e radicais e fazer uma recapitulação da matéria já apresentada.&lt;br /&gt;Herbert é um produtor inteligente e atento ao que se passa á sua volta. Criou os seus próprios princípios e à escala dos seus critérios tem produzido alguma da melhor música electrónica dos últimos dez anos.&lt;br /&gt;Scale capta todos os momentos da carreira de Herbert, colocando na escala necessária todos os registos passados, aproveitando para investir uma vez mais nos sentimentos - entre o que sentiu e ainda sente - , isto numa óptica mais intimista, e o intento de continuar a elevar os níveis acima da media num plano mais formal.&lt;br /&gt;Por aqui a house, que marcou o inicio da carreira, existe de forma mais discreta, como uma técnica que arquitectura sons exigentemente geométricos. Os diários sonoros primorosamente produzidos com a habitual perícia manipuladora mantéem-se, recordando-se os melhores momentos de Dr Rockit. A electrónica torcida e retorcida, trazendo à memória as experiências de Wishmoutain, concretiza-se com naturalidade e com a habilidade típica. As melodias acabam por ser características de quem procura à anos, em conjunto com Dani Siciliano, o ideal pop e a inventividade melódica como estímulo para o trabalho quotidiano. O ideal jazz volta a ser revisto à luz de um velho sonho de Big Band.&lt;br /&gt;Scale vive muito do conceptualismo em busca do prazer carnal e acaba por não ser uma ruptura com o passado, mas sim um passo em que toda a matéria periférica sucumbe para um centro. Todo o trabalho de anos une-se num único ponto, dando-se assim um nó... Não há falta de inventividade ou de inspiração, apenas a vontade de colocar no centro da acção todas as ideias que motivaram Herbert nos últimos anos, mesmo que para isso tenha de soar mais pop que o habitual.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22671531-115643024231783587?l=rbs-2006.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rbs-2006.blogspot.com/feeds/115643024231783587/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22671531&amp;postID=115643024231783587' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22671531/posts/default/115643024231783587'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22671531/posts/default/115643024231783587'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rbs-2006.blogspot.com/2006/08/herbert-scale.html' title='HERBERT &quot;SCALE&quot;'/><author><name>r.b.S</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12035987248499265783</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_l4tkoYa3rwo/SHtuXHafv_I/AAAAAAAAAW0/cR0WZIcOG4o/S220/rbs..jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22671531.post-115643014237525132</id><published>2006-08-24T07:33:00.000-07:00</published><updated>2006-08-24T07:35:42.403-07:00</updated><title type='text'>GNARLS BAEKLEY "ST ELSEWHERE"</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;color:#cc0000;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Tudo surge por um motivo, honesto ou não, com possibilidades de vingar ou condenado fracasso. O sucesso emergente do MySpace tem vindo a provar a sua utilidade no que diz respeito à divulgação de determinados projectos musicais. Pode ser um género de mini-laboratório onde determinados tubos de ensaio são expostos e que aguardam pacientemente pela sua descoberta ou mera fonte de informação gerada por um grupo.&lt;/span&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3639/1276/1600/GNARLS%20BAEKLEY.jpg"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3639/1276/320/GNARLS%20BAEKLEY.jpg" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;O tempo fará certamente com que o motivo se revele e que a forma exponha o conteúdo. O objectivo da dupla &lt;strong&gt;Gnarls Barkley&lt;/strong&gt; com o tema Crazy terá sido explorar a imensa capacidade de divulgação musical na Internet, explorar a venda de música exclusivamente através do formato MP3 nos locais certos e no fim dar-se a conhecer ao mundo como primeiro e verdadeiro projecto nascido na Internet.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;St Elsewhere&lt;/strong&gt; é um produto do seu tempo, concebido por quem está atento aos tempos da tecnologia. Desperta atenções pela capacidade de captar ideias pequenas e inseguras e transforma-las em substâncias robustas, fundir géneros uns com os outros a um nível quase sub-atomico e por fim revelar alma evitando a exposição excessiva das suas personagens.&lt;br /&gt;Há quem possa dizer que se trata da pop do futuro, eu não iria tão longe. Ainda não será o facto estético do ano, apesar de em alguns casos andar bem perto. Poderá é ser uma das agradáveis surpresas de 2006 pela forma como decidiu captar o seu público…&lt;br /&gt;Para além da qualidade do seu funk entrecruzado com a pop, das partículas de um r&amp;amp;b perspicaz em comunhão com um hip-hop astuto, o mundo acabou de ver provado que um bom motivo – bem explorado – pode revelar um conjunto de músicas empreendedoras, divertidas, arrojadas e bem produzidas e ainda demonstrar a inteligência dos actores desta acção na forma única como se apresentaram ao mundo!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22671531-115643014237525132?l=rbs-2006.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rbs-2006.blogspot.com/feeds/115643014237525132/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22671531&amp;postID=115643014237525132' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22671531/posts/default/115643014237525132'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22671531/posts/default/115643014237525132'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rbs-2006.blogspot.com/2006/08/gnarls-baekley-st-elsewhere.html' title='GNARLS BAEKLEY &quot;ST ELSEWHERE&quot;'/><author><name>r.b.S</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12035987248499265783</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_l4tkoYa3rwo/SHtuXHafv_I/AAAAAAAAAW0/cR0WZIcOG4o/S220/rbs..jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22671531.post-115565587619429949</id><published>2006-08-15T08:31:00.000-07:00</published><updated>2006-08-15T08:31:16.210-07:00</updated><title type='text'>ZERO 7 "THE GARDEN"</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3639/1276/1600/z7.0.jpg"&gt;&lt;/a&gt;Ainda me recordo do dia de 2001 em que entrei na Fnac e ouvi pela primeira vez "Simple Things". Fiquei anestesiado com a simplicidade e pureza do som produzido pela dupla Henry Binns e Sam Hardaker. Apesar das comparações aos Air, aquela música irradiava - e ainda o faz - uma personalidade tão própria que as semelhanças com o duo francês passaram para segundo plano e discutir aparência e equivalência eram meras redundâncias. A música por vezes quer-se simples, bonita, feliz e despreocupada; quer-se intemporal e luminosa, capaz de despertar sentimentos e soltar a imaginação e voar eternamente como se fosse um balão. Foi exactamente isso que os Zero 7 se propuseram enquanto erguiam "Simple Things": edificar uma música verdadeira, resplandecente e perspicaz, uma música que retratasse um mundo simples, idílico e alagado no amor, evitando ao mesmo tempo leviandades emotivas.&lt;br /&gt;Dois anos depois, em 2004, editam o segundo álbum "When it Falls" e as premissas não se distanciaram muito. Os intervenientes eram basicamente os mesmos, as estruturas das canções mantinham os mesmos pressupostos, a mesma luz e intensidade. Apesar de não irem muito além do que havia sido produzido em 2001, os Zero 7 souberam manter os níveis do ecletismo e da elegância sonora por serem produtores hábeis. Essencialmente demonstrar que têm prazer na música que fazem.&lt;br /&gt;Ao escutar o novo álbum "The Garden" não será difícil concluir que ainda não foi desta que viraram definitivamente a página. A sombra de "Simple Things" continua a pairar por aqui, só que de maneira ligeiramente diferente. De forma equilibrada e racional, sobressai uma pequena obsessão pela pop-folk-rock dos anos 70. A subtilidade de uma mudança lenta. Talvez seja mesmo essa a intenção, evoluir lentamente, acrescentar algumas ideias novas aqui e ali. A relação de cordialidade pop com a electrónica mantém-se imaculada. A voz soul, quente e aveludada de Sia Furler ainda nos consegue fazer esquecer os males do quotidiano e acreditar que por momentos podemos fechar os olhos e sonhar. Ou, sem que nenhum mal venha ao mundo, entoar um canto folk sobriamente infantil - talvez na feira popular? - e fam&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3639/1276/1600/Zero_7%20photo.0.jpg"&gt;&lt;/a&gt;iliar no maravilhoso Pageant of Bizarre. Ou ainda obrigar-nos a imaginar o ideal por detrás de qualquer cena social perfeita recorrendo a melodias cósmicas que evidentemente não soam a novo, mas também não importunam - This Fine Social Scene.&lt;br /&gt;Um dos elementos que mais permite distanciar este trabalho dos outros, para além da pequena obsessão pop-rock-folk vincadamente anos 70, é a presença de José Gonzales em quatro dos doze temas de "The Garden", contribuindo ele mesmo, com o seu estilo melancólico - evidenciando tiques Gilbert O’Sullivan - para este ambiente nostalgico onde voz e guitarra imperam. Surpresa agradável surge no fim quando Crosses - um original de Gonzales - aparece reconfigurado à maneira dos Zero 7, que optam por estilo Philly disco caleidoscópio. Um dos momentos altos do disco.&lt;br /&gt;Empiricamente pode dizer-se que dificilmente estes senhores conseguiriam produzir um mau disco, apesar do seu esforço para virar costas ao som do primeiro álbum não ser grande. Assim todo o disco sofre de uma dualidade, balançando-se cuidadosamente entre o que foram e o que querem ser, entre jogar pelo seguro e sair momentaneamente para arriscar. É nesse equilíbrio seguro que se joga neste jardim. Quando o fantasma "Simple Things" começa a pairar e a criar sombra, o tema seguinte altera subtilmente a coordenada, alterando-se a trajectória do voo. A mudança não é substancial, mas lá vai-nos desviando da rota habitual.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.zero7.co.uk/"&gt;http://www.zero7.co.uk&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://homepage.mac.com/rwgraft/Zero7/Menu43.html"&gt;http://homepage.mac.com/rwgraft/Zero7/Menu43.html&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22671531-115565587619429949?l=rbs-2006.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rbs-2006.blogspot.com/feeds/115565587619429949/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22671531&amp;postID=115565587619429949' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22671531/posts/default/115565587619429949'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22671531/posts/default/115565587619429949'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rbs-2006.blogspot.com/2006/08/zero-7-garden.html' title='ZERO 7 &quot;THE GARDEN&quot;'/><author><name>r.b.S</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12035987248499265783</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_l4tkoYa3rwo/SHtuXHafv_I/AAAAAAAAAW0/cR0WZIcOG4o/S220/rbs..jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22671531.post-115565576071454126</id><published>2006-08-15T08:27:00.000-07:00</published><updated>2006-08-15T08:29:20.716-07:00</updated><title type='text'>Voom Voom "Peng Peng"</title><content type='html'>Será caminhar sem rumo definido o segredo para a felicidade? A despreocupação poderá sem dúvida aliviar a tarefa de quem simplesmente pretende seguir num determinado azimute. Levantar-se-á outra questão: será salutar percorrer um determinado trilho sem se saber se alguma vez atingiremos os verdadeiros objectivos? Frustração poderá ser a derradeira meta a não ser que subitamente a sorte bafeje e ponto certo surja inesperadamente. A exploração do acaso parece ter sido um dos principais impulsos que fez mover esta joint-venture - a que muitos terão já chamado de super-grupo &lt;strong&gt;Voom Voom&lt;/strong&gt; - , que une as fronteiras austríacas e alemãs - Peter Kruder e os Fauna Flash - num projecto que nasceu inicialmente como uma colaboração ocasional na Compost Records e que acabou por se tornar numa aventura mais ou menos séria na !K7. Aventura que nunca poderá ser encarada como formal, com fins definidos para o futuro a médio prazo ou com vontade súbita de conquistar o mundo. Assim se chega a conclusão após as primeiras escutas de Peng Peng.&lt;br /&gt;A vontade de apenas fazer electronic body music está patente na maneira despreocupada como lidam com as matérias primas nascidas em Detroit ou Chicago - e como as procuram depurar - , na forma simples como por vezes programam as bases, as melodias retro que prestam vassalagem a Moroder ou a homenagem à memória Kraftwerk, entre outros elementos que caracterizam este som que pura e simplesmente não é ambicioso, mas simultaneamente pretende ser futurista. Contraditório? Sem dúvida! Não que os intervenientes desta acção sejam trapalhões ou não possuam as capacidades intelectuais para erguer um registo mais conceptual - algo com mais substância que lhes permitisse, uma vez mais, deixar os nomes gravados na história da música electrónica -, mas os Voom Voom apenas decidiram fazer o que se ouve: um disco de música de dança. Simples, sem compromissos, sem um rumo pré-definido e sem qualquer vontade revolucionar o que quer que seja. Ponto!&lt;br /&gt;Talvez a vontade de não seguir nada rigorosamente estipulado, premissas ditadoras, fórmulas contemporâneas de sucesso imediato e deixar a sorte definir o destino seja o verdadeiro segredo para a descoberta de novas coordenadas. Para que lado será então a felicidade?&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.voom-voom.com/"&gt;www.voom-voom.com&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.k7.com/"&gt;www.k7.com&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22671531-115565576071454126?l=rbs-2006.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rbs-2006.blogspot.com/feeds/115565576071454126/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22671531&amp;postID=115565576071454126' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22671531/posts/default/115565576071454126'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22671531/posts/default/115565576071454126'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rbs-2006.blogspot.com/2006/08/voom-voom-peng-peng.html' title='Voom Voom &quot;Peng Peng&quot;'/><author><name>r.b.S</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12035987248499265783</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_l4tkoYa3rwo/SHtuXHafv_I/AAAAAAAAAW0/cR0WZIcOG4o/S220/rbs..jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22671531.post-115565564186651507</id><published>2006-08-15T08:24:00.000-07:00</published><updated>2006-08-15T08:27:21.870-07:00</updated><title type='text'>RAPIDINHAS...</title><content type='html'>Mais uma invasão &lt;strong&gt;Madlib&lt;/strong&gt;... Neste último registo, &lt;strong&gt;Beat Konducta&lt;/strong&gt;, Otis Jackson Jr. retoma o seu estilo habitual de manipulador de tudo o que lhe interessa e se cruza no seu caminho, procurando uma vez mais abordar o hip-hop com ideias novas e refrescantes. Em 35 pequenas peças, sampla, cria, recria, desfigura e configura a matéria e, numa inebriante perícia, volta a fazer com que tudo faça sentido. Os seus beats mágicos acompanham melodias imaginárias que simulam uma suposta banda sonora de qualquer filme ainda por realizar. O ambiente reparte-se entre o familiar - produções tipicamente &lt;a href="http://www.stonesthrow.com/"&gt;Stones Throw&lt;/a&gt;, homenageando simultaneamente J Dilla - e um lado mais experimentalista, minimal e hipnótico... um hip-hop por vezes psicadélico e caleidoscópico, estranho, frio e ambíguo. Madlib no seu nível habitual! &lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3639/1276/1600/coup.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com mais de dez anos de existência, este colectivo hip-hop com base em Oakland, Califórnia, parece manter-se em forma. Com a característica astúcia com que tem pautado a sua carreira, os &lt;strong&gt;The Coup&lt;/strong&gt; editam o seu sexto álbum de originais intitulado &lt;strong&gt;Pick A Bigger Gun&lt;/strong&gt;. Raymond Riley é um activista politico empenhado e as suas letras reflectem uma vez mais algumas preocupações com a situação actual da sociedade contemporânea. As críticas, e irónicas, em torno do capitalismo, prostituição, politica americana e brutalidade policial, marcam presença. O humor solta-se com naturalidade sem nunca perderem a seriedade. Vista como uma banda radical no meio, o projecto não se inibe de expressar-se da forma que mais lhe convém, tanto musicalmente, como liricamente. A música mantém a precisão habitual. O cuidado em torno da composição revela a sagacidade de quem percebe do oficio. Bom hip-hop! &lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3639/1276/1600/dd.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais um viciado no trabalho. &lt;strong&gt;Daedelus&lt;/strong&gt; não pára, tendo acabado de editar o sucessor de Exquisite Corpse: &lt;strong&gt;Denise The Day Demise&lt;/strong&gt;. Do estúdio em Los Angeles até aos escritórios da Ninja Tune, o excêntrico produtor mantém-se ambíguo na forma como pretende ser olhado e no estilo a assumir. Essa ambiguidade permite-lhe caminhar de forma transversal, optando abordagens electrónicas mais experimentais tendo sempre o hip-hop como base. Por outro lado, e sendo certo que todos os seus álbuns têm uma consistência inabalável, acaba por nunca editar o verdadeiro trabalho... Poderá ser intencional, talvez uma forma de manter-se ligado as raízes mais underground. Com o novo tombo, Daedelus procura uma ponte entre o hip-hop e o samba, encontrando no funk e em partículas jazz os fios condutores capazes de costurar toda a peça, atribuindo-lhe alguma coerência estética. Mais um disco estranho...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22671531-115565564186651507?l=rbs-2006.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rbs-2006.blogspot.com/feeds/115565564186651507/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22671531&amp;postID=115565564186651507' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22671531/posts/default/115565564186651507'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22671531/posts/default/115565564186651507'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rbs-2006.blogspot.com/2006/08/rapidinhas.html' title='RAPIDINHAS...'/><author><name>r.b.S</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12035987248499265783</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_l4tkoYa3rwo/SHtuXHafv_I/AAAAAAAAAW0/cR0WZIcOG4o/S220/rbs..jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22671531.post-115565547843850162</id><published>2006-08-15T08:23:00.000-07:00</published><updated>2006-08-15T08:24:38.450-07:00</updated><title type='text'>Thievery Corporation "Versions "</title><content type='html'>O que resta quando nada mais há a dizer? Uma pergunta pertinente aos Thievery Corporation que uma ano depois do último álbum de originais - e quarto da carreira&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3639/1276/1600/versions.1.jpg"&gt;&lt;/a&gt; - edita agora a segunda, e redundante, antologia de remisturas. Se Abductions &amp;amp; Reconstractions de 1999 era um fascinante exemplo como a remistura podia ser uma ferramenta artística de recriação, raptando e reconstruindo a matéria - e onde a marca de autor era impressa com exactidão sobre a propriedade alheia -, o novo Versions não passa de uma sequela pobre que reúne remisturas erguidas com a mesma bitola e que nada mais revela ao mundo a não ser a evidente falta de inspiração que a dupla norte americana tem revelado de 2000 para cá. Começa já a não haver grande paciência para as típicas abordagens preguiçosas samba ou bossa nova, evoluções downtempo que nunca atingem um ponto definido, cítaras perdidas em busca de oásis ou exotismos sonoros banhados em aloe vera. Aqui confirma-se a regra: as fórmulas só são eternas até ao dia em que se inventam outras. E neste momento já se inventaram umas quantas! Uma lição que ainda falta ser aprendida por Rob Garza e Eric Hilton.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22671531-115565547843850162?l=rbs-2006.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rbs-2006.blogspot.com/feeds/115565547843850162/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22671531&amp;postID=115565547843850162' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22671531/posts/default/115565547843850162'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22671531/posts/default/115565547843850162'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rbs-2006.blogspot.com/2006/08/thievery-corporation-versions.html' title='Thievery Corporation &quot;Versions &quot;'/><author><name>r.b.S</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12035987248499265783</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_l4tkoYa3rwo/SHtuXHafv_I/AAAAAAAAAW0/cR0WZIcOG4o/S220/rbs..jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22671531.post-115186301991911600</id><published>2006-07-02T10:54:00.000-07:00</published><updated>2006-07-02T10:56:59.923-07:00</updated><title type='text'>AS NOVAS APOSTAS DA NINJA TUNE</title><content type='html'>Fundada em 1991 por Matt Black e Jonathan Moore, também conhecidos por Coldcut, a &lt;strong&gt;Ninja Tune&lt;/strong&gt; não revela qualquer indicio de desgaste ou estagnação, habitual em muitas editoras independentes, que muitas das vezes nascem e morrem com determinados movimentos. Antes pelo contrário. A editora londrina continua atenta ao que se passa a sua volta e continua a recrutar os nomes certos para o seu catalogo, sendo ainda capaz de surpreender os mais atentos melómano. As mais recentes apostas indicam precisamente esse quase perpétuo estado de graças. Nomes como Loka, Fink ou Spank Rock, revelam, cada um num registo e estilo próprio, que inspiração e talento são ainda mais-valias capazes de edificação de estéticas coerentes e inovadoras.&lt;br /&gt;Aqui ficam expostas algumas ideias recolhidas após as escutas atentas de Fire Shepherds dos Loka, Biscuits for Breakfast de Fink e YoYoYoYoYo dos norte americanos Spank Rock.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Loka "Fire Shepherds"&lt;/span&gt; &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3639/1276/1600/loka.0.jpg"&gt;&lt;/a&gt;No press release da Ninja poderá haver algum exagero quando sugere-se que este projecto de Karl Webb e Mark Kyriacou é um cruzamento Milles Davis, Carl Craig e Kronos Quartet. Não que seja impossível ou mesmo improvável. Ou que ocasionalmente as influências dos três nomes não seja encontrada. Mas as confluências que verdadeiramente podemos observar serão talvez mais dos Tortoise e da Cinematic Orchestra, como de resto sugeriu a Jockey Slut. Em Fire Shepherds parece confirmar-se a cada vez mais emergente aproximação do rock ao jazz por parte de algumas bandas britânicas. Ambientes mais severos e ríspidos com paisagismos sonoros que tanto têm de lânguidos como de perversos. No acto da corrupção das linguagens, deturpa-se e desvirtua-se, mas simultaneamente ergue-se um quadro admirável onde as diversas partículas acabam por assentar e fazer algum sentido. Não que o desejado sentido seja encontrado de um momento para o outro, mas escutas atentas e insistentes acabarão por trazer a merecida compensação. Eloquentemente orgânico e espiritualmente expressivo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Fink "Biscuits for Breakfast"&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3639/1276/1600/finf.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O autor faz questão de dizer que não existe uma grande diferença que separe a arrogância da confiança quando afirma com convicção que as canções de Biscuits for Breakfast não são assim tão más. Convicção que poderá ser interpretada como humilde, mas sincera. Tal qual a sua música. Sim, porque aqui realmente não existem más canções.&lt;br /&gt;Existe uma simplicidade que traz à música uma humildade verdadeira. Uma economia de recursos, que raramente encontramos com a facúndia necessária para percepção da sua genuinidade, com sustentabilidade sentimental e lealdade ao ecletismo. É no domínio como cantor e escritor de canções que nos deparamos com o genuíno talento e no funky-folk-blues o campo de acção legitimo onde se desenvolve o intuito capaz de trazer a luz e o calor – mesmo que seja a uma discreta base electrónica. Comparações com Jose Gonzalez, G Love ou Jeb Loy Nichols serão sempre possíveis, mas o sentimento e a arte que um musico sério e empenhado coloca na sua música, nunca terá paralelo. Daí em diante teremos sempre um homem que tanto tem de honesto como generoso...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Spank Rock "YoYoYoYoYo"&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3639/1276/1600/SR.jpg"&gt; &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Tudo poderá ser apenas retórico quando se tenta perceber o que terá levado este trio norte-americano a erguer este pequeno manifesto de modernidade e inventividade. O que terão feito, qual o processo. Terá sido algo espontâneo, fruto do acaso ou algo premeditado. Será sempre difícil perceber o que motiva o artista a criar e durante quanto tempo essa motivação dará o que realmente é necessário para continuar a chamar-se arte. A promiscuidade começa antes de mais por ser uma arma, um meio de ideias soltas e díspares. Poderá dizer-se que da confusão mais cedo ou mais tarde nasce a ordem. E se tivermos a imaginação como caldeirão onde tudo turbilha de um lado para o outro, acabará sempre por ser na mente humana que tudo começará a fazer sentido... mais cedo ou mais tarde. De hip-hop se trata, sem dúvida. YoYoYoYoYo é um desses objectos nascidos de ideias díscolas, da confusão e por fim da fusão de tudo o que inicialmente podia não fazer muito nexo. Arriscar torna-se imperativo desde que haja iniciativa e coragem para concretizar o que outrora se sonhou.&lt;br /&gt;Os Spank Rock são um dos nomes essenciais do panorama hip-hop actual e um dos nomes a reter neste ano de 2006.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.ninjatune.net/"&gt;&lt;strong&gt;http://www.ninjatune.net&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22671531-115186301991911600?l=rbs-2006.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rbs-2006.blogspot.com/feeds/115186301991911600/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22671531&amp;postID=115186301991911600' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22671531/posts/default/115186301991911600'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22671531/posts/default/115186301991911600'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rbs-2006.blogspot.com/2006/07/as-novas-apostas-da-ninja-tune.html' title='AS NOVAS APOSTAS DA NINJA TUNE'/><author><name>r.b.S</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12035987248499265783</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_l4tkoYa3rwo/SHtuXHafv_I/AAAAAAAAAW0/cR0WZIcOG4o/S220/rbs..jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22671531.post-115186277079614115</id><published>2006-07-02T10:52:00.000-07:00</published><updated>2006-07-02T10:52:50.806-07:00</updated><title type='text'>DELL + FLÜGEL "SUPERSTRUCTURE"</title><content type='html'>Além de ser parte integrante do projecto Alter Ego, Roman Flügel é um produtor atento e habilidoso, um esteta preocupado com o estado das artes, irreverente quando a situação o obriga e competente quando se trata de reunir sinergias. Tanto acompanhado, como sozinho no estúdio, movimenta-se com domínio por entre as malhas do techno, do house, do electro ou até mesmo do drum &amp;amp; bass, evitando regras rígidas de produção ou formatações convenientes, sendo no entanto capaz de despertar as atenções com géneros "Gehts Noch?" e de seguida redimir-se, concebendo em frentes que raramente têm as atenções merecidas, como é o caso de Superstructure, álbum que junta Flügel ao vibrafonista Christopher Dell.&lt;br /&gt;O conceito não é novo, mas a fricção entre as linguagens do techno de Flügel e o free-jazz de Dell não são acidentes do acaso e para que um registo desta natureza funcione é necessário mais que pura habilidade técnica na manipulação das máquinas, é necessário alguma sabedoria que torne todo o exercício num momento onde a especulação se torne palavra reivindicativa de volúpia, mas também de entendimento cognitivo. Por entre momentos mais cerebrais, existem uns mais intimistas. Por entre o manto negro e o ruído desnecessariamente perturbante, existe uma pulsação indicadora de vida, quente e espontânea. E quando tudo parece caminhar para um abismo, surge o elemento humano que devolve a luz onde o sombrio reinou sem poesia... Desta forma o equilíbrio existe e permite que se oiça de uma assentada o que antes era demasiado ensimesmado e monocromático, não que a escuta seja fácil, mas o facto do intrincado ser acessível sem ser embaraçoso e a eloquência polida sem perder envernizamento, faz deste exercício um ardiloso instante onde salvas são exigidas.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.laboratoryinstinct.com/"&gt;http://www.laboratoryinstinct.com&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22671531-115186277079614115?l=rbs-2006.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rbs-2006.blogspot.com/feeds/115186277079614115/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22671531&amp;postID=115186277079614115' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22671531/posts/default/115186277079614115'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22671531/posts/default/115186277079614115'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rbs-2006.blogspot.com/2006/07/dell-flgel-superstructure.html' title='DELL + FLÜGEL &quot;SUPERSTRUCTURE&quot;'/><author><name>r.b.S</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12035987248499265783</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_l4tkoYa3rwo/SHtuXHafv_I/AAAAAAAAAW0/cR0WZIcOG4o/S220/rbs..jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22671531.post-115029622016314862</id><published>2006-06-14T07:40:00.000-07:00</published><updated>2006-06-14T07:43:40.180-07:00</updated><title type='text'>MUALLEM "FRANKIE SPIRITS"</title><content type='html'>Um confesso admirador de Carl Craig, elogiando-o como um dos deuses do techno mais sofisticado produzido neste planeta, David Muallem é um homem que prefere a vida de nómada. Nasceu em Munique e até agora passou por Tel Aviv, Londres, Nova Iorque, vivendo actualmente em Berlim. Descreve o seu som como sendo interstella disco sound onde convergem diversas influências desde Issac Hayes a Jungle Brothers, dos Rolling Stones aos Kraftwerk ou dos The Neptunes a James Murphy, e a sua música reflecte praticamente todos os seus gostos. Começou carreira como tantos outros: inicialmente em clubes como DJ e daí em diante como produtor. Conhecido como DJ Force, tendo estado envolvido em projectos como Force &amp; Paul (com Ben Mono), Muallem tem-se mantido ligado à Compost Records desde 1997, não admirando por isso que a edição do seu &lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3639/1276/1600/m.jpg"&gt;&lt;/a&gt;primeiro álbum em nome próprio seja da responsabilidade da editora alemã.&lt;br /&gt;Considerado por muitos como uma das novas - e fortes - promessas do catalogo da Compost, &lt;strong&gt;Muallem&lt;/strong&gt; opera nos mesmos pressupostos que boa parte dos companheiros de editora: cruzar as linguagens do breakbeat com a soul, o hip-hop com o techno ou funk com a pop. Daí podemos concluir que nada verdadeiramente refrescante se sente neste novo pólo "turístico" da Compost. A verdade é que &lt;strong&gt;Frankie Spirits&lt;/strong&gt; começa por prometer a boa nova para no fim concluirmos que parte da actividade se regulou por uma excessiva confiança na programação, tendo relegado para segundo plano tudo o que de interessante a amalgama de referências poderia ter oferecido à sua musica. Assim, e mérito haja no esforço de atribuir algum glamour a todas as peças, a acção torna-se excessivamente espartana quando o objectivo real era evitar a austeridade formal. A música surge em piloto automático e só ocasionalmente se solta, libertando-se do constrangimento a que as máquinas forçam um produtor contemporâneo. Nos momentos mais espontâneos encontra-se alguma vitalidade criativa quando por exemplo a pop/rock com sabores anos 80 se cruza com o breakbeat (Cheerleader) ou o falsete de Mark Frank (a lembrar Plantlife) traz a essência do funk e o calor da soul a Holla.&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;Se há poucas semanas, a propósito de Compost Black Label, lamentava-me que a editora tem revelado algumas dificuldades em encontrar nomes fortes que imponham uma nova linguagem num universo onde todos murmuram repetidamente a mesma linguagem, nem Muallem, em sucessivos exercícios em bicos de pés, consegue efectivamente destingui-se da profunda apatia que instalou-se em determinadas praças, outrora criativamente ricas e activas. Apesar das tentativas de revitalização manterem-se como desígnio empresarial da Compost Records - só assim será possível a sobrevivência -, será caso para perguntar se se trata de mais uma aposta falhada... &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a class="l" onmousedown="return clk(this.href,'res','8','')" href="http://profile.myspace.com/index.cfm?fuseaction=user.viewprofile&amp;amp;friendid=42012068"&gt;www.myspace.com/muallem&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22671531-115029622016314862?l=rbs-2006.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rbs-2006.blogspot.com/feeds/115029622016314862/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22671531&amp;postID=115029622016314862' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22671531/posts/default/115029622016314862'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22671531/posts/default/115029622016314862'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rbs-2006.blogspot.com/2006/06/muallem-frankie-spirits.html' title='MUALLEM &quot;FRANKIE SPIRITS&quot;'/><author><name>r.b.S</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12035987248499265783</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_l4tkoYa3rwo/SHtuXHafv_I/AAAAAAAAAW0/cR0WZIcOG4o/S220/rbs..jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22671531.post-115029569842156091</id><published>2006-06-14T07:33:00.000-07:00</published><updated>2006-06-14T07:34:58.433-07:00</updated><title type='text'>V/A "COMPOST BLACK LABEL Vol 1"</title><content type='html'>Em tempos de crise conceptual, para não falar criativa, a serpente acaba sempre por morder a sua própria cauda. E por mais que se esprema a verdade, nada de verdadeiramente substancial vem ao mundo quando se avoluma uma série de temas editados em vinil numa compilação que já tinha data de edição marcada mal foi concebido a ideia inicial.&lt;br /&gt;Sustentar um projecto da envergadura da Compost torna-se difícil quando os nomes emblemáticos resvalam para a banalidade, e nada de novo têm para dizer, ou uma nova geração músicos e produtores revela dificuldades em impor-se num universo onde todos falam a mesma linguagem. Depois de esgotadas determinadas soluções, torna-se necessário regressar às raízes e procurar no tubo de ensaio a solução. Não que esteja ao virar da esquina a solução que permita trazer brilho ao fusco, mas mérito haja quando se experimenta, mesmo que o resultado final nada traga de verdadeiramente novo tanto à música em geral, como às pistas - local onde a história varias vezes provou ser natural o nascimento de um futuro.&lt;br /&gt;Desenvolvido a pensar nos DJ e nas pistas de dança - e em todos que a consideram um habitat natural-, a série &lt;strong&gt;Compost Black Label&lt;/strong&gt; procura essencialmente trazer alguns aromas varigados e apreciativos, evitando constrangimentos ou promiscuidades que possam comprometer a imagem de marca da Compost (cultivada nos últimos anos), apresentando-se assim com um catálogo alternativo ao principal. Nem sempre objectivo é atingido e nem sempre a mensagem chega com a substância necessária, mas como as peças redundantes - e desnecessárias - acabaram por nunca sair dos lados B impressos no vinil, a selecção deste primeiro volume acaba por trazer alguma satisfação, bem como alívio, mesmo que momentâneo, fazendo-nos (talvez) acreditar que uma dualidade nos catálogos viabilize o futuro a médio prazo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22671531-115029569842156091?l=rbs-2006.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rbs-2006.blogspot.com/feeds/115029569842156091/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22671531&amp;postID=115029569842156091' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22671531/posts/default/115029569842156091'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22671531/posts/default/115029569842156091'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rbs-2006.blogspot.com/2006/06/va-compost-black-label-vol-1.html' title='V/A &quot;COMPOST BLACK LABEL Vol 1&quot;'/><author><name>r.b.S</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12035987248499265783</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_l4tkoYa3rwo/SHtuXHafv_I/AAAAAAAAAW0/cR0WZIcOG4o/S220/rbs..jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22671531.post-115029558839569095</id><published>2006-06-14T07:29:00.000-07:00</published><updated>2006-06-14T07:33:08.400-07:00</updated><title type='text'>GOTAN PROJECT "LUNÁTICO"</title><content type='html'>Cinco longos anos volvidos sobre o mítico 'La Revancha Del Tango', um inesperado sucesso em diversas faixas etárias, e depois da colectânea 'Inspiracion, Espiracion' e o DVD 'La Revancha Del Tango Live', o colectivo franco-suíço-argentino Philippe Cohen Solal, Christoph H. Müller e Eduardo Makaroff, lançam finalmente um novo registo de originais. &lt;strong&gt;'Lunático'&lt;/strong&gt;, nome inspirado no famoso cavalo de corridas de Carlos Gardel, nasceu, segundo os seus autores, de um processo de composição mais natural e espontâneo.&lt;br /&gt;Philippe Cohen-Solal, ligado à editora Ya Basta!, Christoph H. Müller e Eduardo Makaroff juntaram-se em 1999 com intuito de formar um projecto que pudesse cruzar as recentes sofisticações electrónicas, ao dub e ao tango. Sem grandes ambições produziram o EP 'El Capitalismo Foraneo', uma miscelânea hipnótica dançavel capaz de captar tanto o espírito da música popular argentina, rescrevendo-a sobre uma eloquente matriz downtempo e dub, bem como homenagear uma lenda musical de Buenos Aires: Astor Piazzola; uma influência para o trio, que acabou por dar consistência e substância ao projecto daí em diante.&lt;br /&gt;'La Revancha Del Tango' concretizou-se em 2001 e, para além da obvia referência a um original de Frank Zappa, foi uma reactivação das ligações Paris-Buenos Aires, como se uma vez mais se tratasse de um último tango em Paris, onde a sensualidade da dança provocasse a sexualidade ardente, o prazer físico capaz de fundir os corpos num único. O sucesso do álbum de estreia foi quase imediato.&lt;br /&gt; Passar o conceito que nasceu em estúdio para o palco não foi fácil, mas a tarefa tornou-se num desafio, e apesar dos primeiros concertos terem revelado algumas deficiências cénicas relacionadas com o conceito, o tempo acabou por dar a tarimba necessária para contornar as dificuldades iniciais. O fenómeno cresceu e até os prémios tornaram-se inevitáveis: “Prémio Revelação” do Awards For World Music 2003, da BBC e “Prémio de Música Electrónica”, do Les Victóires de la Musique, foram alguns dos mais prestigiados. Daí em diante, os &lt;strong&gt;Gotan Project&lt;/strong&gt; foram lentamente desaparecendo, surgindo ocasionalmente para uns concertos ou a edição de 'Inspiracion, Espiracion' e o DVD 'La Revancha Del Tango Live'.&lt;br /&gt; Então... 2006 marca o regresso dos Gotan aos originais. A vontade de explorar as raízes clássicas do tango e cruzá-las com uma electrónica eloquente e contemporânea continua a ser um desígnio do colectivo, que&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3639/1276/1600/gotan%20project.0.jpg"&gt;&lt;/a&gt; ainda encontra em Astor Piazzolla uma fonte de inspiração inesgotável. Gravado em absoluto segredo, inicialmente em Buenos Aires, posteriormente recompletado e retocado em Paris, '&lt;strong&gt;Lunático'&lt;/strong&gt; confirma as capacidades do trio nos aspectos da produção, erguendo um segundo tombo basicamente sob a mesma bitola, sem recorrer às formulas do primeiro - afinal existe mais vida para além de 'La Revancha del Tango' - , provando ainda talento aos que vaticinavam a falta de ideias para um segundo de originais. É certo que quando um primeiro disco excede as previsões, coloca um peso sobre a responsabilidade de quem preferia ter a liberdade para construir sem preocupações. Mas o tempo acaba por encontrar as soluções...&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3639/1276/1600/gotan%20project.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;'Lunático'&lt;/strong&gt; conta com as participação de alguns músicos argentinos como o pianista Gustavo Beytelmann e Nini Flores, contando ainda com a participação vocal de Cristina Vilallonga, entre outros, fazendo deste novo capitulo um álbum evidentemente mais cantado. &lt;strong&gt;'Lunático' &lt;/strong&gt;revela um maior investimento no formato da canção enquanto a música que a suporta recebe um novo revestimento orquestral que lhe confere uma nova dimensão, talvez mais orgânica e definitivamente mais orientada para o palco. A música mantém-se segura de si mesma, apesar de nem todas as canções atingirem o patamar desejado, mas a formalidade conceptual, a qualidade da escrita e da produção acabam por compensar alguns deslizes, evitando que esta música resvalasse para níveis não pretendidos.&lt;br /&gt;Apesar de ser um disco mais pop que o anterior, o sentimento, a carga lírica e a força onírica mantém-se inalteráveis. O tango exprime-se verboso, maleabilizando-se com naturalidade, permitindo a promiscuidade, tornando todo este investimento digno de ser ouvido, apreciado e dançado. Eis a elegância necessária capaz de jusitificar uma segunda vingança sobre o tango...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22671531-115029558839569095?l=rbs-2006.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rbs-2006.blogspot.com/feeds/115029558839569095/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22671531&amp;postID=115029558839569095' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22671531/posts/default/115029558839569095'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22671531/posts/default/115029558839569095'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rbs-2006.blogspot.com/2006/06/gotan-project-luntico.html' title='GOTAN PROJECT &quot;LUNÁTICO&quot;'/><author><name>r.b.S</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12035987248499265783</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_l4tkoYa3rwo/SHtuXHafv_I/AAAAAAAAAW0/cR0WZIcOG4o/S220/rbs..jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22671531.post-115029531691083767</id><published>2006-06-14T07:27:00.000-07:00</published><updated>2006-06-14T07:28:36.913-07:00</updated><title type='text'>V/A "THE KINGS OF JAZZ"</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Gilles Peterson&lt;/strong&gt; e os &lt;strong&gt;Jazzanova &lt;/strong&gt;não param, parecendo cada vez mais determinados a dar a conhecer o passado e o presente, seja da soul, do funk ou do jazz, enquanto ganham umas coroas para se sustentarem.&lt;br /&gt;Proporcionar dois ângulos de observação - enquanto dispõem do espaço e do tempo para expor a matéria -, não impedindo-se no exercício compilatório de revelarem algumas das suas influências, continua a pautar os objectivos de Gilles Peterson e dos Jazzanova na elaboração de mais uma antologia, desta vez sobre o jazz. O ecletismo continua a fazer do radialista inglês e do colectivo de Berlim, respeitáveis referências na divulgação tanto dos clássicos, bem como de novidades, proporcionando ao ouvinte pequenos d&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3639/1276/1600/kings.jpg"&gt;&lt;/a&gt;icionários onde diversas tipologias são expostas.&lt;br /&gt;Desta vez convidados pela &lt;a href="http://www.rapsterrecords.com/"&gt;Rapster&lt;/a&gt; a darem continuidade à série 'The Kings Of...', tanto Gilles como os Jazzanova reforçam a ideia de que o jazz não é uma música de elites, mas sim um género vivo, mutável (com o desenrolar dos anos), que reflecte a profundidade dos sentimentos dos seus autores, sendo uma forma de arte capaz de expressar estados de alma sinceros, verdades interiores ou poesia sentida e que exige naturalmente um pouco de ouvido e paciência para se poder perceber a sua acepção - resta saber se as pessoas têm vontade de aprender a ouvir música, mas isso é outra história!&lt;br /&gt;Apesar do ecletismo sempre presente, &lt;strong&gt;'The Kings Of Jazz'&lt;/strong&gt; não é dos melhores nomes para uma colectânea (sobre jazz) desta natureza. Não é que não reflicta parte do legado histórico do jazz e que os nomes incluídos no primeiro CD sejam duvidosos ou sem narrativa comprovada, mas quando duas gerações - e duas escolas distintas- co-habitam no mesmo espaço e os denominamos de reis, esperar-se-ia que todos estivessem no mesmo nível. Acontece que, e apesar da qualidade dos nomes, nem todos os intervenientes contemporâneos ligados ao nu-jazz incluidos no segundo disco têm obra comprovada e nível suficiente para terem estatuto de reis... pelo menos neste presente e num futuro próximo. Príncipes talvez...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22671531-115029531691083767?l=rbs-2006.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rbs-2006.blogspot.com/feeds/115029531691083767/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22671531&amp;postID=115029531691083767' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22671531/posts/default/115029531691083767'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22671531/posts/default/115029531691083767'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rbs-2006.blogspot.com/2006/06/va-kings-of-jazz.html' title='V/A &quot;THE KINGS OF JAZZ&quot;'/><author><name>r.b.S</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12035987248499265783</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_l4tkoYa3rwo/SHtuXHafv_I/AAAAAAAAAW0/cR0WZIcOG4o/S220/rbs..jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22671531.post-115029520363245034</id><published>2006-06-14T07:22:00.000-07:00</published><updated>2006-06-14T07:26:43.646-07:00</updated><title type='text'>BIG APPLE RAPPIN</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3639/1276/1600/big.0.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3639/1276/320/big.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Mais colectânea, menos colectânea, é inevitável tropeçarmos nelas, observar o seu conteúdo e interrogar-nos sobre o seu propósito. Não será difícil concluir que boa parte delas existem simplesmente por imperativos financeiros das editoras, não se estranhando a constante rentabilização de nomes já conhecidos do público ou optar-se por temáticas, sejam as típicas lounge, chill-out ou dance-isto ou dance-aquilo. Essas são as típicas antologias que inundam o mercado, longe de proporcionarem um conteúdo com interesse, seja histórico, divulgando raridades que só dessa forma poderiam ver a luz do dia, ou novidades relevantes, que por motivos de distribuição impossibilitam o comum mortal de ter acesso a elas. O que temos hoje é antologias com êxitos avulso.&lt;br /&gt;Esta “lei” não se aplica em todas as situações, mas são sem dúvida as mais comuns, tanto que algumas das melhores colectâneas encontram-se apenas em lojas especializadas e raramente em grandes superfícies.&lt;br /&gt;A &lt;strong&gt;Soul Jazz Records&lt;/strong&gt; é, à semelhança do que eram a Volume ou a MasterCuts à quinze anos atrás, um projecto editorial que centra boa parte da sua acção na tarefa de compilar música, não avulso, mas com objectivos claros e sérios de agrupamento de preciosidades com valor histórico relevante. Iniciou actividades preocupada com a importância da música da Jamaica na cultura pop contemporânea, tendo rapidamente alargado o leque a outros géneros para alem do reggae, não se tendo poupado a esforços no trabalho arqueológico de descoberta das diversas origens do jazz, do funk, da soul, da house-music ou do hip-hop, como é o caso do recente documento &lt;strong&gt;Big Apple Rappin&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;Evitando o óbvio, a Soul Jazz prefere o trabalho de investigação, optando por contactos próximos com os protagonistas que fizeram a história e deles retirar a informação necessária para a enquadrar, bem como recolher as fotografias - sempre pertinentes - que registaram um determinado momento para o resto da eternidade. Pormenores que acabam por fazer as delícias de quem na música encontra o estímulo que faça o dia parecer perfeito. A mais recente edição da Soul Jazz invoca mais um momento embrionário de um género que, mais de trinta anos depois, atingiu a confortável maturidade, existindo na vida hodierna, acreditando ainda no seu legado e sempre ansioso por seguir o seu rumo em direcção ao futuro. E se o hip-hop nasceu marginal, parido na rua por quem tinha necessidade de expressar-se, hoje, três décadas depois, mantêm as premissas originais lançadas em finais de 70.&lt;br /&gt;É inevitável que a história nos lembre que nem tudo foi bom e que, depois da ascensão e implementação do hip-hop na cultura urbana, há quem tenha encontrado na violência absurda das palavras, uma possibilidade de segunda vida e nos tenha feito duvidar da exequibilidade de uma terceira via que felizmente acabou por surgir em “3 Feet High and Rising”. Mas isso é outra história que mais dia, menos dia deverá ser novamente contada…&lt;br /&gt;Em &lt;strong&gt;Big Apple Rappin&lt;/strong&gt;, a Soul Jazz prefere as origens, a verdade para além do reconhecimento histórico e obvio da importância de uns Grandmaster Flash and The Furious Five ou de uns Sugarhill Gang. Os autores desta selecta preferem os nomes que a pulso ganharam o prestígio na rua, que cometeram os primeiros erros e deles extraíram técnica e sabedoria, preferem procurar os primeiros pioneiros que através da força da palavra souberam fazer valer as suas qualidades como poetas de rua, preferem procurar na, ainda básica, manipulação sonora do ritmo e da melodia um acompanhamento seguro, capaz de suportar o peso do verbo. No fundo a editora atingiu uma vez mais o objectivo a que se propôs: encontrar um certo passado e atribuir-lhe o valor intrínseco, merecido, enquadrando tudo com os habituais pormenores – neste caso, para além das entrevistas e fotografias com alguns protagonistas da época, uma série de flyers a anunciarem as famosas festas (alguns desses panfletos podem ser vistos mais abaixo).&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;Compilações assim têm de ser obviamente elogiadas, tanto pelo conteúdo propriamente dito, tanto pelo profissionalismo de quem, com um excelente trabalho de investigação, nos proporciona um documento que agora retrata um determinado período que mudou inevitavelmente o rumo da música popular deste planeta.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3639/1276/1600/01.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3639/1276/1600/04.0.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3639/1276/1600/06.0.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.souljazzrecords.co.uk/"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;www.souljazzrecords.co.uk&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22671531-115029520363245034?l=rbs-2006.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rbs-2006.blogspot.com/feeds/115029520363245034/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22671531&amp;postID=115029520363245034' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22671531/posts/default/115029520363245034'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22671531/posts/default/115029520363245034'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rbs-2006.blogspot.com/2006/06/big-apple-rappin.html' title='BIG APPLE RAPPIN'/><author><name>r.b.S</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12035987248499265783</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_l4tkoYa3rwo/SHtuXHafv_I/AAAAAAAAAW0/cR0WZIcOG4o/S220/rbs..jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22671531.post-115029487695961695</id><published>2006-06-14T07:19:00.000-07:00</published><updated>2006-06-14T07:21:16.963-07:00</updated><title type='text'>RAPIDINHAS...</title><content type='html'>De &lt;strong&gt;MF Doom&lt;/strong&gt; já todos ouvimos falar um pouco, quanto mais não seja como um dos sócios da curta aventura Madvillan que juntou Doom a Madlib num registo que rapidamente se tornou num referência do hip-hop underground norte-americano. O homem, que habituamos a ver com uma máscara de aço a tapar a verdadeira identidade de Zev Love, começou em finais de 80 as actividades de beat diggin, pelo qual ainda hoje é conhecido. Depois do projecto KMD, que terminou abruptamente com a morte do seu irmão (parte integrante no grupo), Doom decidiu fazer um interregno, regressado cinco anos depois ao activo com uma nova determinação e talvez com uma nova forma de olhar o hip-hop. Encontrou em algumas alianças, como os De La Soul, Prince Paul, Madlib ou Prefuse 73, uma filosofia em comum, inspiradora e aventureira capaz de o lançar numa busca interior…&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Special Herbs&lt;/strong&gt; reflecte uma filosofia própria na exploração do ritmo e na manipulação sonora do jazz, da soul ou do funk, que é indicadora das diversas influências que co-habitam em Zev Love. Remetendo para segundo plano a sua inquestionável habilidade técnica, Doom procura, usando o seu apurado sentido estético, dar consistência aos seus pensamentos, produzindo um entendimento impulsivo e eloquente em forma de pequenos trechos instrumentais (quase metafísicos), concluindo-se categoricamente que o homem é um dos responsáveis pela implementação de uma escola hip-hop underground abstracta, que vive de ideias soltas. &lt;strong&gt;Special Herbs&lt;/strong&gt; é uma longa crónica que reúne uma década de trabalhos perdidos entre EP’s e 12”; uma ervanária com especiarias de sabores únicos, criteriosamente seleccionados, agora prontos a serem consumidos e que inclui raridades como os instrumentais dos KMD.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3639/1276/1600/swayzak.jpg"&gt;&lt;/a&gt;James Taylor e David Brown iniciaram actividades em conjunto em 1993 como DJs e rapidamente partiram em busca de novos portos, encontrando na produção o impulso, o estímulo que permitisse dar sentido à sua arte. Depois de quarto álbuns e uma série de remisturas, chegou a hora da inevitável retrospectiva. Como não têm temas que lógica de mercado obrigue a chamar de êxitos, fugindo assim ao detestável best of, os &lt;strong&gt;Swayzak&lt;/strong&gt; optam por compilar algumas remisturas e juntar uma série raridades (lados b) num desequilibrado duplo CD intitulado &lt;strong&gt;Route De La Slack: Remixes &amp; Rarities&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;Por um lado, a reconfiguração de matéria alheia permite uma primeira parte satisfatória, onde a imaginação anda a par com a magnífica capacidade técnica da dupla em concretizar as suas ideias, sem nunca revelarem desprezo pelas premissas originais. Por outro, compilar os lados b talvez não tenha sido uma ideia tão satisfatória; assim, no segundo CD, os Swayzak revelam alguns desequilíbrios, manifestando dúvidas conceptuais (quando sempre tivemos por garantido certezas), boas ideias mal concretizadas e uma confiança exagerada na programação (por vezes o piloto automático domina a liberdade), entre outros elementos que apenas revelam momentos menos inspirados.&lt;br /&gt;Era preferível um único registo em vez de dois, evitando-se assim dar a conhecer duas faces, uma boa, outra má. Há experiências que são preferíveis nunca vir a conhecer…&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22671531-115029487695961695?l=rbs-2006.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rbs-2006.blogspot.com/feeds/115029487695961695/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22671531&amp;postID=115029487695961695' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22671531/posts/default/115029487695961695'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22671531/posts/default/115029487695961695'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rbs-2006.blogspot.com/2006/06/rapidinhas.html' title='RAPIDINHAS...'/><author><name>r.b.S</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12035987248499265783</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_l4tkoYa3rwo/SHtuXHafv_I/AAAAAAAAAW0/cR0WZIcOG4o/S220/rbs..jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22671531.post-115029474203747490</id><published>2006-06-14T07:18:00.000-07:00</published><updated>2006-06-14T07:19:02.050-07:00</updated><title type='text'>NIGHTMARES ON WAX "IN A SPACE OUTTA SOUND"</title><content type='html'>Com 16 anos de empenho, uns mais inspirados que outros, o projecto de George Evelyn Nighmares On Wax mantém-se activo, demonstrando que há ideais que não esmoreceram. George é ainda um activista e um dos adeptos mais entusiastas do sampler, acreditando no infinito e ideal corte e colagem como técnica capaz de substituir instrumentos analógicos. Desde os tempos de EASE (experimental sample expert) que &lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3639/1276/1600/NOW.0.jpg"&gt;&lt;/a&gt;George olha para a máquina como outro instrumento qualquer, um meio para atingir um fim. A concretização de ideias é uma meta desejável e o facto de uns conseguirem mais que outros, não torna o equipamento o primeiro responsável pelos desaires criativos. Talvez a dependência gerada em torno da programação tenha levado a um beco sem saída muitos pensadores; um mero vazio ou ainda uma cómoda exploração das técnicas de manipulação, tenham conduzido a uma saturação de fórmulas. Uma vez mais o mercado drena, gerando o vazio...&lt;br /&gt;Desde cedo Nighmares On Wax tem sido uma referência, bem como um barómetro que avalia o estado das artes geradas por um sampler, daí 'In a Space Outta Sound' por um lado reflectir a ineficácia quando se propõe atingir novos portos, por outro lado revelar que mesmo sem atingir o patamar desejado, a poesia e a alma do poeta são ainda elementos fundamentais para atribuir um sentido lúdico coerente à musica popular produzida neste milénio, justificando-se ainda a existência de modos de vida que acreditam na utopia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22671531-115029474203747490?l=rbs-2006.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rbs-2006.blogspot.com/feeds/115029474203747490/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22671531&amp;postID=115029474203747490' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22671531/posts/default/115029474203747490'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22671531/posts/default/115029474203747490'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rbs-2006.blogspot.com/2006/06/nightmares-on-wax-in-space-outta-sound.html' title='NIGHTMARES ON WAX &quot;IN A SPACE OUTTA SOUND&quot;'/><author><name>r.b.S</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12035987248499265783</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_l4tkoYa3rwo/SHtuXHafv_I/AAAAAAAAAW0/cR0WZIcOG4o/S220/rbs..jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22671531.post-114702686899774290</id><published>2006-05-07T11:33:00.000-07:00</published><updated>2006-05-07T11:34:29.000-07:00</updated><title type='text'>STEVE The Scotsman HARVEY "THE EVERYDAY PEOPLE PROJECT - Vol 1"</title><content type='html'>Nasceu na Escócia, aprendeu a tocar piano aos seis anos, mas acabou por encontrar na bateria a sua vocação e paixão. Tocou com o seu pai no circuito nocturno de Aberdeen e para além de diversas referências como Count Basie, Glenn Miller ou Ray Charles, que &lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3639/1276/1600/The%20Everyday%20People%20Project.jpg"&gt;&lt;/a&gt;descobriu na colecção discos de seu pai, encontrou durante a adolescência em Jimmy Hendrix, nos The Eagle ou Led Zeppelin os seus ídolos.&lt;br /&gt;Depois de imigrar para os Estados Unidos sentiu na música da Motown e em Stevie Wonder a essência e a luz interior capaz de o guiar pelos caminhos da Soul, do Funk ou do Jazz, avistando e reconhecendo o rumo musical pretendido e nele fazer carreira. Desde o fim dos anos 70 formou bandas sempre que sentiu o chamamento, tanto do seu talento, como da sua necessidade em desbravar o espírito e o carácter distintivo da música negra norte americana. Produtor, escritor de canções e músico, Steve tem-se desdobrado ao longo dos anos entre os seus projectos, como não se tem poupado a esforços ao colaborar para gente como os The Commodores, Donnie, Brigette, os Kindred The Family Soul ou os míticos The Temptation.&lt;br /&gt;Em “The Everyday People Project” invertem-se ligeiramente os papéis: Steve deixa de ser o convidado/ colaborador, debruçando-se em pleno sobre as suas ideias, desenvolvendo-as segundo a sua visão daquilo que deve ser a música Soul ou R&amp;amp;B, e o resultado é extraordinário. Rodeando-se de músicos e cantores de primeiro nível, todos eles praticamente desconhecidos, desenvolve ao longo de cinquenta minutos um manifesto exercício criativa, demonstra que no seu alento co-habita a verdadeira alma da Motown, bem como o desígnio de expandir a sua música para além das memórias douradas, redefinindo o paradigma da Soul clássica. Daí este álbum ser uma ponte entre o passado e o futuro, não se estranhando o ímpeto e o espírito que corre nas veias de quem nele participa, nem a vontade em demonstrar uma alma que sente o amor como qualquer pessoa vulgar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22671531-114702686899774290?l=rbs-2006.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rbs-2006.blogspot.com/feeds/114702686899774290/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22671531&amp;postID=114702686899774290' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22671531/posts/default/114702686899774290'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22671531/posts/default/114702686899774290'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rbs-2006.blogspot.com/2006/05/steve-scotsman-harvey-everyday-people.html' title='STEVE The Scotsman HARVEY &quot;THE EVERYDAY PEOPLE PROJECT - Vol 1&quot;'/><author><name>r.b.S</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12035987248499265783</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_l4tkoYa3rwo/SHtuXHafv_I/AAAAAAAAAW0/cR0WZIcOG4o/S220/rbs..jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22671531.post-114702674622575070</id><published>2006-05-07T11:30:00.000-07:00</published><updated>2006-05-07T11:32:26.226-07:00</updated><title type='text'>TWINSET "LIFESTYLE"</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3639/1276/1600/FRONT.jpg"&gt;&lt;/a&gt;Anteriormente conhecidos por Spider Man, apresentam-se de fato e gravata com um talhe anos 60, estudaram dois anos no Conservatório Politécnico de Música de Wellington até terem desistido em 1996 e contam já com cinco álbuns na bagagem, sendo “Lifestyle” o mais recente registo. O projecto neo-zelandês parte de três simples premissas: os músicos, Christopher Yeabsley, Daniel Yeabsley e Paul Hokin, os instrumentos, órgão, saxofone e bateria, e por fim o estilo de vida em comum.&lt;br /&gt;É precisamente de um estilo de vida de que se trata, tanto na metodologia da elaboração sonora, na recolha e inspiração de referências e na maneira como se apresentam. Distinguem-se essencialmente na maneira como olham a música, as tipologias, sincronizando um ideal jazz que, apesar de clássico, consegue trazer até si a pureza do swing, o calor da bossa e a atitude irreverente do funk num poderoso, apesar de calmo e elegante, manifesto de jazz moderno pensado para o século 21. E é talvez isso torna este álbum tão merecedor da nossa atenção. Não que traga uma mensagem nova ou seja um facto com envergadura de cortar a respiração, mas é precisamente na possibilidade de se poder respirar simplicidade enquanto se ouve a dinâmica e o exercício conceptual de três músicos na forma de encarar o presente, ignorando estereótipos, a proporcionarem ao ouvinte, o prazer de encontrar uma mais-valia estética...&lt;br /&gt;A falta de compromisso ao importar para o centro da acção toda a vontade de criar música, ter o talento e ensejo para pegar em instrumentos com prazer, dando vida e sentido ás notas, ao contrário de outros que no presente pegam nos instrumentos só porque existem – debitando infelizmente as notas que convém – que torna-se urgente descobrir novos talentos que possam trazer o essencial a essência, como é aqui o caso! Resumindo: em todo o esplendor, a excelência do bom gosto!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22671531-114702674622575070?l=rbs-2006.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rbs-2006.blogspot.com/feeds/114702674622575070/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22671531&amp;postID=114702674622575070' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22671531/posts/default/114702674622575070'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22671531/posts/default/114702674622575070'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rbs-2006.blogspot.com/2006/05/twinset-lifestyle.html' title='TWINSET &quot;LIFESTYLE&quot;'/><author><name>r.b.S</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12035987248499265783</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_l4tkoYa3rwo/SHtuXHafv_I/AAAAAAAAAW0/cR0WZIcOG4o/S220/rbs..jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22671531.post-114702662073688899</id><published>2006-05-07T11:27:00.000-07:00</published><updated>2006-05-07T11:30:20.736-07:00</updated><title type='text'>RAPIDINHAS...</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;TOSCA "SOUVENIRS"&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3639/1276/1600/t.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Mais uma colectânea de remisturas. Começa a não haver grande paciência para determinados exercícios de revisão, ora porque começam a ser banais – porque o mercado assim o exige – , ora porque a quantidade deixou de ter qualidade. Nem uma mão cheia de nomes sonantes consegue transformar hoje em dia a pobreza intelectual em riqueza substancial. Dos Tosca é habitual, após a cada registo de originais – neste caso "J.A.C." –, um álbum de remistura, mas se é certo que as primeiras manobras de desconcertação e construção em torno de “Opera” e “Suzuki” tinham matéria-prima suficiente que justificasse os exercícios, o mais recente registo de originais apenas vem confirmar a suspeita levantada em "Dehli 9"; rapidamente conclui-se que a vitalidade criativa dos austríacos dissipou-se, não havendo subsequentemente muito para esmiuçar no exercício da remistura, tornando assim desnecessário este disco. Tudo o que se ouve em “Souvenirs” é inócuo e insosso. Por melhor que seja a galeria de notáveis a recontextualizar a matéria, há trabalhos que são ingratos. Que perda de tempo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;V/A "DJ KICKS - Exclusives"&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Não haverá grande história para contar! Para comemorar a 200ª edição, a conceituada etiqueta !K7, sedeada em Berlim, decidiu reunir uma série de temas elaborados exclusivamente para cada uma das séries DJ-Kicks. Os nomes incluídos nesta antologia comemorativa são bons e de&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3639/1276/1600/kicks.jpg"&gt;&lt;/a&gt; peso e não passam despercebidos, apesar de alguns dos intervenientes não passarem de mitos sucumbidos (Kruder &amp; Dorfmeister), lendas vivas (Thivery Corporation, Truby Trio) ou novidades passageiras (Dj Cam, Viktor Duplaix). Com a excepção de Tiga ou Annie, a novidade não passa por aqui, aliás todo o alinhamento recorda-nos o prazer que foi descoberta de novos limites durante a segunda metade dos anos 90, encontrando-se aqui apenas dois motivos que justificam a edição de DJ Kicks-Exclusives: a oportunidade de juntar nomes e temas exclusivos num único set, promovendo-se assim a nostalgia num único take, e a comemoração das 200 edições. Dai em diante nada mais que o passado, nada mais que recuperar musicas que viveram o seu tempo. Os apreciadores e coleccionadores das colectâneas DJ Kicks não terão nada de novo para encontrar aqui, senão um volume inútil na sua colecção. Para quem nunca prestou atenção à série e pouco tem ligado à nova música urbana, tem aqui a oportunidade de descobrir algumas das referências que marcaram os últimos dez anos da música electrónica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;ISOLÉE "WESTERN STORE"&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3639/1276/1600/isolee%20west.0.jpg"&gt;&lt;/a&gt;Depois do relativo sucesso de “We Are Monster” no ano anterior, a Playhouse decidiu no início deste ano de 2006 reeditar os primeiros trabalhos de Isolée, o alemão nascido e criado Rajko Müller. Voltam a ver a luz do dia o álbum de estreia “Rest”, bem como os primeiros registos todos eles gravados entre 1996 e 2000, agora reunidos em “Western Store”. Ambos reflectem a ambição do alemão em levar as linguagens do techno ou do house para um terreno onde haja espaço para experimentar e simultaneamente repensar os paradigmas que têm norteado a produção de música electrónica de à dez anos para cá. Desde cedo que nos apercebemos dessa vontade; desde os primeiros registos que nos deparamo com abordagens minimais ao tecnho e à house, como se já na altura Rajko tivesse consciência da necessidade de despir a música, adornando-a apenas com o essencial. A música ainda hoje não está datada, como como ainda hoje continua a não ser muito fácil ouvi-la, exigindo-se sempre alguma disponibilidade na abordagem desta música conceptual. Visto por muitos como uns dos visionários do techno actual, Isolée alojou-se num mundo digital por si criado e de lá não deverá sair tão cedo…! A juntar a colecção!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22671531-114702662073688899?l=rbs-2006.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rbs-2006.blogspot.com/feeds/114702662073688899/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22671531&amp;postID=114702662073688899' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22671531/posts/default/114702662073688899'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22671531/posts/default/114702662073688899'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rbs-2006.blogspot.com/2006/05/rapidinhas.html' title='RAPIDINHAS...'/><author><name>r.b.S</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12035987248499265783</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_l4tkoYa3rwo/SHtuXHafv_I/AAAAAAAAAW0/cR0WZIcOG4o/S220/rbs..jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22671531.post-114702643058450519</id><published>2006-05-07T11:25:00.000-07:00</published><updated>2006-05-07T11:27:10.586-07:00</updated><title type='text'>ALIF TREE "FRENCH CUISINE"</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3639/1276/1600/at.0.jpg"&gt;&lt;/a&gt;Pouco se sabe deste jovem francês, mas no seu curriculum contam-se participações com Bugge Wesseltoft, Akosh, Helen Merril ou Rona Hartner, a escrita de bandas sonoras para cinema e televisão e que esteve em Portugal no festival Cosmopolis aquando da edição do segundo álbum de originais “Spaced” em 2002. “French Cuisine”, editado via Compost Records, é o terceiro trabalho de Alif Tree que, como qualquer chef francês, faz da mistura de sabores a prerrogativa para a preparação de uma refeição requintada.&lt;br /&gt;O novo álbum explora o elo perdido entre o nu-jazz e o acid-jazz, e o resultado é no mínimo interessante. A música é de uma eloquência evidente, bem como algumas das suas influências, não se tentando sequer disfarçar alguns princípios da escola clássica do jazz ou do blues, muito menos dissimular as vozes sampladas de divas da soul como Shirley Horn, Anna Karina ou Nina Simone, que vão timbrando a composição, havendo ainda espaço no fim para uma vénia á música de Steve Reich.&lt;br /&gt;O bom trabalho de pesquisa, recolha e produção é o suficiente para reconhecer a seriedade e a qualidade da obra, tornando desnecessário o comentário sobre a vaga vontade do francês em procurar soluções para as divagações e redundâncias em que caiu o nu-jazz em compasso downtempo. "French Cuisine” é um preparado que resulta, não tanto pelos ingredientes, mas principalmente porque nasce num tempo em que os principais intervenientes em torno das novas linguagens do jazz, procuram na dinâmica de palco, ou na capacidade de diálogo dos músicos em estúdio -e não tanto na manipulação do sampler – motivo para adquirirem conhecimento técnico e simultaneamente a motivação para seguirem em frente. Alif Tree prova ainda ser possível acreditar na programação sem cair obrigatoriamente em fórmulas, não procurando explorar as existentes, mas sim criar as suas.&lt;br /&gt;Por ser um trabalho pessoal e sem grandes preocupações de futuro, mas longe de ser inconsequente, o ouvinte mergulha numa calda confeccionada com a sabedoria de quem quer viver e sentir o presente, procurando retiro espiritual na eloquência das notas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22671531-114702643058450519?l=rbs-2006.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rbs-2006.blogspot.com/feeds/114702643058450519/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22671531&amp;postID=114702643058450519' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22671531/posts/default/114702643058450519'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22671531/posts/default/114702643058450519'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rbs-2006.blogspot.com/2006/05/alif-tree-french-cuisine.html' title='ALIF TREE &quot;FRENCH CUISINE&quot;'/><author><name>r.b.S</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12035987248499265783</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_l4tkoYa3rwo/SHtuXHafv_I/AAAAAAAAAW0/cR0WZIcOG4o/S220/rbs..jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22671531.post-114702634509006183</id><published>2006-05-07T11:23:00.000-07:00</published><updated>2006-05-07T11:25:45.093-07:00</updated><title type='text'>ANOS DOURADOS</title><content type='html'>Em tempos de crise conceptual, surgem mais duas antologias a recordar os anos de ouro. Recorrer aos baús e recuperar pérolas perdidas no tempo, parece ser prática de muitas editoras nos dias que correm, atingindo umas mais que outras, os reais objectivos: recuperar, limpar e enquadrar no presente obras-primas que se julgavam perdidas, homenageando não só os autores, bem como a raridade das peças.&lt;br /&gt;Evitar a mera aglomeração de nomes sonantes e encontrar perspectiva histórica a condizer, continua a ser o verdadeiro desígnio da &lt;strong&gt;Soul Jazz Records&lt;/strong&gt;, &lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3639/1276/1600/JAMAICA.jpg"&gt;&lt;/a&gt;com uma actividade essencialmente de recuperação, tanto da matéria, como da essência dos tempos em que o exercício da escrita criativa corria nas veias de quem possuía o talento para dar sentido narrativo. Os trabalhos arqueológicos, seguros de conhecimento, em torno da música da Jamaica, e em especial dos tempos em que a Studio One era a junção onde se cruzavam e materializavam-se todas as ideias, tornam pertinentes todas as exposições em forma de antologia, não sendo &lt;strong&gt;“Sound Dimension: Jamaica Soul Shake”&lt;/strong&gt; diferente de qualquer outro registo editado no passado, como as séries “Studio One Soul”, “Studio One Funk” ou “Studio One Roots”.&lt;br /&gt;“Sound Dimension: Jamaica Soul Shake” reúne parte do material instrumental original produzido pelos The Sound Dimension. O colectivo, constituído por alguns dos mais respeitados músicos da Jamaica como Jackie Mittoo, Leroy Sibbles, Vin Gordon ou Cedric Brooks, dedicou boa parte da sua actividade à produção de matéria sonora para outros artistas comos The Heptones, Ken Boothe, Alton Ellis ou John Holt, tendo sido também responsáveis, em finais de 60, pela implementação do raggae como género r&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3639/1276/1600/wheedles.jpg"&gt;&lt;/a&gt;einante, juntando ao ska, influências do funk, da soul ou do r&amp;amp;b norte americano.&lt;br /&gt;Outra antologia obrigatória na colecção de discos de qualquer melómano, não só obcecado com futuro mas também preocupado em descobrir e perceber o passado, é a magnifica &lt;strong&gt;“Wheedle’s Groove”&lt;/strong&gt;, editada pela editora &lt;strong&gt;Light in the Attic&lt;/strong&gt;, uma colecção de raridades produzidas em Seattle entre 1965 e 1975 que reúne uma série de músicos e produtores que na época, longe de se deixarem render pela força monopolizadora da Motown, foram produzindo a belíssima música que agora descobrimos. O requinte e a elegância não andam longe do que a mítica editora de Detroit tinha para oferecer na altura, muito menos os intervenientes deverão ser excluídos da história da música popular negra e cair no esquecimento.Para nós é sem dúvida bom descobrir que existiu mais alma e vida para além das paredes da Motown.&lt;br /&gt;Ambas as colectâneas: preciosidades!&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.souljazzrecords.co.uk/"&gt;http://www.souljazzrecords.co.uk&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.lightintheattic.net/"&gt;http://www.lightintheattic.net&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22671531-114702634509006183?l=rbs-2006.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rbs-2006.blogspot.com/feeds/114702634509006183/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22671531&amp;postID=114702634509006183' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22671531/posts/default/114702634509006183'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22671531/posts/default/114702634509006183'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rbs-2006.blogspot.com/2006/05/anos-dourados.html' title='ANOS DOURADOS'/><author><name>r.b.S</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12035987248499265783</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_l4tkoYa3rwo/SHtuXHafv_I/AAAAAAAAAW0/cR0WZIcOG4o/S220/rbs..jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22671531.post-114702620311263300</id><published>2006-05-07T11:20:00.000-07:00</published><updated>2006-05-07T11:23:23.136-07:00</updated><title type='text'>O FUNK E OS LEFTIES SOUL CONNECTION</title><content type='html'>Funk, uma vez mais o funk! Como género que perdeu protagonismo durante os anos 80 e poucos sinais de vitalidade criativa deu nos anos 90, o meado desta presente década parece ter trazido para ordem do dia uma linguagem que parecia condenada a contentar-se com os clássicos de 60 e 70.&lt;br /&gt;Reconhecido pelo seu ritmo sincopado, linhas de baixo densas e vivas, por revigorantes e salteados riffs guitarra, por uma secção de metais rica e naturalmente pelas inspirações provenientes do jazz, o funk, designação com conotações sexuais, é uma expressão musical norte americana com raízes nas canções de trabalho, nos louvores espirituais do gospel ou a intensidade introspectiva do blues, que ao longo de décadas soube absorver outras matrizes enraizadas na cultura negra. À semelhança de outros géneros, revelou capacidade de fundir-se com outras referências e evoluir para um estádio próprio, com personalidade, capaz de inspirar gerações.&lt;br /&gt; Em finais de 60 e princípios de 70, James Brown, The Meters ou os Sly &amp; The Family Stone fizeram incidir sobre o funk a luz do reconhecimento, obrigando a estremecer os preconceitos gerados tanto em torno da expressão funk (ou funky como também chegou a ser designado), da dança, bem como da música, trazendo inovações no campo da ênfase rítmica, da entoação soul. O género cresceu… e como em qualquer arte, surgiram progressões genéticas naturais: seguiu-se o p-funk de George Clinton ou o electro-funk de Herbie Hancock, entre outras derivações; não pretendendo ficar preso a paradigmas, o funk procurou a evolução que não só estimulasse o presente, mas também garantisse subsistência para o futuro, no fundo uma herança para gerações futuras explorarem. É um pouco isso que tem-se passado nestes últimos anos em que uma nova geração de músicos &lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3639/1276/1600/hutspot.jpg"&gt;&lt;/a&gt;tem vindo a explorar a velha escola e dai extraírem matéria para recontextualizar os paradigmas no presente, como é o caso da Quantic Soul Orchestra, Sharon Jones &amp; The Dap Kings, a Breakestra, The Bamboos (com a edição de álbum de originais muito em breve) ou dos holandeses Lefties Soul Connection. Um pouco à semelhança dos norte-americanos Breakestra, os Lefties exploram a velha mina dos clássicos para dai retirarem o nervo que possa espevitar o gosto e interesse pela rebeldia rítmica e densidade melódica que caracteriza o funk; naturalmente existem semelhanças relevantes entre "Hit the Floor" e "Hutspot", bem como diferenças interessantes.&lt;br /&gt;Poderá ser redutor a comparação entre ambos os projectos, mas essencial para poder-se perceber o caldeirão em que fervilha o funk dos nossos dias e, curiosamente, entender o que motiva uma geração, que no presente, tenta vigorosamente reescrever o passado numa “partitura” onde o sampler deixou de ser a motivação de trabalho, onde o estúdio deixou de ser o palco. Só assim se explicam projectos que procuram na interacção entre músicos, uma maneira de contornar as limitações que a programação parece provocar.&lt;br /&gt;Analisemos duas diferenças vincadas: enquanto o álbum de estreia dos Breakestra foi erguido a pulso, com a elaboração de originais e muito trabalho de estúdio, "Hutspot" é apenas um compêndio de uma série vinis de 7” editados ao longo dos últimos quatro anos (aguarda-se a edição de um álbum de originais até ao fim do ano); em contrapartida as músicas do álbum do colectivo holandês são todas instrumentais e quase que todas elas gravadas em sessão única, revelando uma dinâmica live em estúdio que o colectivo norte-americano perdeu quando abandonou os palcos. Talvez aí residam as principais diferenças entre ambos os álbuns, a vontade de uns em construir sem preocupações de perfeccionismo, soltando as notas, deixando-as respirar e balançar ao sabor do ritmo (caso dos Lefties), em contraste com o&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3639/1276/1600/Lefties.jpg"&gt;&lt;/a&gt; constrangimento que foi construir um álbum de estúdio por parte de outros (os Breakestra).&lt;br /&gt; Algumas semelhanças: O recurso aos mesmos instrumentos, apesar dos Lefties Soul Connection usarem abundantemente o órgão Hammond, a exploração da matriz cultural afro-americana, a busca da componente espiritual que possa trazer sentido a escrita, essencialmente rogam-se os paradigmas e provocam-se os clássicos sem nunca deixarem de ser óbvios na evocação dos mitos.&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;"Hutspot" poderá não ser na essência um trabalho conceptual, com principio meio e fim, poderá perder um pouco por ser uma antologia, e paradoxalmente ser uma obra maior sem ser a obra-prima do funk actual, fundamentalmente deixa a porta aberta para quem queira continuar a explorar as dinâmicas que o género exige, acabando, acidentalmente, por ser mais uma lição de criatividade artística, num tempo em que as amarras da pop dominam a força da liberdade conceptual e artistica. Vital!&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;SITES RELEVANTES:&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.leftiessoulconnection.com/"&gt;http://www.leftiessoulconnection.com&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.funk45.com/"&gt;http://www.funk45.com&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.wegofunk.com/"&gt;http://www.wegofunk.com&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.newfunktimes.com/"&gt;http://www.newfunktimes.com&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.funkishere.com/"&gt;http://www.funkishere.com&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.ubiquityrecords.com/"&gt;http://www.ubiquityrecords.com&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.tru-thoughts.co.uk/"&gt;http://www.tru-thoughts.co.uk&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.deepfunk.org/"&gt;http://www.deepfunk.org&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.jellyjazz.com/"&gt;http://www.jellyjazz.com&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22671531-114702620311263300?l=rbs-2006.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rbs-2006.blogspot.com/feeds/114702620311263300/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22671531&amp;postID=114702620311263300' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22671531/posts/default/114702620311263300'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22671531/posts/default/114702620311263300'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rbs-2006.blogspot.com/2006/05/o-funk-e-os-lefties-soul-connection.html' title='O FUNK E OS LEFTIES SOUL CONNECTION'/><author><name>r.b.S</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12035987248499265783</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_l4tkoYa3rwo/SHtuXHafv_I/AAAAAAAAAW0/cR0WZIcOG4o/S220/rbs..jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22671531.post-114503244150030091</id><published>2006-04-14T09:32:00.000-07:00</published><updated>2006-04-14T09:34:01.503-07:00</updated><title type='text'>"JAZZ CLASSICS 1 &amp; 2 - Uma Compilação de José Duarte"</title><content type='html'>Depois da edição de uma série de compilações ao longo das últimas semana no Diário de Noticias - alusivas ao aniversário do programa "Cinco Minutos de Jazz" - José Duarte, um dos mais importantes divulgadores de Jazz em Portugal, vê finalmente os dois "Jazz Classics" reeditados num único pacote especial, juntando-se definitivamente o que à muito deveria estar junto. Ao todo são quatro CD's com nomes fundamentais do Jazz como Count Basie, Billie Holiday, Art Tatum, Milles Davis, Herbie Hancock, Duke Ellington, Art Blakey, Django Reinhardt, Steve Coleman, entre outras lendas. Indispensáveis são também as palavras, os comentários, as ideias ou os sentimentos que José Duarte deixa para cada um dos temas que ele tão eloquentemente compilou.&lt;br /&gt;Aqui ficam as palavras de José Duarte, incluídas num género de prefácio de um livro de 36 páginas contido no pacote:&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;"A primeira edição de Jazz Classics - Vol. 1 saiu para o mercado português de discos em 1995, o volume 2 no ano seguinte.&lt;br /&gt;Grande êxito, disco de prata um e, se hoje fosse, disco de ouro o outro.&lt;br /&gt;O público recebeu pois, com agrado e com necessidade, estes quatro CD's os quais agora se apresentam em caixa.&lt;br /&gt;O público tal como os músicos (quando libertos de pressões más) têm sempre razão.&lt;br /&gt;Na década dos 90, algo de importante sucedeu, no tão cheio de contradições mini-mundo do jazz português e estrangeiro, em Portugal: por ano, centenas de concertos, dezenas de festivais, várias escolas, mais músicos, revistas à venda, pouco, quase nenhum jazz na rádio, livros na sombra, oferta de CD's e lugar para 'oferecer' medíocre ou pontual. TV jazz, CD's com jazz português, tocado por portugueses e estrangeiros, e revista portuguesa com jazz, já só no 21.&lt;br /&gt;E o público, elemento essencial na dialéctica jazz, que preenche plateias, que gosta de tudo que ouve - que sabe ele de jazz? Que possibilidade tem ele de ajudas para aprender?&lt;br /&gt;Colectâneas são instrumentos fundamentais para iniciados, afinal pequenos dicionários com som jazz, todas incompletas, todas preciosas, autênticas pistas de lançamento para investigação discográfica, ou em concerto, dos músicos escolhidos por quem as inventa, preferidos por quem as ouve.&lt;br /&gt;É pois para todos os que por elas perguntam e de elas nada sabem que elas reaparecem.&lt;br /&gt;Como nós, gostem muito de tudo. É o nosso desejo."&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Compra obrigatória!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22671531-114503244150030091?l=rbs-2006.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rbs-2006.blogspot.com/feeds/114503244150030091/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22671531&amp;postID=114503244150030091' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22671531/posts/default/114503244150030091'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22671531/posts/default/114503244150030091'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rbs-2006.blogspot.com/2006/04/jazz-classics-1-2-uma-compilao-de-jos.html' title='&quot;JAZZ CLASSICS 1 &amp; 2 - Uma Compilação de José Duarte&quot;'/><author><name>r.b.S</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12035987248499265783</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_l4tkoYa3rwo/SHtuXHafv_I/AAAAAAAAAW0/cR0WZIcOG4o/S220/rbs..jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22671531.post-114503234463938764</id><published>2006-04-14T09:29:00.000-07:00</published><updated>2006-04-14T09:32:24.640-07:00</updated><title type='text'>RAPIDINHAS...</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Ursula Rucker "Ma'at Mama"&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Ma'at Mama, nome de um príncipe egípcio conhecido como deus da verdade e justiça, é o título do terceiro álbum de originais da rainha do spoken-word, Ursula Rucker. Por aqui mantém-se o espírito contestatário nas palavras que levou a edificação dos registos anteriores. Por mais que se experimente ou se tente elaborar novos manifestos, a música propriamente dita nem sempre é o principal motivo para a elaboração e produção de um disco. A insaciável necessidade -e sentido de dever- de poetas para comunicar, transmitir ideias ou filosofias, justifica só por si uma merecida atenção por parte do público. Alertar e expor, sem preconceitos, medos, hipocrisias, politicas dúbias ou simplesmente exigir justiça e igualdade numa sociedade cada vez mais desigual, parece continuar a ser a missão de Ursula Rucker neste Ma'at Mama. Primeiro a palavra -e o seu poder-, em segundo a música: o verdadeiro veículo transportador de rimas e verdades num terceiro álbum recheado de mensagens que já mais deverão ser ignoradas! &lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3639/1276/1600/Anja.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Anja Garbarek "Briefly Shaking"&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Quarto álbum em 13 anos e também o primeiro longe de corresponder ás expectativas. Anja Garbarek, filha do veterano do free jazz norueguês Jan, regressa no início de 2006 com Briefly Shaking, mais um registo que navega algures entre a pop contemporânea, o rock, a electrónica, o acid-jazz e reminiscências da Broadway. Este novo registo revela um inexplicável desequilibro entre a personalidade de Anja e a sua vontade em procurar uma nova escrita, entre uma capacidade de compor momentos de verdadeira pop estruturada no prazer e contemplação imaginária e erguer registos inócuos, disculos, confusos e híbridos. Podia não se estar à procura de perfeição, mas era escusado presentear-nos com uma confusão conceptual que deriva nos mares do inexplicável. Metade do disco soa relativamente bem, a outra é de difícil compreensão. É pena!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Quantic "One Off's Remixes and B Sides"&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3639/1276/1600/quantic.jpg"&gt;&lt;/a&gt;Será ainda possível alguém ainda ter duvidas sobre o talento de Will Holand? Penso que não! Will é sem dúvida um elemento indissociável da boa música jazz-funk que se produz no velho continente, atento ao presente e um árduo estudioso das velhas escolas do jazz, Quantic consegue fazer convergir o espírito e a alma africana num cuidadoso e eloquente sincretismo entre as linguagens urbanas contemporâneas como o funk, a soul, dub ou o hip-hop, tornado ainda possível a co-habitação de vários pensamentos pop a um nível que poucos produtores conseguem atingir. Ao ser capaz de tornar possível a sintetização da fusão de diversos lugares num só, Quantic revela a audácia de acreditar na inexistência de limites quando chega a hora de criar. One Off's Remixes and B Sides, dupla compilação que reúne lados b e uma série de remisturas, revela bem como Will vai passando o tempo no intervalo criativo de projectos como Quantic, Quantic Soul Orchestra ou Limp Twins...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22671531-114503234463938764?l=rbs-2006.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rbs-2006.blogspot.com/feeds/114503234463938764/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22671531&amp;postID=114503234463938764' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22671531/posts/default/114503234463938764'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22671531/posts/default/114503234463938764'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rbs-2006.blogspot.com/2006/04/rapidinhas.html' title='RAPIDINHAS...'/><author><name>r.b.S</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12035987248499265783</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_l4tkoYa3rwo/SHtuXHafv_I/AAAAAAAAAW0/cR0WZIcOG4o/S220/rbs..jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22671531.post-114503215000483334</id><published>2006-04-14T09:27:00.000-07:00</published><updated>2006-04-14T09:29:10.020-07:00</updated><title type='text'>TIGA "SEXOR"</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3639/1276/1600/sexor.0.jpg"&gt;&lt;/a&gt;Com 15 anos de profissão é natural que Tiga seja um dos mais atentos produtores da actualidade. Com uma série de temas editados no passado e uma infindável lista de remisturas, chega agora a confirmação que permite perceber por que linhas se cosem as orientações musicais do canadiano.&lt;br /&gt;Devo confessar que nunca tive grande afinidade pelo electro-clash, e consequentemente pelas primeiras produções de Tiga, bem como me custa a entender determinados revivalismos que por vezes surgem, e que a indústria coroa como moda. Não que tenha uma relação de ódio com passado, e neste caso com os anos 80, mas acredito profundamente que é possível a inspiração sem vivermos obrigatoriamente reféns de paradigmas. Muitas das vezes esses paradigmas nem sequer foram fortes o suficiente no passado, quanto mais neste presente em que todos procuram reciclar ou rescrever sem no mínimo acrescentar algo de substancial que permita contemplar com prazer a pseudo-novidade.&lt;br /&gt;O processo de elaboração de Sexor parece ter sido longo mas ainda bem que o foi. Em tudo dá entender que foi uma produção prudente e cuidadosa, soando uma pop bem estruturada, evitando sempre ideias sem potencial ou com fraco desenvolvimento, com uma escrita preocupada com o presente e capaz de nos fazer recordar o passado. Nem sempre há perfeição, mas talvez tenha sido essa uma das preocupações de produção. Edificar temas pop dançáveis neste estilo não é muito comum nos dias que correm e nem&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3639/1276/1600/Tiga.1.jpg"&gt;&lt;/a&gt; Madonna conseguiu a consistência de Sexor, primeiro porque o álbum debutante de Tiga é visão exclusiva do seu autor, o fruto &lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3639/1276/1600/Tiga.0.jpg"&gt;&lt;/a&gt;de um ideia que fermentou durante anos; segundo, enquanto Madonna procura perpetuar os revivalismos de 80 através do disco, Tiga procura agora revitalizar a pop contemporânea sem nunca esconder as influências que o fizeram mover durante a adolescência.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3639/1276/1600/Tiga.jpg"&gt;&lt;/a&gt;Sexor é sem dúvida um objecto dos nossos dias: híbrido na sua concepção, reunindo em torno das linguagens pop o house ou o techno, aberto a colaborações com Jesper Dahlback, os Soulwax e até mesmo Jake Shears dos Scissor Sisters, sensível a reinterpretações de originais dos Talking Heads (Burning Down the House), Public Enemy (Louder than a Bomb) ou Nine Inch Nails (Down in it), revelador de uma premeditada concepção visual inspirada num imaginário (a capa do disco) e eficaz na transmissão de uma mensagem.&lt;br /&gt;Sexor não é arrebatador mas espevita o ouvinte com uma sensualidade provocatória e um apelo vincadamente sexual, recorre a um ideal perdido sem nunca ficar preso a ideias fixas, recorre a uma escrita pop moderna, consciente e competente, obrigando a música a um desfile quente e ritmado, suado e perverso, sujo e glamoroso.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.tiga.ca/"&gt;http://www.tiga.ca&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.tiga.uk.com/"&gt;http://www.tiga.uk.com&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22671531-114503215000483334?l=rbs-2006.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rbs-2006.blogspot.com/feeds/114503215000483334/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22671531&amp;postID=114503215000483334' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22671531/posts/default/114503215000483334'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22671531/posts/default/114503215000483334'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rbs-2006.blogspot.com/2006/04/tiga-sexor.html' title='TIGA &quot;SEXOR&quot;'/><author><name>r.b.S</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12035987248499265783</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_l4tkoYa3rwo/SHtuXHafv_I/AAAAAAAAAW0/cR0WZIcOG4o/S220/rbs..jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22671531.post-114323786178547330</id><published>2006-03-24T14:03:00.000-08:00</published><updated>2006-03-24T14:04:21.790-08:00</updated><title type='text'>RAPIDINHAS...</title><content type='html'>&lt;strong&gt;RÖYKSOPP "RÖYKSOPP'S NIGHT OUT"&lt;/strong&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3639/1276/1600/royksopp.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3639/1276/1600/royksopp.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Eis que os noruegueses Röyksopp apresentam-se com um EP ao vivo, e ainda bem que o fazem num formato mais reduzido e económico, porque se tivessem preferido um registo de longa duração, maior teria sido a desilusão. Para quem no início tinha espectáculos ao vivo interessantes, recheados de electrónicas coloridas e quentes, procurando explorar em palco os temas apresentados nos álbuns, "Röyksopp's Night Out" é uma verdadeira desilusão. Depois de uma magnífica estreia em 2001 com "Melody A.M." e de um decepcionante "The Understanding" em 2005, chega-nos um registo ao vivo pálido e sem grandes motivos de interesse, que assenta essencialmente nos temas do último registo de originais. Com excepção de Sparks, Poor Leno ou Remind me (curiosamente, todos eles de "Melody A.M."), nada substancial parece haver que permita distinguir os originais dos temas tocados ao vivo. O alinhamento não é o melhor, nem a maior parte dos temas ao vivo consegue ter dinâmica suficiente para fazer esquecer este mau momento que os noruegueses parecem estar a atravessar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt; CARL CRAIG "THE ALBUM FORMERLY KNOWN AS..."&lt;/strong&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3639/1276/1600/carl%20craig.jpg"&gt;&lt;/a&gt; Um dos grandes senhores da segunda vaga de produtores de techno de Detroit, Carl Craig é dono de uma das mais interessantes, e longas, discografias, tendo trabalhado sobre vários disfarces como BFC, Psyche, Paper Clip People, Designer Music ou Innerzone Orchestra. O seu nome é respeitado entre produtores e críticos; desde cedo soube granjear os louros por ter um tipo de produção variada e transversal, movimentando-se do techno em formato quatro por quatro ao Jazz de fusão, da Soul à electrónica experimental, entre outros. Um dos seus maiores exemplos de criatividade é o álbum "Programmed" de 1999 da Innerzone Orchestra, ainda hoje uma pérola para quem segue o som de Detroit, e o álbum "Landcruising”, editado sensivelmente à dez anos a trás e que acaba de ser reeditado. "The Album Formerly Known as..." (assim se chama em 2006) é uma remasterização do original, havendo retoques e pequenas alterações nas versões, contendo ainda um inédito que segundo consta data do período da produção dos restantes temas. A reedição está a cargo da editora &lt;a href="http://www.rushhour.nl/"&gt;Rush Hour&lt;/a&gt;, que nos proporciona em 2006 a possibilidade de redescobrir uma das mais conceptuais obras de Carl Craig.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt; BECK "GUEROLITO"&lt;/strong&gt; &lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3639/1276/1600/beck.0.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3639/1276/1600/beck.1.jpg"&gt;&lt;/a&gt;Ai está! Mais um disco de remisturas e mais um sem grande história para contar. Procurar vida para além do original deve ser tarefa confiada a quem sabe esmiuçar as ideias dos outros e simultaneamente arruma-las de forma personalizada; só assim a remistura poderá se encarada como arte de transformação. Não que aqui não haja um claro processo de transformação, mas reunir um grupo de produtores e músicos, todos eles com provas dadas na produção própria, e obrigá-los a mexer e remexer a matéria de "Guero", e de seguida fazer uma tão desapontante apresentação de resultados, teria sido preferível deixar os temas do mais recente álbum de Beck sossegado! A maior parte dos temas soa prometedor ao início mas acaba por deixar o ouvinte frustrado por nada de interessante ou relevante ser acrescentado. Recomendam-se as remisturas dos Air, dos Boards of Canada ou de 8Bit, por serem os únicos que conseguem inserir uma linguagem mais pessoal à matéria-prima e primorarem um pouco pela reescrita dos originais; todos os outros baralham com pouca força ou simplesmente não têm muito engenho para a difícil tarefa que é remisturar Beck.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22671531-114323786178547330?l=rbs-2006.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rbs-2006.blogspot.com/feeds/114323786178547330/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22671531&amp;postID=114323786178547330' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22671531/posts/default/114323786178547330'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22671531/posts/default/114323786178547330'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rbs-2006.blogspot.com/2006/03/rapidinhas.html' title='RAPIDINHAS...'/><author><name>r.b.S</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12035987248499265783</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_l4tkoYa3rwo/SHtuXHafv_I/AAAAAAAAAW0/cR0WZIcOG4o/S220/rbs..jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22671531.post-114323778792296396</id><published>2006-03-24T14:01:00.001-08:00</published><updated>2006-03-24T14:03:07.923-08:00</updated><title type='text'>MODESELEKTOR "HELLO MOM!"</title><content type='html'>A saudade dos tempos em que cada disco revelava à consciência uma forma diferente de se estar vivo, uma interpretação singular do mundo ou o modo único de olhar a linha do tempo, com o presente a idolatrar o futuro incógnito, poderá fazer da palavra nostalgia uma mera expressão redutora do que realmente sentimos quando no nosso presente olhamos para o passado e nos apercebemos que a veia criativa que alimentou a electrónica no inÍcio dos anos 90, simplesmente deixou de trazer o oxigénio necessário para alimentar os neurónios. Com salvas excepções, alguém parece, ocasionalmente, relembrar-nos disso.&lt;br /&gt;Trazer à ribalta alguns paradigmas de programação que pensavam-se mortos e transformá-los em linguagem própria, não é tarefa fácil quando à muito se espera por um disco que consiga trazer um sorriso espontâneo a caras fartas de medianeiras, mas parece ser esse o propósito desta dupla de Berlim que, sem quererem ser óbvios na arte do baralha-e-volta-a-dar, conseguem desconstruir algumas tendências passadas e reconstitui-las no presente num estilo muito empreendedor e revigorante. Foi pelo menos assim que reagi ao longo da primeira escuta de Hello Mom! da dupla Gernot Bronsert e Sebastian Szary, os Modeselektor. Depois de uma série de EP’s e remisturas, editam o álbum de estreia na editora de Ellen Alien, a BPitch Control.&lt;br /&gt; Hello Mom! é um registo recheado de humor e muito breakbeat. As inspirações electro, a sensualidade house ou certezas do techno, relembram-nos o tipo de programação que caracterizava os géneros na sua alvorada, num período em que tanto Chicago ou Detroit viviam da alma criativa dos mais astutos e sábios programadores, como também encontramos a Europa das raves no seu melhor. O hip-hop é aqui reforçado com beats robustos que marcam a cadência a sub-baixos ou corais sonoros carregados de energia.&lt;br /&gt;Ao final de várias escutas é impossível não vir à memória os primeiros registos da Warp, em especial a série Artificial &lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3639/1276/1600/modeselektor.0.jpg"&gt;&lt;/a&gt;Inteligence, onde sobressairam os Black Dog, Aphex Twin ou os B12, ou a forma de tratamento única do breakbeat de um Squarepusher. A recontextualização de algumas linguagens parece ser algo tido em conta ao longo da elaboração de Hello Mom!, mas saber se foi acidental ou propositado será uma questão para os autores responderem no futuro.&lt;br /&gt;A forma de olhar para a electrónica que aqui encontramos poderá não ser nova, mas a perspicácia de a trabalhar de forma pessoal com o mesmo espírito do início dos anos 90, traz uma visão, não nostálgica, mas uma que nos leva a acreditar que há cada vez mais gente que acredita no espírito libertino que caracterizou a alvorada das raves, sem problemas de assumir uma escola que marcou uma era ou de nos devolver a programação no seu estado mais primário mas coerente e simultaneamente iluminar-nos com uma inventividade electro longe de clichés. Muito interessante!&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.modeselektor.com/"&gt;www.modeselektor.com&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.bpitchcontrol.de/"&gt;www.bpitchcontrol.de&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22671531-114323778792296396?l=rbs-2006.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rbs-2006.blogspot.com/feeds/114323778792296396/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22671531&amp;postID=114323778792296396' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22671531/posts/default/114323778792296396'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22671531/posts/default/114323778792296396'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rbs-2006.blogspot.com/2006/03/modeselektor-hello-mom.html' title='MODESELEKTOR &quot;HELLO MOM!&quot;'/><author><name>r.b.S</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12035987248499265783</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_l4tkoYa3rwo/SHtuXHafv_I/AAAAAAAAAW0/cR0WZIcOG4o/S220/rbs..jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22671531.post-114323770068485565</id><published>2006-03-24T14:01:00.000-08:00</published><updated>2006-03-24T14:01:40.686-08:00</updated><title type='text'>COLDCUT "SOUND MIRRORS" / INCOGNITO "ELEVEN"</title><content type='html'>O que fazer se dinossauros, que viveram no e o seu tempo, voltassem a percorrer as ruas da nossa metrópole? Não seria difícil chegar à conclusão: incapacidade de resposta. &lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3639/1276/1600/coldcut.jpg"&gt;&lt;/a&gt;Não que fosse impossível o homem defender-se, mas o simples facto de algo tão primário e violento viver num tempo que não é o seu, deixaria qualquer um com dificuldades de resposta imediata, para não dizer completamente siderado. Pondo de lado a imaginação, e deixando os dinossauros comilões para as sequelas do Parque Jurássico, o espírito da pergunta do primeiro parágrafo mantém-se: como reagir a algo que pensávamos ter deixado de existir e que subitamente volta a dar sinais de vida? Ou até que ponto fará sentido o regresso? Perguntas dirigidas aos Coldcut e aos Incognito, que decidiram regressar, ao fim de tantos anos de inactividade, à prática de produção de matéria própria. É certo que a indústria está cheia de exemplos de mortos&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3639/1276/1600/incognito.jpg"&gt;&lt;/a&gt; renascidos, mas isso não deixa de, ocasionalmente, sermos forçados a reflectir sobre estas Fénix renascidas e nos interrogar com o seu propósito. No caso destes dois projectos, únicos na sua maneira de ser mas únicos também no seu tempo, renascem com trabalhos de boa produção mas simplesmente inócuos, onde revelam o desequilíbrio que o tempo de inactividade provoca. Presos entre aquilo que foram e o que querem ser, com algum espírito mas sem perspicácia para fazerem-se valer do estatuto dos seus autores, tanto Sound Mirrors como Eleven, relembram-nos que o tempo das ideias que fundaram ambos os projectos já lá vai e que uma identidade forte sem a capacidade para combater o vazio criativo, também de pouco serve. Perda de tempo? Não. Mas inconsequente tanto para as suas sagradas carreiras, como para a conjectura musical actual.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22671531-114323770068485565?l=rbs-2006.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rbs-2006.blogspot.com/feeds/114323770068485565/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22671531&amp;postID=114323770068485565' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22671531/posts/default/114323770068485565'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22671531/posts/default/114323770068485565'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rbs-2006.blogspot.com/2006/03/coldcut-sound-mirrors-incognito-eleven.html' title='COLDCUT &quot;SOUND MIRRORS&quot; / INCOGNITO &quot;ELEVEN&quot;'/><author><name>r.b.S</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12035987248499265783</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_l4tkoYa3rwo/SHtuXHafv_I/AAAAAAAAAW0/cR0WZIcOG4o/S220/rbs..jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22671531.post-114323766101158560</id><published>2006-03-24T13:58:00.000-08:00</published><updated>2006-03-24T14:01:01.016-08:00</updated><title type='text'>COMPOST 200: FRESHLY COMPOSTED</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3639/1276/1600/Compost%20200.0.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3639/1276/1600/Compost%20200.jpg"&gt;&lt;/a&gt;…e vão duzentos!!!! Doze anos depois de Michael Reinboth (na foto em baixo) ter iniciado actividades num pequeno quarto que improvisava uma pequena etiqueta e depois ter lançado para o mercado nomes como Truby Trio, Fauna Flash ou Beanfield, a Compost Records comemora agora a sua 200ª "prensagem" com a edição de uma compilação que, à semelhança de 2001 (quando atingiram o numero 100), marca a ocasião... É indiscutível a importância da Compost na última metade da década de 90, tanto na forma como promoveram um novo tipo pensamento em torno do Jazz ou da Soul, que acabou por influenciar, senão mesmo contaminar, mentalidades que olhavam para a música de dança num prisma exclusivamente quatro por quatro, bem como a forma de por à prova uma nova estrutura empresarial onde uma pequena editora conseguisse ter o controlo completo desde a produção á pos-produção ou da promoção dos seus produtos à sua distribuição, bem como organizar eventos em que se vendesse uma imagem.&lt;br /&gt;A Compost Records desde cedo ficou conotada com o Nu-Jazz onde prevaleciam os ritmos quentes do Samba ou um Breakbeat desconcertado, que mais tarde acabou por se designar por Brokenbeat.&lt;br /&gt; As primeiras gravações dos Jazzanova foram editadas pela JCR (Jazzanova Compost Records), um género de subsidiária, os Truby Trio, Fauna Flash e os Beanfield revelaram a sua proficiência logo desde cedo, despertando atenções e trazendo reconhecimento a uma pequena editora de Munique. Pela editora passaram outros projectos com algum reconhecido sucesso como A Forest Mighty Black, Knowtoryus, Four Ears, Koyoto Jazz Massive, Le Gammas ou os Koop, mas os nomes porta-estandarte mantiveram-se como referências e sinónimo da marca Compost. Para além da riqueza de muitos dos nomes do catálogo, mesmo que alguns já tenham sido esquecidos pela história, um dos outros elementos que prestigiou a editora foram as colectâneas. A qualidade da selecção, a prespicácia dos Dj, a atenção no alinhamento, o especial cuidado no design das capas ou os títulos que davam o mote ao &lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3639/1276/1600/Michael%20Reinboth.jpg"&gt;&lt;/a&gt;conteúdo, tornaram antologias como The Future Sound of Jazz ou Glücklich em referências do Nu-Jazz mais competente produzido dentro e fora da Alemanha, mostrando com regularidade uma editora atenta ao que se produzia um pouco por toda a Europa. A Compost Records notabilizou-se também pelos laços de amizade que criou amiúde com outras editoras, promovendo eventos onde o intercâmbio não só dava a conhecer outros projectos musicais, como acabavam por tornar possíveis colaborações entre projectos que movimentavam-se na mesma área, não tendo passado despercebidas, nos primeiros anos de vida, as colaborações de Peter Kruder, de Richard Dorfmeister ou os The Amalgamation of Soundz.&lt;br /&gt; Com o resfriamento criativo do Nu-Jazz no início do milénio, a editora de Munique procurou, um pouco à semelhança da Sonar Kollektiv (agora gerida pelos Jazzanova a tempo inteiro), encontrar nas novas linguagens da Soul ou da Pop uma forma de manter o interesse de uma legião de fans por um editora que agora era reconhecida mundialmente pela sua independência e coragem na forma lidar com o mercado. A Compost sempre tentou inspirar o mercado com as suas novidades, mas também sempre soube manter uma distância segura que evitasse a devoração em caso de ataque súbito.&lt;br /&gt;O protagonismo do Nu-Jazz diminuiu nos últimos anos, mas em contra partida a nova Soul acabou por ganhar a visibilidade que à muito merecia e a Compost apercebeu-se das potencialidades e encontrou em Joseph Malik, Ben Mono, Alex Attias, Eddy Meets Yannah ou até Beanfield uma forma de contribuir para uma Soul vincadamente europeia que tardiamente demarcou-se da congénere norte americana, uma Soul assente nos pressupostos do Breakbeat e não tanto na estrutura clássica dos velhos ensinamentos da Motown. Visto o passado, o que é a Compost Records em 2006? E o que representa esta antologia que pretende essencialmente comemorar doze anos de existência ou simplesmente a 200ª edição? Agora chegou uma vez mais a ocasião de olhar para o passado recente da Compost, bem como conhecer as perspectivas para o futuro (porque é disso mesmo que trata esta colectânea). As conclusões não são difíceis. É fácil admitir que a editora perdeu alguma da pedalada criativa que a caracterizava, como tem provado a desinteressante colecção Compost Black Label ou as colectâneas recentes I Like it ou Soulsearching, que nem sempre têm ido em contra as ansiedades dos melómanos, mas também é fácil concluir que ninguém naquela casa encostou-se à “sombra da bananeira” ou resignou-se com as mudanças que são tão típicas na música, mantendo-se a procura de novos nomes que possam revitalizar velhos espíritos.&lt;br /&gt;Além de manterem-se alguns nomes que marcaram o &lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3639/1276/1600/Compost%201.1.jpg"&gt;&lt;/a&gt;passado, Beanfield ou Truby Trio, e o passado mais recente como Ben Mono, Intuit, Eddy Meets Yannah, começam a surgir novos nomes no catálogo como Muallem, Product.01, Alif Tree, Jean-Paul Bondy ou Felix Laband, todos incluídos em Compost 200: Freshly Composted. Todos estes nomes preparam trabalhos de longa duração que provavelmente verão a luz do dia no decorrer deste presente ano de 2006. Comparativamente a Compost One Hundred de 2001, poucos são os nomes em comum com Compost 200: Freshly Composted, provando assim que a editora não procurou contentar-se com os mesmos nomes ou subsistir com os nomes que fizeram marca, reconhecendo ainda que se o tivesse feito, provavelmente uma comissão de liquidação teria já tomado conta dos escritórios de Munique.&lt;br /&gt;A mudança é óbvia e ainda bem que o reconhecemos, apesar de alguns nomes serem pouco interessantes. Há uma evidente prudência em boa parte dos temas que aqui encontramos, provando-se uma vez mais que existe um certo receio em arriscar, como se o risco tivesse de ser cautelosamente equacionado. É verdade que não é um mal exclusivo desta editora. Em tempos de crise, nada como jogar pelo seguro, tornando-se regra o baralha-e-volta-a-dar. Existem excepções nesta antologia como o erótico "Sweat" de Muallem, "I feel Blue" do françês Alif Tree ou a remistura de Henrik Schwarz para "Faces And Places" de Wei-Chi que conseguem traçar metas um pouco mais distantes das restantes medianias produzidas. No fundo, por aqui nada é mau, mas também nada consegue deixar-nos surpresos...&lt;br /&gt;Apesar de nada verdadeiramente novo acontecer na Baviera, ocasionalmente, a curiosidade obriga-nos a olhar para lá e tentar descobrir o que por lá se vai engendrando, pois nunca se sabe ao certo o que motiva toda aquela gente a continuar a trabalhar numa conjuntura de crise...&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.compost-rec.com/"&gt;www.compost-rec.com&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22671531-114323766101158560?l=rbs-2006.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rbs-2006.blogspot.com/feeds/114323766101158560/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22671531&amp;postID=114323766101158560' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22671531/posts/default/114323766101158560'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22671531/posts/default/114323766101158560'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rbs-2006.blogspot.com/2006/03/compost-200-freshly-composted.html' title='COMPOST 200: FRESHLY COMPOSTED'/><author><name>r.b.S</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12035987248499265783</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_l4tkoYa3rwo/SHtuXHafv_I/AAAAAAAAAW0/cR0WZIcOG4o/S220/rbs..jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22671531.post-114323750555927110</id><published>2006-03-24T13:57:00.000-08:00</published><updated>2006-03-24T13:58:25.560-08:00</updated><title type='text'>MOZEZ "SO STILL"</title><content type='html'>Todo o músico tem necessidade de se afirmar com determinação, tanto pelas ideias e atitudes, pela criatividade, técnica de composição ou improvisação; no fundo demonstrar que a existência, enquanto artista, se justifica e que subsiste uma alma que movimenta a vontade de abraçar novos desafios. Todos nós chegamos a momento na vida em pretendemos demonstrar o valor individual e que conseguimos construir algo por nós próprios, sem um apoio externo que condicione a tal vontade de atingir horizontes de concretização pessoal. Mozez parece ter abraçado essa atitude e com este So Still demonstrar que existe mais vida para além das esporádicas colaborações com os Zero 7. So Still começa com uma declaração de liberdade onde o autor procura demonstrar que conseguiu dar os primeiros passos para encontrar-se a si mesmo e ainda encontrar as forças divinas para caminhar num universo onde é imperativo a vontade própria. Por isso mesmo este trabalho de estreia, para além de demonstrar determinação artística, é uma obra pessoal, quase um retrato de vida cuidadosamente preparado ao longo dos anos. Mozez, nascido e criado na Jamaica, desde cedo abraçou a música. Filho de um padre, de terna idade habituou-se ao gospel que cantava na igreja juntamente com os seus irmãos. Frank Sinatra, Marvin Gaye e Otis Redding são algumas das inspirações norte americanas que o influenciaram e lhe apuraram o gosto pela soul.&lt;br /&gt;Em 1994, depois de ter sido descoberto o seu talento enquanto cantava num casamento de um jornalista, foi convidado a integrar o projecto Spirits mas apesar do relativo sucesso, Mozez, insatisfeito, decidiu procurar um outro rumo e dedicou-se à composição da sua própria música; enquanto procurava encontrar o tom certo para a sua voz, acabou por encontrar a dupla Zero 7, Henry Binns e Sam Hardaker. &lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3639/1276/1600/Mozez_2.jpg"&gt;&lt;/a&gt;Os interesses em comum acabaram por trazer ao mundo dois emblemáticos registos pop: Simple Things e This World – ambos incluídos no álbum de estreia dos Zero 7 de 2001.&lt;br /&gt;Em So Still existem ocasionalmente pontos em comum com a música dos Zero 7, mas a vontade e determinação de Mozez em encontrar um estilo próprio leva a alguns desvios onde a música transborda de espiritualidade própria de quem passou muitos anos a cantar numa igreja. A música cobre-se de uma subtileza aveludada e uma sensibilidade de quem olha para o mundo com a esperança que o amor consiga prevalecer sobre todas as ameaças de violência. O manifesto pessoal é evidente, apesar de nem todos os temas atingirem um patamar onde possamos, de forma analítica, afirmar que os objectivos foram plenamente atingidos. Mas para um começo, So Still não é um mau início…&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22671531-114323750555927110?l=rbs-2006.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rbs-2006.blogspot.com/feeds/114323750555927110/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22671531&amp;postID=114323750555927110' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22671531/posts/default/114323750555927110'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22671531/posts/default/114323750555927110'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rbs-2006.blogspot.com/2006/03/mozez-so-still.html' title='MOZEZ &quot;SO STILL&quot;'/><author><name>r.b.S</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12035987248499265783</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_l4tkoYa3rwo/SHtuXHafv_I/AAAAAAAAAW0/cR0WZIcOG4o/S220/rbs..jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22671531.post-114323745536908305</id><published>2006-03-24T13:56:00.000-08:00</published><updated>2006-03-24T13:57:35.383-08:00</updated><title type='text'>LADY SOVEREIGN "VIRTICALLY CHALLEGED"</title><content type='html'>Depois da estreia em pequeno formato (Random, Hoodie – 2005) e o seu talento ter sido reconhecido por gente como Dizzee Rascal, D12 ou Mike Skinner dos The Streets, a jovem Lady Sovereign, de 19 anos, edita um mini-álbum de estreia, ou se preferirem um EP. Não podemos ainda considerar o grande trabalho debutante, mas é sem dúvida um início ou até&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3639/1276/1600/lady%20sov.jpg"&gt;&lt;/a&gt; mesmo um passo em frente que revela, como sugere o título, a determinação de uma jovem adulta que pretende conquistar o mundo. As suas influências vão desde Tracy Chapman a Ace of Base ou de Dizzee Rascal a Missy Elliott; talvez sejam estes últimos que podemos identificar como elementos de alguma inspiração neste Vertically Challenged.&lt;br /&gt;À semelhança de Dizzee, Kano, M.I.A. ou The Streets, as assimilações do ragga, do dancehall e do hip-hop suportam um palavreado parafernal num grime de ritmos robustos, prontos a serem atirados com violência a todos os que procuram no hip-hop britânico uma alternativa à linguagem, por vezes formatada, do congénere norte-americano. Inconformada com a sociedade que prevalece, típico de quem cresceu na rua, Lady Sov., enquanto MC, dispara de língua afiada aos alvos habituais e num tom irónico e desafiador, lança farpas aos políticos, e os seus protagonistas, à forma como é olhada a cultura idolatrada pelos adolescentes, a intolerância racial e em geral à hipocrisia que a sociedade promove.&lt;br /&gt;À semelhança de M.I.A., a escrita é precisa, mas o melhor acaba por ser a proclamação proverbial que dança em torno dos sons, reforçando e estimulando a escuta da mensagem. Apesar de tudo correr bem, Vertically Challenged ainda não é o verdadeiro trabalho de estreia, o tal que consiga ir para além dos 45 minutos, tempo muitas vezes suficiente para tirar as verdadeiras ilações sobre as qualidades de um músico. Entretanto contentemo-nos com este manifesto pessoal de uma jovem com vontade de impor-se tanto em palco como em estúdio, tanto na Grã-Bretanha como nos Estados Unidos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22671531-114323745536908305?l=rbs-2006.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rbs-2006.blogspot.com/feeds/114323745536908305/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22671531&amp;postID=114323745536908305' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22671531/posts/default/114323745536908305'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22671531/posts/default/114323745536908305'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rbs-2006.blogspot.com/2006/03/lady-sovereign-virtically-challeged.html' title='LADY SOVEREIGN &quot;VIRTICALLY CHALLEGED&quot;'/><author><name>r.b.S</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12035987248499265783</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_l4tkoYa3rwo/SHtuXHafv_I/AAAAAAAAAW0/cR0WZIcOG4o/S220/rbs..jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22671531.post-114035306321612601</id><published>2006-02-19T04:42:00.000-08:00</published><updated>2006-08-15T12:46:19.913-07:00</updated><title type='text'>THOMAS BRINKMANN "LUCKY HANDS"</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Inspirado no presente pela música de Sakamoto, Mike Ink, Richie Hawtin, Panasonic ou Daniel Bell, Brinkmann começou a lidar com a música no início dos anos 80. Ainda adolescente, decidiu criar e manipular loops sacados de um prato de gira-discos; uma precisão que permitiu-lhe refinar a composição de matéria própria. O desenvolvimento da técnica do scratch tornou-o num perfeccionista onde os mais pequenos pormenores podiam fazer a diferença. Argumentos válidos de depuração sonora e o requinte na manipulação do pormenor, visto por muitos como radicais, tal como a sua noção de arte, conduziram-no a uma orientação estética clara depois dos entusiasmos da alvorada techno.&lt;br /&gt;Contrariando a evolução natural do som de Detroit durante os anos 90, Brinkmann ignorou as cadências robustas e aceleradas que caracterizavam o género, decidindo despir a música a uma estrutura esquelética onde prevaleciam os pormenores entoados pelo dub e a flexibilidade do baixo protagonizada pelo funk. Por isso mesmo, o alemão é muito conotado com a música experimental, e o techno ultra minimal, que caracteriza boa parte da música electrónica nascida na Alemanha nos últimos anos. &lt;/span&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3639/1276/1600/thomas%20brinkmann%202.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Depois das remisturas para o projecto de Richie Hawtin, Plastikman, (Conceptions – 1996), do entusiasmo com a música de Mike Ink e da Studio 1 Records (Variationen – 1997) e mais de uma dezena de álbuns e mini-álbuns, entre eles Clicks (2000) ou Tokyo Plus 1 (2004), para não falar da longa discografia no formato Maxi 12”, Thomas Brinkmann edita “Lucky Hands” O novo registo quebra substancialmente a ideia que liga o nome do autor ao techno minimal que o caracterizou ao longo dos últimos anos, para abrir agora uma nova janela que conduz possivelmente a uma nova orientação estética na música produzida pelo alemão. A noção semi-pop do autor, as memórias de 80, a flexibilidade do funk e os pormenores suspensos pelo dub, levam Brinkmann numa viagem techno onde a máquina se funde com o homem e onde um par de mãos sortudas e habilidosas conseguem fazer coexistir os ideais pop dos Talking Heads ou dos The Smith com os princípios pessoais de liberdade artistica de Brinkmann e a visão futurista dos Kraftwerk.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22671531-114035306321612601?l=rbs-2006.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rbs-2006.blogspot.com/feeds/114035306321612601/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22671531&amp;postID=114035306321612601' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22671531/posts/default/114035306321612601'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22671531/posts/default/114035306321612601'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rbs-2006.blogspot.com/2006/02/thomas-brinkmann-lucky-hands.html' title='THOMAS BRINKMANN &quot;LUCKY HANDS&quot;'/><author><name>r.b.S</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12035987248499265783</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_l4tkoYa3rwo/SHtuXHafv_I/AAAAAAAAAW0/cR0WZIcOG4o/S220/rbs..jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22671531.post-114035268586163899</id><published>2006-02-19T04:36:00.000-08:00</published><updated>2006-08-15T12:46:57.463-07:00</updated><title type='text'>PEVEN EVERETT "LATEST CRAZE"</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3639/1276/1600/Peven%20Everett.0.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#ffffff;"&gt;Proficiente multi-instrumentalista, Peven, músico Soul com formação Jazz, nasceu em Harvey no Ilinóis. De tenra idade, as suas capacidades enquanto músico formam desafiadas quando deixou de lado as aspirações académicas para aceitar o desafio lançado pelos músicos Betty Carter, Winton e Brandford Marsalis e lançar-se na estrada para uma digressão que o levou um pouco por todo o lado, tanto geograficamente como músico profissional. Depois de seis anos em Nova Iorque, Peven decide regressar a Ilinóis e instalar-se em Chicago, onde procura, ainda hoje, uma carreira enquanto músico e empresário de uma série de pequenas editoras.&lt;br /&gt;Apesar de ser conhecido no mundo da Nu-Soul, Peven Everett explora seis micro editoras, cada uma delas vocacionadas para cada um dos géneros musicais que ele apreciada: na Sattellite Soundscape, o Hip-Hop; na Mogul, a House; na Samba Kid, a música latina; Feather Plume para o Jazz; Loud Mouth para o Rock alternativo e claro a Studio Confessions para Soul. Escusado dizer que Peven é um homem de gostos variados. Variedade que refina a orientação estética que o tem conduzido ao longo dos anos, especialmente desde que revelou-se ao mundo em 2002 com o álbum de estreia "Studio Confessions", um retrato intimista e iluminado onde os sentimentos eram expressos em confessionário sobre uma estrutura híbrida e formal onde o Techno se deixava contaminar pelo Hip-Hop. Seguiu-se "Kissing Game", álbum gravado para a Kindred Spirits que procurava, um pouco como Moodyman, explorar a ténue fronteira entre uma House suja e uma Soul abstracta.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3639/1276/1600/Peven%20Everett%202.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#ffffff;"&gt;Os últimos dias de 2005 trouxeram-nos a verdadeira continuação para as confissões de&lt;/span&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3639/1276/1600/Peven%20Everett%202.0.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#ffffff;"&gt; estúdio iniciadas em 2002. Não que Peven tenha elaborado um mau elemento na sua discografia, mas "Latest Craze" é, um pouco à semelhança de "Studio Confessions", o tal registo intimista onde a alma de músico se abre e procura transmitir conhecimento e amor. É como se tratasse demonstrar, através da sua escola, toda a sabedoria adquirida na estrada e romantizasse toda uma vida. As qualidades vão para além dos conhecimentos técnicos sobre música, o amor que Peven coloca em tudo o que faz, transparece. Os sentimentos são verdadeiros e delicados, demonstrando ser capaz de escrever com subtileza suficiente para transmitir ao mundo as palavras e imagens que habitam na sua mente.&lt;br /&gt;As diferenças entre "Studio Confessions" e "Latest Craze" não são substanciais, tanto que o aspecto limado da mistura ecléctica entre a Soul acústica, o R&amp;amp;B, o Jazz e a electrónica continuam a ser a mais-valia que torna esta música muito pessoal. Por isso mesmo, procurar na Soul a inovação que move os melómanos é uma perda de tempo. A verdade, a luz interior e a expressividade do sentimento transformam a vulgaridade em arte própria, capaz de dialogar a um nível metafísico com o ouvinte, daí a Soul ser a expressão da alma do seu autor.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22671531-114035268586163899?l=rbs-2006.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rbs-2006.blogspot.com/feeds/114035268586163899/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22671531&amp;postID=114035268586163899' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22671531/posts/default/114035268586163899'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22671531/posts/default/114035268586163899'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rbs-2006.blogspot.com/2006/02/peven-everett-latest-craze.html' title='PEVEN EVERETT &quot;LATEST CRAZE&quot;'/><author><name>r.b.S</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12035987248499265783</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_l4tkoYa3rwo/SHtuXHafv_I/AAAAAAAAAW0/cR0WZIcOG4o/S220/rbs..jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
